BRAZA revela bastidores de Baile Cítrico Utrópico e celebra primeiro vinil da carreira

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Banda fala sobre processo imersivo de composição, expansão do álbum com o capítulo Lunar e a emoção de lançar o primeiro disco em vinil
Karla Sthefany
A banda BRAZA levou o clima de Baile Cítrico Utrópico até a redação da Rolling Stone Brasil, no Rio de Janeiro, para falar sobre o universo criativo construído em torno de Solar e Lunar.
Mais do que um álbum e sua continuação, os dois projetos funcionam como capítulos de uma mesma história, criados a partir de um processo intenso de convivência e experimentação entre os integrantes da banda.
Durante o encontro, o grupo também apresentou a aguardada edição em vinil do trabalho, lançada em parceria com a Romaria Discos. O formato marca um momento especial para o BRAZA: é o primeiro LP físico da carreira, mesmo chegando depois de outros discos lançados ao longo dos anos.
Um álbum criado em imersão
Lançado há pouco mais de um ano, Baile Cítrico Utrópico nasceu de um período de criação diferente de tudo o que a banda havia feito até então. Segundo os músicos, foram quatro viagens realizadas em momentos distintos, sempre com uma semana dedicada exclusivamente ao processo criativo.
“A gente passou uma semana em cada uma dessas viagens, dormindo junto, acordando junto, comendo junto, compondo, gravando e fazendo todo esse processo”, contou a banda.
O isolamento da rotina foi uma escolha consciente. Os integrantes explicaram que deixaram de lado a vida particular durante esses períodos para fortalecer a conexão entre eles e mergulhar completamente nas músicas.
“Acho que nunca tão imerso assim, nunca tão focado no trabalho e realmente se desligando das nossas vidas particulares durante essa semana, para poder se ligar entre nós.”
Para o BRAZA, essa experiência acabou influenciando diretamente o resultado final do disco.
Lunar amplia o universo de Solar
O retorno positivo da turnê e da recepção do público motivou a criação de Baile Cítrico Utrópico, descrito pela banda como uma versão estendida de Solar. O projeto adiciona duas faixas inéditas e revisita o repertório sob novas perspectivas.
Além das músicas inéditas, Lunar reúne versões dub, acústica e registros ao vivo gravados durante um show no Circulador, expandindo as possibilidades sonoras do álbum original.
Entre as novidades está uma parceria com artistas admirados pelo grupo: MC De Leve, Ari, da ConeCrewDiretoria, e o produtor Felipe Play.
“A gente está super feliz com esse lançamento, esperando que a galera esteja curtindo também.”
O primeiro vinil do BRAZA
Se Solar e Lunar representam uma nova fase musical, o lançamento em vinil simboliza uma conquista antiga da banda. Os integrantes não esconderam a emoção ao segurar a edição física pela primeira vez.
“Isso aqui é um sonho máximo. A gente sempre quis ter um vinil do BRAZA. É o primeiro.”
O lançamento acontece em parceria com a Romaria Discos, responsável pela produção da edição. A banda ainda revelou que existe a expectativa de que outros álbuns também ganhem versões em LP, caso a recepção do público seja positiva.
“Parece que tem uma fofoca aí que eles vão fazer mais um também. Se for bem, vão fazer os outros todos do BRAZA.”
Enquanto isso, o grupo faz um pedido direto aos fãs: garantir a pré-venda do vinil e ajudar a abrir caminho para que o restante da discografia também chegue ao formato físico.
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Karla Sthefany é formada em jornalismo e já foi repórter em diversos sites de entretenimento, como o Observatório dos Famosos, Entretê Spin OFF e NerdWeek. Hoje atua como repórter na CARAS Brasil, na Contigo! e na Rolling Stone Brasil. Apaixonada por música, cinema e livros. Críticas ou sugestões: [email protected]
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