Falta de investimentos dificulta meta da Venezuela de se tornar "potência gasífera"
Mas essas ambições esbarram nas deficiências da indústria local para aproveitar boa parte do gás que atualmente é queimado ou liberado na atmosfera, segundo empresários e executivos reunidos em Caracas.
Francisco Martínez, gerente coordenador da Cardón IV, operada pela empresa espanhola Repsol, explicou que é necessário melhorar a infraestrutura do sistema de transporte de gás.
Martínez destacou que a Cardón IV produz atualmente 580 milhões de pés cúbicos de gás por dia, "um terço do que é produzido no país".
"É possível recuperar a produção, mas, se o transporte até as plantas de processamento não estiver em condições adequadas, não vou conseguir atingir o objetivo final", acrescentou durante a Cúpula Internacional de Petróleo e Gás da Venezuela (VIOGS 2026).
Erwin Hernández, diretor-geral de Hidrocarbonetos do Grupo Valesco, ressaltou que, das 118 plantas compressoras de gás em Monagas, no leste do país, apenas 35 estão em funcionamento. Isso impede o aproveitamento do recurso no estado, considerado o epicentro nacional da produção de gás natural.
O gasoduto binacional Antonio Ricaurte, que liga a Venezuela à Colômbia, é um dos projetos que acumulam mais anos de atraso. Segundo analistas presentes no fórum, sua paralisação se deve à falta de acordos políticos entre os governos.
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