Invasão da RUC. Associação Académica apresentou à Provedoria

A Associação Académica de Coimbra (AAC) afirmou que apresentou uma queixa à Provedoria de Justiça, a pedir que se pronuncie sobre a invasão do estúdio da Rádio Universidade de Coimbra (RUC) pelo Chega e consequente interrupção da emissão.
Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, a AAC disse que pediu à Provedoria de Justiça “que se pronuncie sobre a gravidade dos acontecimentos, em particular sobre a entrada não autorizada nas instalações da Associação, a interrupção da emissão da Rádio Universidade de Coimbra e a entrada nos gabinetes de trabalho da direção-geral”.
Na mesma nota, a AAC, que já tinha anunciado a apresentação de queixa-crime ao Ministério Público, confirmou que avançou junto do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra com um requerimento de investigação dos acontecimentos ocorridos na segunda-feira, que envolveram as deputadas Rita Matias e Madalena Cordeiro e um grupo de apoiantes e militantes do Chega.
“A queixa invoca, designadamente, os crimes de introdução em lugar vedado ao público, previsto no artigo 191.º do Código Penal, e de atentado contra a liberdade de programação e informação, previsto no artigo 68.º, n.º 1, da Lei da Rádio, sem prejuízo de outras qualificações jurídicas que possam resultar da investigação”, aclarou.
A AAC vincou que não se pode “normalizar nem desvalorizar uma situação desta natureza”.
O Bloco de Esquerda anunciou esta sexta-feira que o seu deputado único, Fabian Figueiredo, apresentou na Assembleia da República um voto de solidariedade com a RUC, em que se salienta que “nenhuma instituição de comunicação, muito menos uma rádio histórica gerida por jovens estudantes, deve ser alvo de táticas de intimidação ou de pressões que visem silenciar ou constranger a sua regular atividade”.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) abriu um procedimento para averiguar acontecimentos na Rádio Universidade de Coimbra (RUC) que dizem respeito à invasão do estúdio por um grupo do Chega.
Já o Sindicato dos Jornalistas repudiou a invasão por membros do Chega do estúdio da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), considerando que o ato configura um crime, esperando abertura de inquérito pelo Ministério Público.
A agência Lusa já questionou a Procuradoria-Geral da República sobre a abertura de inquérito, mas ainda não obteve qualquer resposta.
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