11h. Brasil. Lula reforça legado de combate à pobreza
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Começamos com as eleições no Brasil. Lula da Silva puxou dos galões no combate à pobreza naquele que foi o último debate televisivo antes da ida às urnas amanhã.
Os impostos foram um dos temas em destaque no último debate antes das eleições de amanhã. Lula da Silva desvalorizou as acusações de Flávio Bolsonaro sobre a carga fiscal e puxou do legado no combate à pobreza e à fome no Brasil.
Eles se incomodam com pobre na universidade, com pobre no instituto federal, com a pessoa ganhando um salário mínimo, com filha de pedreiro virando engenheira, virando médica. Isso incomoda. Ele fica no mesmo discursinho. Eu tinha acabado com a fome nesse país em 2012. Eu voltei em 2023 com 33 mil pessoas passando fome. Ele se importa com isso? Não, porque onde ele mora as pessoas não passam fome. No condomínio dele, as pessoas não passam fome, a família dele não passa fome e ele não sabe o que é fome. Essa é a verdade.
Lula da Silva a responder a Flávio Bolsonaro, que acusou o presidente do Brasil de impor o maior imposto do mundo.
Você simplesmente invade o bolso do contribuinte. Você implementou a carga tributária mais alta desse país na história. Até agora, com a reforma tributária, ninguém sabe quanto vai ser o valor do Imposto de Valor Agregado, o IVA, que é o novo imposto que ele vai começar a cobrar a partir do ano que vem. Estima-se que seja de 28%. Ele já tinha que ter enviado pro Congresso Nacional um projeto de lei falando qual é a alíquota. Sabe por que ele não fez? Porque vai ser o maior IVA do mundo. O brasileiro vai pagar o maior imposto do mundo na era Lula.
Os dois candidatos no último debate televisivo. No apelo ao voto final, Lula pediu aos brasileiros para evitarem o governo de um miliciano. Já Flávio Bolsonaro pede uma reflexão sobre se a vida dos brasileiros melhorou ou piorou nos últimos quatro anos.
Há uma emissão especial na Rádio Observador domingo à noite, depois do futebol Sporting x Académico de Viseu. Vamos estar atentos, quer na rádio, quer no YouTube do Observador, aos primeiros resultados das presidenciais brasileiras. Na atualidade nacional, as manifestações pela habitação têm ficado marcadas pela realização de várias assembleias populares.
Acabam por ser um dos símbolos dos movimentos que têm ocupado as praças de Lisboa e do Porto. Oficialmente, as acampadas não têm líderes. Os manifestantes tomam decisões através de assembleias populares que dizem ser horizontais. É nesses momentos que votam os próximos passos, como se pernoitam ou não nos locais e se permanecem dentro das tendas ou ao relento. A jornalista do Observador, Mariana Furtado, acompanhou de perto as várias assembleias populares dos protestos pela habitação e descreve o processo de funcionamento.
O que é certo é que as assembleias populares acontecem todos os dias por volta das 19h, salvo alguns atrasos, e têm sempre os tais dois momentos: o da apresentação de propostas ou intervenções e o das votações. Por vezes, é também definida uma ordem de trabalhos, algumas com mais pontos, outras com menos, e outras vezes abre-se simplesmente o microfone e qualquer pessoa pode ir apresentar propostas para serem votadas num segundo momento. Mas também já chegou a acontecer de serem iniciadas votações e depois abrir-se novamente o debate. Não há aqui nada muito rígido.
É o que explica a jornalista Mariana Furtado na história do dia da Rádio Observador. Durante as intervenções nas assembleias populares, os manifestantes defendem que a verdadeira democracia é feita nas ruas. Hoje há manifestações marcadas para vários pontos do país. Em Lisboa, a manifestação arranca às 15h, no Marquês de Pombal, desce a Avenida Liberdade até chegar à Praça do Rossio, onde os manifestantes querem voltar a montar tendas. No Porto, o protesto começa às 16h, numa marcha lenta entre a Praça da Batalha e a Praça Dom João I. Estas manifestações estendem-se também a outras cidades como Aveiro, Braga, Coimbra e também Faro.
O secretário-geral do PS não pede a saída do presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, mas insiste com o primeiro-ministro para que deixe cair a lei das rendas.
José Luís Carneiro aconselha Luís Montenegro a guardar a nova lei do arrendamento na gaveta. Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral do PS focou as atenções no primeiro-ministro e realçou que a nova lei não pode mesmo avançar.
O primeiro-ministro tem um desafio que foi colocado pelo PS. O desafio é: meta esta lei do arrendamento na gaveta, ponto um. Ponto dois, que se disponibilize a trabalhar com o PS numa garantia pública que responda aos proprietários e que responda também aos inquilinos.
José Luís Carneiro, que se disponibiliza a trabalhar com o governo para criar um mecanismo público que assegure a proteção de senhorios e de arrendatários. O líder do PS classifica ainda as declarações do presidente do IHRU como infelizes e considera que é Luís Montenegro quem tem que tomar uma decisão sobre se deve ou não demitir Benjamim Pereira.
André Ventura diz estar disponível para ser ouvido na comissão de inquérito a Luís Neves, mas reconhece que é uma situação inédita.
Isto porque o presidente do Chega é também presidente desta comissão de inquérito e o Livre quer ouvir André Ventura por causa do assalto ao gabinete na Assembleia da República, em que terão sido roubados documentos relacionados com o ministro da Administração Interna. Esta manhã, em comunicado, o Chega diz que André Ventura está disponível para ser ouvido, caso seja essa a vontade dos partidos, mas também diz que ser inquirido numa comissão e ser presidente não são exercícios compatíveis. Assim, o Chega diz que Ventura vai avaliar com os coordenadores de cada partido neste inquérito parlamentar, a melhor forma de garantir a integridade do funcionamento da Comissão, a independência e credibilidade junto da opinião pública. O Chega entregou ontem uma lista de 50 nomes a serem ouvidos neste inquérito. Para além de Luís Neves, o partido de André Ventura quer ouvir o atual diretor da Polícia Judiciária, também antigos diretores e dirigentes de topo da PJ, o ex-primeiro-ministro António Costa e ainda atuais e antigos ministros da Justiça e até o juiz desembargador Carlos Alexandre.
Vamos ao futebol. O Porto vai hoje a Barcelos jogar com o Gil Vicente.
Depois de duas derrotas consecutivas para a Liga dos Campeões, o Porto tenta manter o registro 100% vitorioso no campeonato. O técnico dos Dragões lembra que muitos atletas só este ano é que estão a estrear na liga milionária. Já quanto ao desafio frente ao Gil Vicente, Farioli prevê uma partida num estádio hostil e deixa elogios a Luís Pinto.
O Gil Vicente é uma equipa que tem diferentes variações e diferentes soluções, uma equipa que está muito bem treinada e que está num bom momento de forma. Sabemos muito bem o quão exigente é ir jogar lá. Foi assim na última temporada e vai ser também este ano com o novo treinador.
Francesco Farioli, que não desvenda quem vai ser o titular no lado esquerdo da defesa do Futebol Clube do Porto. Já o treinador do Gil Vicente acredita que os Dragões vão apresentar um jogo intenso, mas com diferenças face à temporada passada.
É uma equipa que vai exigir igualmente que estejamos a um nível de concentração altíssimo, a um nível de atitude competitiva muito alta e que a nível interno tenha um pleno em tudo aquilo que são os jogos, quer na Supertaça, quer no campeonato. E isso por si só diz aquilo que é a valia do nosso adversário.
Luís Pinto, do Gil Vicente, na antevisão deste jogo que está marcado para hoje, quando forem 20h30.
Vai ter análise e relato em direto numa emissão especial de desporto que arranca depois das 20h. Olhamos ainda para outras notícias em destaque a esta hora, Miguel.
No inusitado Mundial de Futebol de sub-15, que junta 189 seleções, Portugal entrou a vencer por 1 x 0 frente à equipa do Burundi. Este mundial é um teste da FIFA para juntar todos os países que integram a organização. Está a ser jogado no Azerbaijão. O gol de Portugal foi apontado pelo capitão Ruben Tavares. O Presidente da República agradece a todos os que servem no Exército em condições cada vez mais difíceis. Numa mensagem para assinalar o Dia do Exército, António José Seguro expressa reconhecimento a todos os que servem num contexto internacional complexo, exigente e imprevisível. As comemorações deste ano assinalam-se na cidade do Porto, com o chefe de Estado a dizer que é cada vez mais justo reconhecer os que cumprem as missões em território nacional e também no estrangeiro. António José Seguro elogia as Forças Armadas pelo profissionalismo e sentido de dever, pela forma como contribuem para a defesa da liberdade, da soberania e dos interesses nacionais. Os relógios vão atrasar uma hora na próxima madrugada. Portugal continental e as Regiões Autónomas da Madeira e Açores vão atrasar os relógios, dando início ao horário de inverno. Assim, esta madrugada, em Portugal e na Madeira, quando forem 2h, os relógios devem ser atrasados 60 minutos. Na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita à 1h, passando para a meia-noite.
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