5h. Sporting perde em casa com o Académico de Viseu por 1-2
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As notícias com Ricardo Lopes.
Muito bom dia. Lula da Silva foi reeleito presidente do Brasil, tornou-se o candidato mais votado de sempre numa eleição presidencial brasileira. Foram mais de 64 milhões de votos que fizeram com que Lula superasse o próprio recorde alcançado em 2022. O presidente brasileiro parte assim com 80 anos para um quarto mandato, consegue uma vitória inédita. Nunca na história da política brasileira um candidato tinha vencido a segunda volta, tendo perdido a primeira. Hugo Fortunato de Oliveira.
Reeleito presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva!
À segunda foi de vez. Lula da Silva conseguiu a tão famosa virada e fez história. Não só venceu a eleição, como bateu um recorde que já lhe pertencia, tornando-se o candidato mais votado de sempre numa eleição presidencial no Brasil.
Foi a primeira vez que a gente virou. É importante saber que é a primeira vez que virou, não sendo que virou, porque eu nunca ganhei eleição no primeiro turno, mas nunca perdi nenhuma no segundo turno.
O presidente reeleito atribui a vitória aos eleitores, mas deixa também uma mensagem ao adversário Flávio Bolsonaro.
Esta eleição foi uma derrota do negacionismo. Foi uma derrota da mentira. Nunca imaginei que uma pessoa pudesse mentir tanto, com tanta desfaçatez, como se não tivesse dentro dele uma célula de humanismo. Parece tudo falso.
Fechadas as contas eleitorais, Lula da Silva vira agora a página e assume um compromisso para os próximos quatro anos.
Vou fazer o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país. Pode ficar certo. Vou dedicar 24 horas por dia para fazer desse país o país que todo mundo sonha.
Entre as prioridades, a ambição de reforçar o papel do Brasil no plano internacional.
Nós queremos ser um país central nas decisões políticas, econômicas e na decisão pela paz.
Mas há desafios pela frente, desde logo no Congresso, onde o presidente terá de procurar entendimentos para fazer avançar as medidas do governo.
Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu, e é com ele que eu vou votar, trabalhar e aprovar as coisas.
Mandato que Lula promete cumprir com empenho, mas que vai exigir capacidade de diálogo e negociação. A tomada de posse está marcada para o primeiro dia de 2027.
Hugo Fortunato de Oliveira, aqui com o discurso de vitória de Lula da Silva. Lula vence com 51,8% dos votos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro que garante que vai pedir a anulação destas eleições. Uma garantia deixada pelo candidato derrotado no primeiro discurso, também depois de serem conhecidos os resultados que Bolsonaro diz serem impossíveis de reconhecer. O candidato questiona o processo que levou ao prolongamento da votação no Brasil. Foi permitido que as urnas permanecessem abertas por mais duas horas devido a dificuldades no transporte de eleitores. Uma decisão que gerou alguma polêmica, porque algumas mesas de voto já tinham encerrado quando a mesma foi comunicada. Flávio Bolsonaro diz que esta decisão é inaceitável.
O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui na brincadeira.
Ameaças de Flávio Bolsonaro no discurso depois de serem conhecidos os resultados. Como ouvimos, o candidato a presidente garante mesmo que vai pedir a anulação destas eleições. Entretanto, o presidente do Tribunal Eleitoral do Brasil mostra confiança total neste processo. Kassio Nunes Marques garante que a extensão do horário não alterou o resultado. Por cá, o secretário-geral do PS felicita Lula da Silva pela vitória. Numa nota enviada à Agência Lusa, José Luís Carneiro destaca uma importante vitória para a democracia e sublinha também a importância das relações entre Portugal e o Brasil. Olhemos agora para a atualidade nacional para falar dos protestos pela habitação. Tanto em Lisboa como no Porto, os manifestantes decidiram desmobilizar e não passar a noite na rua. Na capital, essa decisão foi tomada em assembleia popular por volta da meia-noite. Cerca de uma centena de manifestantes mostraram-se disponíveis para montar tendas e pernoitar no Rossio. No entanto, os promotores da acampada querem agora priorizar as vigílias de apoio aos manifestantes detidos. O movimento apela mesmo à concentração popular junto do campus de justiça, onde hoje e amanhã vão decorrer os interrogatórios judiciais. No Porto, a decisão de não pernoitar na Praça Dom João I foi justificada pela falta de condições de segurança. A Assembleia Popular terminou sem que essa possibilidade chegasse sequer a ser votada. Em reação a estas manifestações e também à carga policial da madrugada de sábado, Pedro Nuno Santos acusa o primeiro-ministro de estar escondido em Espinho. O antigo secretário-geral socialista diz que Luís Montenegro está a instrumentalizar as forças de segurança para proteger o governo.
O primeiro-ministro Luís Montenegro, escondido há mais de uma semana em Espinho, aquilo que quis fazer ao comandar esta carga policial foi instrumentalizar, usar o aparelho do Estado, não para defender a pátria, o país ou a lei, mas para se proteger a si próprio e proteger ao seu governo, porque não houve nenhum valor da pátria que tenha sido posto em causa. A exigência para que não houvesse a carga policial foram as tendas. Foi este o motivo, não, a desculpa para a carga policial.
Acusações de Pedro Nuno Santos, que também foi ministro com a pasta da habitação. Neste vídeo no Instagram, diz considerar que a atuação da polícia foi um atentado ao Estado de Direito, à democracia e também ao direito de manifestação. Já Fabian Figueiredo critica o silêncio do Presidente da República. O deputado falou em entrevista à SIC Notícias depois de ter estado no centro das atenções da manifestação por ter tentado negociar diretamente com a polícia a abordagem a ter perante os manifestantes. O deputado único do bloco afirma que foi agredido pela polícia, diz ter sido atingido com bastonadas nos joelhos. Fabian Figueiredo questiona o silêncio de António José Seguro, diz que o chefe de Estado deve falar ao país.
É gravíssimo. António José Seguro parece estar em parte incerta, tal como o primeiro-ministro. António José Seguro é o chefe de Estado, o garante da defesa da Constituição. Deve falar, não se entende o silêncio. É inaceitável, é incompreensível e deve falar ao país. Outra coisa é o que se passa com o primeiro-ministro. O que aconteceu para o primeiro-ministro, em vésperas do debate do orçamento de Estado na generalidade, estar desaparecido, não presidir ao Conselho de Ministros? O que é que se passa?
Fabian Figueiredo, em entrevista à SIC Notícias, a criticar o silêncio do Presidente da República. Também a Comissão de Honra da candidatura de António José Seguro pede ao chefe de Estado que se faça ouvir. Apelo feito por um grupo de apoiantes de António José Seguro, que fez parte da Comissão de Honra do Presidente da República. Esta comissão enviou diretamente uma carta a António José Seguro. Os signatários criticam o aparato policial desnecessário e desproporcional das manifestações em Lisboa e também no Porto. Na carta, pedem que António José Seguro tome uma posição e fazem um apelo: o silêncio não acalma a violência e só a palavra do chefe de Estado pode repor a tranquilidade pública e a primazia do respeito pelos direitos cívicos dos cidadãos. Vamos terminar este jornal a falar de desporto. Surpresa em Alvalade. O Académico de Viseu venceu o Sporting por duas bolas a uma. O avançado João Guilherme bisou na partida, com gols aos 24 e aos 74 minutos. Luís Soares ainda empatou pelo meio, com um gol aos 62 minutos, mas não foi o suficiente para evitar a segunda derrota da semana pra equipe de Rui Borges, depois do desaire, também em casa, para a Liga dos Campeões. Na zona de entrevistas rápidas, o técnico leonino admite que sentiu a equipa intranquila.
Notou-se em alguns momentos alguma intranquilidade da nossa parte. De forma geral, natural, a bola não entrava. Acabamos por sofrer dois gols em dois lances que o Académico tem na nossa baliza. Sofrer gol logo numa fase até inicial da primeira parte deixou alguma intranquilidade e ao longo do jogo notou-se um bocadinho, mais nas tomadas de decisão, mais perto do último terço, até, porque acabamos por criar muitas situações perto da baliza do Académico, algumas com mérito nosso, outras com mérito do adversário, e foram conseguindo parar e travar essas situações de finalização e não fomos capazes de chegar ao fim com o resultado a nosso favor.
No final do jogo, os adeptos do Sporting demonstraram desagrado com esta derrota. Viram-se lenços brancos nas bancadas de Alvalade a pedir a demissão do técnico leonino. Rui Borges diz que num clube grande, esta reação é normal.
Completamente natural, faz parte mesmo. E a gente tem que compreender e entender. Estamos num grande clube, a pressão é diária e a insatisfação, mal era se não houvesse insatisfação, faz parte do jogo. Não ganhámos e é natural que exista.
Mas é uma crítica justa?
Não sei se é justa ou não. É natural a insatisfação e eu lido bem com isso.
Rui Borges, em reação às críticas dos adeptos do Sporting. Do outro lado, o Académico de Viseu consegue esta noite a quinta vitória consecutiva para o campeonato. O treinador rejeita euforias. Bruno Pinheiro quis destacar o apoio dos adeptos que se deslocaram em grande número a Alvalade.
O futebol é isto. Hoje estamos lá em cima, amanhã de manhã podemos acordar e estar lá embaixo. Não há euforias, há muita humildade e há muita ambição nesta equipa. E é isso que queremos manter. Já agora, destacar uma vez mais a quantidade de adeptos que tivemos aqui no estádio. Foi fantástico conseguir ouvir "Académico" em pleno Alvalade, foi muito bom. O nosso obrigado por todo o apoio aos nossos adeptos.
Palavras de Bruno Pinheiro. O Académico de Viseu conseguiu esta noite a quinta vitória consecutiva para o campeonato. Venceu o Sporting por duas bolas a uma. É desta forma que terminamos este jornal das 05:00. A informação regressa em formato de síntese às 05:30. Deixe-se ficar.
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