Waack: Lula e Flávio se preocupam com a desmobilização
As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vão agora para a fase decisiva do confronto, que começa oficialmente na sexta-feira (9), com uma coisa em comum: o temor de desmobilização.
No caso do PT, é superar a noção – sustentada por pesquisas – de que Lula tem chances muito escassas de virar o jogo no segundo turno. No caso de Flávio, é a noção de que o jogo já estaria decidido.
Daí a ênfase nas duas campanhas, hoje, em incentivar em primeiro lugar os próprios apoiadores. Flávio continua recebendo adesões de siglas políticas, ao mesmo tempo que recebe alertas para evitar o "já ganhou".
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Há consenso entre os profissionais de pesquisa que as dificuldades de Lula para vencer o segundo turno são muito grandes. As probabilidades de vencer Flávio vão de apenas 10% para até uns 30%, que não é um patamar desprezível.
A campanha de Lula está, de fato, numa situação delicada, pois tem uma luta para fora, que é enfrentar seu adversário.
E outra luta para dentro, que é redirecionar formato de marketing, refazer uma imagem desgastada – a do próprio Lula – e achar algum tipo de "marca" com a qual possa impor uma narrativa.
Está procurando isso na boca do adversário.
Explorando, por exemplo, falas de Flávio sobre alterações na Constituição, que surgem, evidentemente, da convicção de que a conta já fechou, a maioria confortável nas duas casas do Legislativo é inédita na história política recente e dá condições para grandes reformas.
Em política, como no futebol, não se deve cantar vitória antes da hora.
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