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Tuesday, October 13, 2026

O músico que só gosta de Pink Floyd se for com Syd Barrett

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Pioneiro da new wave revela que acha a fase progressiva da banda ‘enfadonha’ e salva apenas alguns singles psicodélicos da era inicial

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

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Syd Barrett, nos tempos com o Pink Floyd, em 1967 (Foto: Chris Walter / WireImage via Getty Images)
Syd Barrett, nos tempos com o Pink Floyd, em 1967 (Foto: Chris Walter / WireImage via Getty Images)

Para muitos amantes do rock, sejam fãs ou músicos, o Pink Floyd é uma instituição do estilo, aclamada por clássicos grandiosos, construções sonoras sofisticadas e lirismo reflexivo. No entanto, para um pioneiro da new wave, o catálogo da banda britânica passa longe de encantar.

Em entrevista recente ao The Guardian — por ocasião do relançamento de seu álbum de estreia, My Aim Is True (1977) —, Elvis Costello não escondeu sua desaprovação ao som do grupo. Ao ser questionado sobre qual música ou artista não consegue mais ouvir, o músico foi sincero.

Ele afirmou (via Ultimate Guitar):

“Qualquer coisa do Pink Floyd. Nunca consegui, nunca conseguirei (ouvir). Acho a música deles enfadonha.”

A única exceção feita por Costello abre-se para a fase inicial e psicodélica liderada por Syd Barrett:

“Eu amo a imaginação e o espírito lúdico de ‘See Emily Play’ (single), mas depois que Syd Barrett saiu, eles simplesmente nunca mais me atraíram.”

Elvis Costello (Foto: Sergione Infuso / Corbis via Getty Images)
Elvis Costello (Foto: Sergione Infuso / Corbis via Getty Images)

Elvis Costello e Pink Floyd

Essa postura não é inédita na trajetória de Elvis Costello. Como figura central da new wave — movimento que nasceu na esteira do punk para desafiar os excessos e a grandiosidade do rock progressivo dos anos 1970 —, ele sempre manteve um olhar crítico sobre produções muito rebuscadas.

Em 2013, à revista Esquire, o artista já havia revelado que o som do Pink Floyd simplesmente “passou batido” por ele, assim como o do Led Zeppelin, embora tenha admitido ter compreendido melhor a força do Floyd com o público ao ver Roger Waters ao vivo em um show beneficente no Madison Square Garden, em Nova York (EUA).

Se por um lado a sonoridade mais densa do Pink Floyd pós-Barrett é rejeitada, Costello deixa claro que não é avesso a solos ou grandes nomes da guitarra de sua juventude. Na mesma entrevista, revelou ser fã de Jimi Hendrix — especialmente da balada “The Wind Cries Mary”, que definiu como a primeira música pela qual se apaixonou.

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Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.

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