The Jerusalem PostBereaved families' forum seeks Shin Bet probe into alleged Ra'am voter-tracking appInquirer EntertainmentSanya Lopez fronts FHM Philippines’ comeback under new managementZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFVarietyChang Chen Urges Emerging Taiwanese Actors to ‘Be Like Water’ at Taiwan Creative Content Fest Golden Horse ShowcaseRapplerThis activist lives the real-world struggle of ‘Bloom Where You Are Planted’GIGAZINE無料で近くにスマートグラスがあるかどうかを教えてくれるアプリ「Nearby Glasses」SBS 뉴스국민의힘 "대통령 인사전횡 막장의 끝…이용철 지명 철회하라"The Sydney Morning Herald‘Clicky Ponting’ handed two-year suspension for finger-clicking deceptionWirtualna PolskaTrump: Rosja i Ukraina chcą się dogadać中国新闻网巴拉圭总统遭弹劾 副总统宣誓接任ESPN CricinfoIndia bowl first in rainy Wellington with both teams unchangedNew Straits TimesPalmer must focus on Chelsea after England snub, says Alonso
The Daily Newsstand · Free, Always
Saturday, November 7, 2026

Grupo que manteve 72 mulheres em cárcere sob tortura no PR é denunciado pelo MP

Translate
Grupo que manteve 72 mulheres em cárcere sob tortura no PR é denunciado pelo MP

Autor Foto: MPPR

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou cinco pessoas por envolvimento em tortura, sequestro e cárcere privado em uma clínica particular localzada em Terra Roxa, no oeste do Paraná. Segundo as investigações, 72 mulheres estavam internadas no local, muitas contra a própria vontade, e eram submetidas a castigos, trabalho forçado e restrições de contato com familiares.

📰 LEIA MAIS: Apucarana se despede de Luiz Hirose e empresário recebe homenagens

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os denunciados estão o proprietário da clínica, que está preso desde a operação realizada em setembro, a administradora, o coordenador terapêutico e uma terapeuta que também exercia função de coordenação. Os quatro são acusados de sequestro e cárcere privado. Um médico do estabelecimento também foi denunciado, mas pelo crime de tortura. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas.

A Operação Aurora foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Terra Roxa. Em setembro, quando os responsáveis foram presos, o estabelecimento informou em nota que colaborava com as investigações e reafirmou compromisso com a transparência e com a segurança das mulheres acolhidas. A clínica negou práticas desumanizadas, cárcere privado ou qualquer conduta fora dos parâmetros legais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

📲 Clique aqui e receba as notícias do grupo do TNOnline no WhatsApp

Segundo o MPPR, entre as pacientes havia mulheres com dependência química, transtornos mentais, idosas e pessoas com deficiência. As internações eram feitas a pedido de familiares ou terceiros, sem laudo médico e sem o próprio consentimento. Os contratos eram assinados apenas pelos responsáveis e estabeleciam antecipadamente o período de permanência. Para deixar a clínica, as pacientes dependiam da quitação das mensalidades e do pagamento de multa em caso de encerramento antecipado, procedimento chamado pelo estabelecimento de “alta administrativa”.

A investigação aponta que as mulheres eram impedidas de sair por meio de portões fechados, quartos e corredores trancados durante a noite, retenção de celulares e ligações telefônicas limitadas e monitoradas. O período de internação também podia ser prolongado como punição. O Ministério Público identificou ainda relatos de uso forçado de medicamentos sedativos, apelidados de “danone” na clínica, para deixar as pacientes inconscientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na época da operação, a promotora de Justiça Gabriela Hanna Pereira, responsável pelo caso, afirmou que algumas mulheres teriam sido levadas ao estabelecimento sem autorização legal. “Há relatos de que vítimas foram capturadas por pessoas não identificadas e entregues à clínica sem nenhuma ordem judicial ou solicitação médica anterior”, disse.

A denúncia também aponta que a clínica não possuía médico psiquiatra nem diretor técnico médico e deixava de comunicar ao Ministério Público as internações, conforme as exigências legais aplicáveis.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pede que os cinco denunciados sejam condenados a pagar indenizações por danos morais e materiais às vítimas. A denúncia foi apresentada pela Promotoria de Justiça de Terra Roxa e pelo Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O estabelecimento não foi interditado na ocasião. Segundo o MPPR, não havia condições de transferir todas as pacientes de uma só vez, e a remoção seria feita gradualmente. Não há informações atualizadas sobre a situação das mulheres internadas ou sobre a transferência para outros estabelecimentos.

A defesa da clínica ainda não se manifestou à imprensa após a denúncia ser formalizada pelo MPPR. O espaço segue aberto.

View the original on UOL →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.