Comício de Haddad vira apelo por virada milagrosa em SP e reeleição de Lula


O único comício organizado pela campanha de Fernando Haddad (PT) hoje (1º) na capital se transformou em um ato pela reeleição do presidente Lula e por uma busca quase milagrosa pela virada em São Paulo.
Como foi o evento
Dos jingles, às bandeiras da militância e aos discursos dos candidatos a deputados, com destaque para a presença de José Dirceu, o comício ganhou ainda mais caráter nacional diante das últimas pesquisas do Datafolha.
Divulgada antes de Haddad subir ao palco, a sondagem paulista apontou chances de vitória do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no primeiro turno, com 56% dos votos válidos, relegando ao petista cada vez mais o papel de cabo eleitoral do presidente. Haddad não negou a posição ao comentar o Datafolha nacional. "Se a gente conseguir mais três pontos no domingo, Lula pode ser eleito no primeiro turno", disse o candidato. A pesquisa apontou Lula com 45% dos votos válidos contra 40% de Flávio Bolsonaro (PL).
A escolha da Praça Roosevelt, tradicional reduto da esquerda no centro da capital, ajudou a encher o comício e a expor parte dos candidatos da coligação puxada pelo PT e pelo PSB que, até aqui não tiveram vitrine nas ruas.
O clima de festa até animou os candidatos a apostar em uma virada histórica a partir de um "esforço final", como definiu o candidato a vice-governador, Márcio França (PSB). Haddad fez o mesmo, pedindo aos petistas para conversar com "quem pensa diferente".
O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), alertou para o risco de golpe caso Flávio vença as eleições e incentivou a militância a virar voto e trabalhar para reduzir a taxa de abstenção, geralmente maior entre os mais pobres.
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