ESPNTakeaways and analysis from Valkyries' sweepInquirer3 dead, 1 hurt as landslide destroys house in Cebu CityESPN DeportesValkyries barren a Aces y jugarán las Finales de la WNBA vs DreamThe Jerusalem PostBlack-Jewish alliance isn’t nostalgia. We need it to defend democracy - opinion한겨레트럼프 “8개 전쟁 끝냈는데 노벨상 못받아”…미 국무 “ICC 산산조각낼 것”ZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFThe South AfricanSouth Africa has a new world record holderUOLTrump critica Noruega por não ter recebido Nobel da Paz: 'Mancha indelével'ABC NewsHurricane Isaias updates: Storm makes landfall in Florida PanhandleHet Laatste NieuwsDe Wever en zijn topministers komen vandaag om 15u samen om nieuwe tabel te besprekenLenta.ruОбслуживавший матчи ЧМ-2026 судья рассказал о своей работе в автомастерскойMintCJP Delhi protest: YouTuber Dhruv Rathee detained in Gurugram: Report
The Daily Newsstand · Free, Always
Saturday, October 10, 2026

Favoritismo de Flávio Bolsonaro põe em xeque reeleição de Motta e Alcolumbre, e centrão se movimenta

Translate

O favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial ameaça a permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) na presidência da Câmara dos Deputados e do Senado a partir de fevereiro. O PL pretende assumir o comando de pelo menos uma das Casas, e alas do centrão competem para ficar com a outra.

Flávio ouviu apelos de dirigentes dos partidos de Motta e Alcolumbre para mantê-los nos postos. Uma ala do PL defende fechar eventuais acordos somente a partir de novembro, depois do segundo turno, para evitar atritos. O grupo também quer ouvir a orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro, caso ele seja solto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) após a eleição.

Na noite de terça-feira (6), Flávio conversou com o presidente do União Brasil, o deputado federal eleito Antônio Rueda (RJ). À Folha o dirigente afirmou apenas que defenderia a permanência de Alcolumbre, seu correligionário, no comando do Senado. Procurado, ele não respondeu como foi a conversa.

Aliados de Rueda e Flávio disseram à reportagem que o diálogo não foi produtivo. O candidato do PL segue resistente a Alcolumbre, e boa parte da bancada do partido cobra a troca de comando no Senado.

O União Brasil, federado com o PP, já declarou apoio a Flávio na disputa. Os partidos esperam que o gesto seja lembrado na partilha do Congresso e dos ministérios. ACM Neto (União Brasil), derrotado na eleição para o Governo da Bahia, é um dos nomes defendidos para compor a Esplanada.

Alcolumbre foi eleito presidente do Senado em 2025 com apoio do PL, mas perdeu a adesão da direita ao segurar os pedidos de impeachment de ministros do STF. O afastamento de magistrados do Supremo, principalmente Alexandre de Moraes e Flávio Dino, é o objetivo principal dos bolsonaristas.

A reaproximação com o presidente Lula (PT) antes da eleição piorou a situação. O cenário ficou ainda mais complicado quando o presidente do Senado pautou a PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6x1 antes do segundo turno, o que pressiona Flávio a se posicionar contra um tema popular.

Na Câmara, a situação é semelhante. Motta foi eleito com o apoio do PL, mas enfrentou sucessivos desgastes com o partido. O principal foi não pautar a anistia aos envolvidos com o 8 de Janeiro, o que poderia dar liberdade ao ex-presidente Bolsonaro. Os deputados votaram um projeto paralelo, com redução de penas, e está suspenso por decisão de Moraes.

Além disso, Motta atendeu ao governo em diversas pautas, como o próprio fim da escala 6x1, aprovada na Câmara em maio. A gota d'água para os bolsonaristas foi a campanha eleitoral. Ele fez campanha aberta para Lula na Paraíba, estado tradicionalmente petista. O deputado se reelegeu, mas não conseguiu fazer do pai, o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos), senador.

O presidente do Republicanos, o deputado reeleito Marcos Pereira (SP), conversou com Flávio na quarta-feira (7). O partido fechou acordo para apoiá-lo no segundo turno, e o dirigente levou ao candidato a ideia de manter Motta na presidência da Câmara.

Segundo interlocutores, Flávio ouviu a proposta, mas explicou a resistência do grupo a Motta. O próprio Marcos Pereira é citado como opção para manter o Republicanos na presidência da Câmara, mas a possibilidade não foi discutida na conversa.

Enquanto isso, alas do centrão se movimentam. Presidente do PP e aliado da família Bolsonaro desde o governo anterior, o senador Ciro Nogueira (PI) foi acionado para atuar em prol de Alcolumbre. O ex-ministro da Casa Civil tem boa relação com Flávio e perdeu a reeleição no Piauí em parte por causa disso.

Na Câmara, um dos citados como alternativa a Motta dentro do centrão é o Doutor Luizinho (PP-RJ). Seria uma saída agradável aos bolsonaristas, pela relação local do parlamentar fluminense com Flávio, que é senador pelo Rio de Janeiro.

Outra possibilidade é a candidatura do líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ). Ele foi vice-presidente da Câmara entre 2023 e 2024 e mantém boa relação com o centrão e até alguns partidos de esquerda, além de ser considerado um bolsonarista fiel e expoente da bancada evangélica.

Integrantes do PL também falam em pinçar algum nome bolsonarista dentro do centrão para rivalizar com Motta. A possibilidade de negociação dos ministérios nessa composição não é descartada. Deputados do PL citam que cabe ao presidente da Câmara dar início a processos de impeachment do presidente da República, e por isso o posto é estratégico e exige alguém de altíssima confiança.

Motta já admitiu o plano de ser reeleito e foi procurado por líderes de partidos de esquerda para reforçar o apoio em caso de disputa. O grupo elegeu 124 congressistas, tamanho semelhante ao PL, mas depende de ele conseguir a adesão de pelo menos parte do centrão para se viabilizar. O presidente da Câmara conversou esta semana com dirigentes de União Brasil, PP e outras legendas sobre a eleição.

No Senado, algumas possibilidades estão à mesa bolsonarista. As principais são o coordenador de campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), e a ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro Tereza Cristina (PP-MS).

Como mostrou a Folha, partidos do centrão passaram a defender o impeachment de um ministro do STF para dar um recado ao Supremo. O movimento visa cacifar suas lideranças para presidir o Senado. O ex-presidente da Câmara e deputado eleito Arthur Lira (PP-AL) é citado como possível candidato consensual.

Se a escolha for por Marinho no Senado, ganha força a possibilidade de o PL apoiar o nome de outro partido na Câmara. Se a escolhida para chefiar os senadores for Cristina, do PP, o PL deve reivindicar o apoio do centrão para comandar os deputados a partir de 2027.

O PL terá a partir do ano que vem as maiores bancadas do Congresso. O partido contará com 28 cadeiras no Senado na próxima legislatura, além de 11 senadores de outros partidos que foram eleitos com apoio direto de Flávio Bolsonaro. Para eleger o próximo chefe da Casa, são necessários 41 votos.

Na Câmara, a situação é mais difusa. O PL tem 121 das 513 cadeiras, mas conta com o apoio de parlamentares que estão em partidos do centrão. A federação União-PP é a maior desse grupo, com 87 eleitos para a próxima legislatura.

Em caso de uma virada e vitória de Lula, a situação de Motta é vista como mais confortável pelos colegas, e o presidente da Câmara teria poucas dificuldades de ser reconduzido. Já Alcolumbre, mesmo nesse cenário, enfrentaria uma eleição difícil porque a direita terá uma bancada expressiva e disposta a tirá-lo.

View the original on UOL →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.