Afinal como é que os imigrantes ilegais entram em portugal?

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Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais que fazer do que estar a responder diariamente.
Calma, Jesus.
Vamos lá então perceber melhor isto, Bruno. O LIVRE quer negociar com o Governo?
O LIVRE quer que o Governo esteja disponível para negociar, o que não é o mesmo que querer negociar com o Governo. Numa coisa o partido de Rui Tavares tem razão e isso foi afirmado durante o fim de semana na rentrée do LIVRE, com o anúncio do bónus para os pensionistas e da redução do IRS, a margem para negociação do orçamento, que o Governo dizia que não tinha ou que era muito escassa, ficou ainda mais reduzida. É legítimo que o Governo em funções governe e faça as suas escolhas, mas seria sensato que um governo minoritário criasse ele próprio alguma margem para negociações com o LIVRE ou outros partidos da oposição, para depois não se apresentar como vítima dos malfeitores da oposição, quando estes aprovarem juntos alguma medida. Ou então pode ser um blefe do Governo e afinal ainda se descobre que há margem para mais umas quantas medidas, só não sabemos é com quem é que irá negociar essas medidas.
Entretanto, Paulo, mesmo quando estão de acordo, os partidos conseguem estar em desacordo?
É verdade, isto parece apenas um trocadilho, um jogo de palavras, mas é bem verdade. Repare-se, ao contrário do Governo, tanto o PS como o Chega concordam que os impostos sobre os combustíveis e sobre um cabaz básico de alimentos devem ser mais baixos. O Governo prefere tomar medidas dirigidas a segmentos da economia e dos consumidores, no fundo para tentar amortecer, para tentar atenuar o efeito da subida de preços. Pois, mesmo estando de acordo sobre isso, e contra o Governo, o PS e o Chega não se entendem e trocam acusações sobre estas medidas. Ou porque no passado se acusam de terem andado a copiar as medidas um do outro, propostas feitas na assembleia, ou porque votaram contra quando até concordavam, votaram contra a proposta apresentada pelo outro partido, estando de acordo no essencial, ou porque a forma como estão a propor isto agora só terá efeitos em 2027. Enfim, isto diz-nos que a oposição também acaba por fazer oposição a si própria. E cá está, com isso o Governo pode bem, enquanto andarem a guerrilhar um com o outro. O Governo fica tranquilo.
Bruno, então e como é que os imigrantes ilegais entram em Portugal?
Maria João, às vezes nós imaginamos fronteiras cheias de gente a atravessar os campos durante a noite ou a chegarem em botes e lanchas às nossas praias. Ainda vimos isso na semana passada com a alegação de que teria havido imigrantes a chegarem a uma praia em Portugal de bote, mas a realidade até pode ser, e é, bastante mais prosaica. Chegam de comboio e de autocarro. Segundo a PSP, tem aumentado a chegada a Portugal de pessoas em situação irregular através destes transportes rodoviários e ferroviários, ou seja, uma parte da imigração irregular não chega necessariamente por uma entrada clandestina a Portugal. E isto pode acontecer depois de a pessoa ter entrado legalmente no espaço europeu e circular dentro do espaço Schengen sem um controle sistemático nas fronteiras internas. O que as autoridades podem fazer depois é um controle da permanência de pessoas em situação irregular no país e daí o esforço também que nestas declarações a PSP fez para explicar que controla, faz esse controle, ao mesmo tempo que tenta rebater uma ideia que se está a criar, a de que há uma caça ao imigrante ilegal, ou seja, várias ações de controle muito rigorosas aos imigrantes ilegais em Portugal.
Entretanto, os criadores já estão com receio da criatura que acabam de criar.
É verdade, e só podemos ficar preocupados quando são as próprias empresas que estão com as mãos na massa na inteligência artificial, é disso que falamos, quando são elas que defendem que se deve abrandar o ritmo do seu desenvolvimento. Mas é isso mesmo que está a acontecer. Dario Amodei, de CEO da Anthropic, é uma dessas empresas. Ele defende abertamente que eles devem reduzir o ritmo de avanço dos seus modelos de inteligência artificial. Ele apontou o risco da chamada autoevolução recursiva. O que é que é isto? No fundo, é quando a própria inteligência artificial já tem capacidade para projetar ela própria novas inteligências artificiais. Falam também do perigo de perda de controle humano. Sam Altman, o CEO da OpenAI, no fundo foi uma empresa pioneira, foi ela que lançou o ChatGPT, que popularizou estes modelos que falamos. Ele já manifestou apoio público a esta proposta da Anthropic, admitiu que é necessário desacelerar e alinhar padrões de segurança. E sugerem também acordos internacionais que envolvam os Estados Unidos, a Europa e a China para evitar uma corrida ao armamento nesta área. Enfim, podemos estar de facto aqui a passar uma linha, uma fronteira muito perigosa.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é uma pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais que fazer do que estar a responder diariamente.
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