A universidade de R$ 142 milhões no interior do RS que tem um RH para caçar emprego para alunos
RESUMO +
A instituição privada de ensino Atitus recebeu em agosto autorização do MEC para tornar-se universidade, 22 anos após seu credenciamento. Com 4.279 alunos e receita líquida de R$ 142,4 milhões em 2025, a Atitus mantém uma Aceleradora de Carreiras que busca vagas para estudantes. O novo plano combina ensino, pesquisa aplicada e investimento em empresas.
Passo Fundo (RS) — Assentos coloridos, um ambiente que lembra os escritórios de empresas de tecnologia e uma missão: encontrar emprego para estudantes.
Em uma sala com ares de startup, o trabalho de um grupo de pessoas envolve analisar perfis profissionais, procurar vagas e identificar quais empresas podem contratar cada candidato. É uma rotina típica de uma consultoria de recrutamento, mas que acontece dentro de uma instituição de ensino superior.
O espaço fica na Atitus, instituição de ensino privada com sede em Passo Fundo, cidade no interior do Rio Grande do Sul a 290 quilômetros de Porto Alegre. Ali funciona a Aceleradora de Carreiras, uma espécie de departamento de recursos humanos dedicado aos próprios alunos.
A instituição mantém profissionais que procuram vagas, conversam com empresas e ajudam estudantes a conseguir emprego. O trabalho começa nos primeiros semestres da graduação e continua depois da formatura.
A iniciativa faz parte de uma transformação maior da Atitus, que acaba de conquistar o status de universidade. Em agosto, a instituição recebeu a autorização do Ministério da Educação (MEC) para dar esse passo, perseguido havia mais de uma década.
A mudança ocorre 22 anos depois de seu credenciamento, quando a instituição tinha apenas um curso de graduação. Hoje, são 17 cursos, 4.279 alunos e uma receita líquida de 142,4 milhões de reais em 2025.
"Não existe mais uma correspondência direta", diz Eduardo Capellari, presidente e agora reitor da Atitus, sobre a relação entre o diploma universitário e as exigências do mercado de trabalho.

Para ele, a distância entre aquilo que se ensina nas salas de aula e o que as empresas procuram nos profissionais ajuda a explicar por que tantos jovens passaram a questionar o valor de uma graduação.
Para enfrentar esse cenário, Capellari prepara uma nova etapa de crescimento. A Atitus quer combinar três atividades: ensino, pesquisa aplicada e investimento em empresas.
Além de aproximar os alunos de potenciais empregadores, pretende participar da criação de negócios nas áreas de saúde, agronegócio, tecnologia e desenvolvimento urbano. A meta declarada é estar entre as 100 universidades jovens mais empreendedoras do mundo até 2036.
Como funciona o RH que procura emprego para os alunos
Na Aceleradora de Carreiras, o trabalho vai além de divulgar oportunidades de estágio num mural.
A estrutura funciona com coordenadores de carreira especializados nas quatro escolas da instituição: Saúde, Direito, Politécnica e Agronegócio. Eles conhecem os cursos, mantêm contato com empresas e acompanham os estudantes desde o início da graduação.
Há também profissionais dedicados à busca ativa de vagas, conhecidos como job hunters, recrutadores que procuram oportunidades de emprego e identificam candidatos com o perfil desejado pelas empresas.
O processo começa antes de o aluno precisar de um emprego. Nos primeiros semestres, ele pode receber orientação para montar um currículo, criar um perfil no LinkedIn, preparar-se para entrevistas e identificar quais competências precisa desenvolver para trabalhar no setor desejado.
Quem pretende seguir carreira em uma multinacional, por exemplo, recebe orientações diferentes das de um estudante que deseja permanecer em Passo Fundo ou abrir seu próprio negócio.
A ideia é fazer com que essas escolhas orientem a trajetória acadêmica. Um aluno interessado em trabalhar numa empresa internacional pode ser estimulado a estudar inglês e buscar determinados estágios antes de chegar ao último ano.
O funcionamento lembra a gestão de carteiras de clientes de um banco. A cada semestre, um coordenador de carreiras pode receber uma carteira de 70 a 80 formandos. Sua tarefa é acompanhar esse grupo, identificar quem já está empregado e trabalhar para encontrar oportunidades para os demais.
A meta interna é chegar a 100% de empregabilidade entre os formandos. Para isso, os coordenadores procuram os departamentos de recursos humanos das empresas, pesquisam vagas em plataformas de recrutamento, apresentam candidatos e alimentam um portal próprio de oportunidades.
A relação também funciona no sentido contrário. Empresas parceiras procuram a universidade quando precisam contratar profissionais com determinada formação.
Um levantamento apresentado pela instituição aponta que 93% dos egressos recentes, com menos de um ano e meio de formados, estão empregados. Outro indicador citado é de 80% de atuação na área de formação.
O acompanhamento, porém, não termina quando o estudante consegue a primeira vaga.
A Atitus também oferece serviços de carreira para ex-alunos. O objetivo é ajudá-los a mudar de emprego, buscar posições melhores e aumentar a remuneração.
Como as empresas ajudam a montar as aulas
A busca por empregos é apenas uma parte da estratégia da Atitus para se aproximar do mercado de trabalho.
A instituição criou um sistema de ensino chamado Atitus Learning System, modelo que procura incorporar as necessidades das empresas ao planejamento dos cursos, à escolha dos professores e ao conteúdo das disciplinas.
Na prática, isso significa que executivos participam da discussão sobre o que os estudantes precisam aprender. Cada uma das quatro escolas tem um conselho consultivo formado por sete integrantes, com representantes de setores relacionados aos cursos oferecidos. Esses grupos ajudam a identificar mudanças no mercado e áreas nas quais a universidade deve concentrar seus investimentos.
A partir dessas informações, são definidos os currículos, os laboratórios necessários e o perfil dos profissionais que vão dar aula.
Um dos exemplos está na Escola do Agronegócio. Em vez de concentrar o curso apenas em disciplinas tradicionais de Agronomia e Medicina Veterinária, a instituição passou a incorporar conteúdos ligados à tecnologia, como big data, análise de grandes volumes de dados, e internet das coisas, tecnologia que permite conectar máquinas e equipamentos para coletar e trocar informações.
Há disciplinas em que a participação das empresas vai além da definição do conteúdo. São as chamadas disciplinas assinadas, desenvolvidas em conjunto por professores e companhias que atuam naquele setor.
"Nesses casos, a empresa pode participar da elaboração das aulas, levar especialistas para conversar com os alunos e apresentar problemas que enfrenta em sua operação", diz Deniz Anziliero, diretor da Escola de Agronegócio. "Temos, por exemplo, uma disciplina de reprodução animal, na Medicina Veterinária, desenvolvida com uma empresa especializada em genética de suínos".
O objetivo é aproximar o conhecimento acadêmico das tecnologias que já estão sendo utilizadas no setor.
Para as empresas, existe outro benefício: conhecer estudantes que poderão contratar no futuro.
Segundo Anziliero, o sistema já alcançou cerca de 50 disciplinas e havia previsão de chegar a 58 em breve.
Qual é a história da Atitus
A preocupação de Capellari com a relação entre ensino e mercado tem origem na própria trajetória profissional.
Ele entrou na universidade aos 17 anos. Estudou três anos de Filosofia e cinco de Direito, participou do movimento estudantil e ocupou cargos de representação dos alunos. Ainda durante a graduação, decidiu que não seguiria uma carreira jurídica tradicional. Preferiu o caminho acadêmico.
Ao fazer mestrado em Direito, em Santa Catarina, começou a trabalhar com professores que prestavam consultoria para a criação de instituições privadas de ensino superior. Era o período de expansão do setor, impulsionado por mudanças regulatórias que abriram espaço para novos grupos educacionais.
Capellari participou da estruturação de projetos e, mais tarde, trabalhou em uma instituição no Paraná. Foi ali que começou a conhecer o outro lado do negócio: contratar professores, comprar equipamentos, organizar bibliotecas e conseguir alunos suficientes para pagar a operação.
Em 2001, decidiu voltar ao Rio Grande do Sul e procurar sócios para abrir uma faculdade em Passo Fundo. O problema era o dinheiro. O grupo tinha professores, conhecimento sobre a legislação e um projeto acadêmico. Faltavam recursos para bancar a estrutura física.
A solução inicial foi reunir pequenos investidores e instalar a futura instituição em um antigo seminário.
O pedido de credenciamento foi protocolado no MEC em abril de 2002. Como a autorização demorava, os sócios começaram a oferecer cursos presenciais de pós-graduação.
A primeira turma teve 52 alunos, atraídos também pela possibilidade de estudar com professores de outros estados sem precisar viajar para Porto Alegre ou São Paulo.
As mensalidades ajudaram a sustentar a estrutura enquanto o grupo aguardava o início da graduação. A autorização veio em 2004. Em março de 2005, começaram as aulas do primeiro curso de Direito, ainda sob a marca IMED.
"A gente viu que não ia sobreviver com um único curso", diz Capellari.
A expansão exigia mais recursos. Sem acesso a grandes investidores, o fundador começou a vender participações da instituição para profissionais interessados em desenvolver novos cursos.
Para abrir Odontologia, por exemplo, seis dentistas entraram como sócios. O dinheiro ajudava a financiar os equipamentos e a implantação do curso.
O modelo permitiu crescer, mas criou outro problema. Em 2010, a faculdade chegou a cerca de 21 sócios, com interesses e expectativas diferentes.
Capellari era o maior acionista individual, mas tinha apenas 27% da empresa.
As divergências envolviam decisões fundamentais: oferecer cursos mais baratos ou apostar em graduações tradicionais? Entrar no ensino a distância? Investir em mestrados e doutorados? Transformar a instituição em universidade?
Com tantos sócios, essas escolhas se tornaram difíceis.
A saída foi profissionalizar a gestão.
Entre 2010 e 2011, o grupo contratou uma consultoria, reformulou a estrutura societária, criou um conselho de administração, implantou auditoria externa e estabeleceu um acordo de acionistas. Também decidiu limitar a distribuição de dividendos para preservar recursos destinados à expansão.
Naquele momento, foi definida uma escolha que continuaria orientando a instituição nos anos seguintes: concentrar a operação em bacharelados presenciais, manter investimentos em pesquisa e buscar o reconhecimento como universidade.
A decisão que protegeu a Atitus da crise do Fies
Os anos seguintes foram de crescimento.
A instituição abriu novos cursos, começou a desenvolver programas de mestrado e, em 2014, conseguiu autorização para oferecer Medicina. O curso se tornaria uma de suas principais fontes de receita.
Mas a expansão do ensino superior privado brasileiro estava fortemente ligada ao Fies, programa federal de financiamento estudantil.
Naquele período, aproximadamente 30% do faturamento da instituição dependia de alunos financiados pelo programa, segundo Capellari.
Em maio de 2014, os sócios chegaram a discutir uma mudança: ampliar essa participação para 60%. A avaliação era de que os recursos públicos destinados à educação continuariam crescendo. A decisão, porém, não chegou a ser executada.
No fim daquele ano, começaram os problemas com os repasses do programa. Segundo Capellari, os atrasos consumiram parte importante das reservas financeiras da instituição em 2015.
A empresa conseguiu atravessar o período sem recorrer a empréstimos para cobrir o problema. Se tivesse ampliado a dependência do Fies poucos meses antes, a exposição financeira teria sido maior.
A crise também acelerou uma divergência entre os acionistas. Parte dos investidores passou a acreditar que o ensino superior privado havia atingido seu auge e que seria melhor vender a instituição. A IMED recebia propostas de grandes grupos educacionais, sobretudo depois da abertura do curso de Medicina.
Capellari e os sócios que compartilhavam seu projeto preferiram continuar. "Nós nunca tivemos a intenção de vender", diz Capellari.
Em 2018, parte dos investidores deixou a sociedade. Outra saída ocorreu em 2021.
Hoje, a Atitus tem sete sócios, que detêm a totalidade do capital. A reorganização permitiu manter a estratégia definida anos antes, mas também tornou mais evidente a necessidade de encontrar uma posição própria no mercado.
Como a Atitus chegou aos R$ 142 milhões de receita
A escolha de permanecer no ensino presencial e concentrar investimentos em cursos tradicionais ajudou a proteger o negócio da disputa por mensalidades mais baratas.
Capellari afirma que a instituição sempre procurou atrair alunos com capacidade de pagar pelos cursos, em vez de acelerar as matrículas a qualquer custo.
Medicina é o exemplo mais evidente. Segundo ele, a mensalidade do curso fica na faixa de 13.000 a 14.000 reais. Em Medicina Veterinária, gira em torno de 4.000 reais.
O peso de Medicina no faturamento ajuda a sustentar uma estrutura que também oferece mestrados, doutorados e atividades de pesquisa. Capellari conta que, em momentos de crise, recebeu de conselheiros a recomendação de encerrar programas de pós-graduação que operavam com prejuízo. Em um desses períodos, a economia estimada com o fechamento dos mestrados chegaria a 5 milhões de reais anuais.
A proposta foi rejeitada porque os programas faziam parte do plano de conquistar o status de universidade.
Em 2025, a Atitus registrou receita líquida de 142,4 milhões de reais. A instituição reúne 4.103 alunos de graduação e 176 de mestrado e doutorado, além de 554 funcionários. São 378 professores, dos quais 74,3% têm título de mestre ou doutor, de acordo com os números institucionais.
A operação está concentrada em Passo Fundo e Porto Alegre. A instituição também informa uma taxa de inadimplência de até 5% ao ano.
Para Capellari, parte do resultado se explica pelo relacionamento com os estudantes. Ele cita uma decisão tomada durante a pandemia como exemplo dessa estratégia. Quando as aulas presenciais foram suspensas, a instituição mobilizou cerca de 150 professores e funcionários para conversar individualmente com estudantes e familiares. O objetivo era entender quem havia perdido renda e quem precisava de condições diferentes de pagamento.
A faculdade ofereceu a possibilidade de transferir parcelas para o fim do curso, mediante comprovação das dificuldades financeiras.
Segundo Capellari, menos de 100 alunos solicitaram o financiamento nessas condições.
O episódio ajuda a explicar uma característica do negócio: com uma base relativamente pequena de estudantes, a Atitus consegue manter um acompanhamento individual que seria mais difícil em instituições com centenas de milhares de matrículas.
Qual é a próxima aposta
Com o reconhecimento como universidade, a Atitus passou a organizar seu plano de crescimento em três frentes.
A primeira é o ensino, que continua sendo a principal fonte de receita. A segunda envolve pesquisa aplicada, com centros voltados a problemas de empresas e setores econômicos. Entre as áreas escolhidas estão agronegócio, transição energética e bioeconomia, pesquisa clínica em saúde e soluções para cidades.
A lógica é concentrar os recursos de pesquisa em setores nos quais a instituição já tem professores, laboratórios e relações com empresas.
A terceira frente é o empreendedorismo. A Atitus pretende criar uma trajetória na qual os estudantes aprendam a identificar problemas de mercado, desenvolver soluções, montar empresas e buscar investidores.
Na Ciência da Computação, parte dessa estrutura já funciona, diz João Henrique Corrêa de Souza, diretor da Escola Politécnica. O curso oferece certificações ao longo da graduação, permitindo que estudantes apresentem competências profissionais antes de concluir os estudos.
Há também uma disciplina em que grupos desenvolvem projetos empresariais, definem produtos e estruturam negócios que podem ser formalizados após o fim do curso.
A proposta é ampliar esse percurso para outras áreas.
O plano acadêmico inclui disciplinas obrigatórias de inteligência artificial, comunicação profissional, análise de mercado e desenvolvimento de novos produtos.
Os estudantes que optarem pelo empreendedorismo poderão desenvolver uma ideia até o trabalho de conclusão de curso e, depois, procurar apoio nos centros de inovação da universidade.
A Atitus quer dar escala a esse tipo de atuação por meio de estruturas próprias de investimento e apoio a empresas. Um dos projetos anunciados é o Atitus Health Hub, voltado à saúde, em Porto Alegre.
Segundo Capellari, a iniciativa foi estruturada em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e prevê programas de incubação e aceleração de startups.
Os planos também incluem iniciativas nas áreas de agronegócio, tecnologia jurídica e soluções para cidades.
Para Capellari, uma das oportunidades está em aproximar empresas, pesquisadores e investidores que já atuam no Rio Grande do Sul, mas nem sempre desenvolvem projetos em conjunto.
Quais são os desafios
O novo posicionamento da Atitus surge em um momento de mudança no ensino superior.
A expansão dos cursos a distância, a pressão sobre as mensalidades e as transformações no mercado de trabalho obrigaram as instituições privadas a rever a forma de atrair estudantes.
A Atitus escolheu disputar esse mercado oferecendo uma graduação presencial, com participação de empresas na formação e serviços de carreira.
Há ainda um desafio econômico: manter programas de pesquisa, apoiar empresas nascentes e financiar novos centros de inovação sem comprometer a operação educacional. Para uma universidade com receita de 142 milhões de reais, o espaço para errar é menor do que o de instituições que trabalham com orçamentos bilionários.
Por isso, Capellari insiste na necessidade de escolher áreas de atuação e concentrar recursos.
A universidade que nasceu de um grupo de professores sem dinheiro suficiente para montar sua primeira faculdade agora quer participar da criação de empresas e da formação de profissionais que vão trabalhar nelas. O ponto de partida dessa estratégia continua visível naquela sala de assentos coloridos em Passo Fundo.
'Perguntas frequentes'
A Atitus agora é uma universidade? +
Sim, a Atitus recebeu em agosto a autorização do Ministério da Educação para tornar-se universidade, 22 anos após seu credenciamento. A instituição começou com um curso de graduação e atualmente oferece 17 cursos.
Como funciona a Aceleradora de Carreiras da Atitus? +
A Aceleradora de Carreiras procura vagas, mantém contato com empresas e acompanha os alunos desde os primeiros semestres até depois da formatura. Os estudantes também recebem orientação sobre currículo, LinkedIn, entrevistas e competências exigidas pelo mercado.
Qual é a taxa de empregabilidade dos alunos da Atitus? +
Um levantamento apresentado pela Atitus aponta que 93% dos egressos recentes, formados há menos de um ano e meio, estão empregados. Segundo a instituição, 80% trabalham na área de formação.
Como as empresas participam dos cursos da Atitus? +
As empresas ajudam a identificar competências necessárias, discutir currículos e desenvolver disciplinas em parceria com professores. Segundo Deniz Anziliero, diretor da Escola de Agronegócio, esse modelo já alcançou cerca de 50 disciplinas, com previsão de chegar a 58.
Quanto a Atitus faturou em 2025? +
A Atitus registrou receita líquida de R$ 142,4 milhões em 2025. De acordo com os números institucionais, a universidade reúne 4.103 alunos de graduação, 176 estudantes de mestrado e doutorado e 554 funcionários.
Quais são os próximos planos da Atitus? +
A Atitus pretende crescer em três frentes: ensino, pesquisa aplicada e empreendedorismo. Segundo Eduardo Capellari, presidente e reitor da instituição, os projetos incluem centros de inovação e apoio a empresas nas áreas de saúde, agronegócio, tecnologia e desenvolvimento urbano.
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