Candidatos ao governo de MG focam em crise fiscal do estado em 1º debate

Os candidatos também divergiram sobre privatizações e serviços públicos. Roscoe defendeu a privatização da Copasa, concluída em junho, como forma de melhorar o atendimento de saneamento. Já Gabriel Azevedo (MDB) afirmou que não venderá a Cemig caso seja eleito.
No caso da Copasa, havia um déficit, uma falta de capacidade de investimento. A empresa não tinha como tratar do problema de saneamento. E, ao fazer a privatização, abre-se espaço para que muitos municípios possam procurar suas opções e também para que a Copasa, sendo uma empresa privada, possa levantar recursos para atender à demanda de todos os mineiros. Flávio Roscoe (PL)
O debate foi marcado ainda por confrontos entre os candidatos. Simões adotou um tom mais agressivo e trocou acusações com Kalil, que chegou a chamá-lo de "pai da mentira" e perguntou se o governador estava "em Nárnia". Cleitinho também protagonizou embates sobre IPVA, segurança pública e privatização da Cemig.
Comigo a Cemig não vai ser privatizada. Ela está na lista de R$ 88 bilhões que o governo estadual ofereceu para o governo federal para amortizar 20% da dívida. Vale lá R$ 13,5 bilhões. Mas esse valor nós não vamos abrir mão, porque a Cemig, comigo, não é feudo de político. Como dizia Ulisses Guimarães, não roubar e não deixar roubar. Gabriel Azevedo (MDB)
A ausência de Patrus Ananias (PT) também teve peso no encontro. Terceiro colocado na pesquisa Quaest, com 10% das intenções de voto, o petista faltou ao evento para participar do lançamento da campanha presidencial de Lula em São Bernardo do Campo (SP).
Cleitinho aproveitou o debate para declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Durante os confrontos diretos, o senador afirmou que seria o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro em Minas, mas que entraves atrasaram sua candidatura e abriram espaço para Flávio Roscoe concorrer pelo PL no estado. Apesar disso, o candidato do Republicanos reforçou seu apoio a Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência.
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