Sindicatos britânicos aprovam boicote e sanções contra Israel

Zita Holborne, do Artists' Union England, disse que os sindicatos devem responder ao chamado do BDS. Ela defendeu que o movimento sindical confronte toda forma de cumplicidade e atue ao lado dos palestinos.
Governo britânico rejeita movimento de boicote
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, proibiu a importação de produtos de assentamentos israelenses. Ele chamou colonos de "terroristas" e acusou-os de promover limpeza étnica em partes da Cisjordânia.
Miliband, porém, disse que se opõe 'de todo o coração' ao BDS. O ministro afirmou que o Reino Unido manterá o comércio com Israel que, na avaliação dele, respeita o direito internacional.
Omar Barghouti, cofundador do BDS, celebrou a decisão dos sindicatos britânicos. No entanto, ele disse que as medidas adotadas pelo governo estão "muito aquém" das obrigações legais do Reino Unido e pediu a ampliação do movimento.
Peter Leary, vice-diretor da Palestine Solidarity Campaign, chamou a votação de 'ponto de inflexão'. Ele afirmou que os sindicatos abrem caminho para uma "mudança real" e defendeu pressão sobre o governo britânico.
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