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Sunday, September 27, 2026

Corda do Círio passa por vistoria, a duas semanas das romarias em Belém

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A corda de 800 metros, usada na Trasladação e na grande procissão de domingo, passou por uma das etapas mais importantes de preparação para os dois cortejos.

As equipes da Diretoria da Festa de Nazaré e da Guarda de Nazaré checaram cada detalhe da corda, como argolas, nós e a ligação com as estações de metal que auxiliam no traslado da berlinda.

Também foi feita uma nova medição dos 800 metros de extensão, divididos em duas partes iguais para cada procissão.

Exposição

A corda da Trasladação ficará em exposição na Estação Luciano Brambilla, na Estação das Docas até sábado, 10 de outubro.

Desde de 2023, a corda do Círio, um dos maiores ícones da festividade, passou a ser feita totalmente no Pará, para uso nas duas principais procissões: o Círio e a Trasladação.

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História da corda

Corda do Círio de Nazaré 2026 chega a Belém — Foto: TV Liberal/Reprodução

A corda passou a fazer parte do Círio em 1855, quando uma enchente da Baía do Guajará alagou a orla, do Ver-o-Peso às Mercês, durante a procissão.

Naquele ano, a berlinda havia sido usada pela primeira vez, em substituição ao antigo palanquim. Com o caminho enlameado, os animais não conseguiram puxar o carro e ainda se atolavam mais nas tentativas de retirá-lo da lama. Um comerciante local emprestou então uma corda para que os fiéis conseguissem movimentar o carro.

Nos anos seguintes, a corda passou a ser levada enrolada no chão da carruagem, mas só era usada quando chovia e o caminho ficava enlameado.

Somente 30 anos depois, em 1885, ela foi oficializada no Círio substituindo definitivamente os animais que puxavam a berlinda.

A tradição já passou por momentos de ruptura. Em 1926, ela chegou a suprimida da procissão por cinco anos. A corda só retornou em 1931. Desde então, segue como um dos maiores símbolos de fé da festividade.

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