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Saturday, September 12, 2026

8h. Índia recebe cimeira dos BRICS em contexto de tensão

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São 8 horas . "Jornal das 8", com edição do Rui Casa Nova. Pedro Passos Coelho vai apresentar as propostas de reformas e governação no final de novembro. O antigo primeiro-ministro avisa que o tempo para avançar está a esgotar-se.

Passos Coelho volta a colocar pressão sobre o governo, em dose dupla. Participa num estudo sobre reformas e no prefácio de um livro repete que o Executivo tem de acelerar. O ex-primeiro-ministro explicou ontem o estudo promovido pela Associação Comercial do Porto sobre reformismo a empresários, acadêmicos e jornalistas. As medidas concretas ainda não são conhecidas publicamente, mas sabe-se agora que vão ser divulgadas daqui a dois meses. Ainda assim, o ex-primeiro-ministro dá algumas pistas no prefácio que assina no novo livro do comentador e colunista do "Expresso", Pedro Gomes Sanchez. As reformas sugeridas por Passos Coelho para concretizar em oito anos assentam em quatro pilares. Maria Miguel Marques.

Em primeiro lugar, surge a componente contributiva da Segurança Social, o sistema previdencial. O governo decidiu colocar o estudo de Jorge Bravo na gaveta. Passos Coelho quer que o assunto seja discutido já. O antigo primeiro-ministro diz que a sustentabilidade financeira da Segurança Social vai continuar comprometida durante mais de década e meia. Os problemas de sustentabilidade financeira vão depois passar a problemas de sustentabilidade social e, por isso, o governo deve considerar outras dimensões de mudança estrutural. O segundo pilar do estudo de Passos Coelho são políticas relacionadas com a melhoria significativa da produtividade e da competitividade econômica, sem cujo sucesso, todas as outras parecerão ainda mais difíceis de atingir. Em terceiro lugar, Passos Coelho estuda as políticas sociais que apresentam desqualificação maior e que têm maior impacto no bem-estar, no crescimento e na sustentabilidade financeira e social, como a saúde e a educação. E por fim, Passos Coelho fala sobre as políticas de reforma do Estado. Sobre esta última, o ex-líder do PSD alerta que tem de incluir a defesa e a segurança face aos desenvolvimentos geopolíticos europeus e mundiais, mas destaca também a Justiça, com prioridade para a tributária e administrativa. Para o antigo governante, é também importante nessa visão para o país, promover a transparência no funcionamento da máquina pública, complementada com a aposta no mérito e na competência contra a corrupção, o nepotismo e o clientelismo.

A jornalista Maria Miguel Marques, com algumas das propostas de Pedro Passos Coelho para reformar Portugal. O ex-primeiro-ministro tem repetido várias vezes que o governo dá daí precisa de pôr o pé no acelerador e de ter um maior ímpeto reformista.

É o artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador e vai ser também tema do Explicador das manhãs "360" de fim de semana, com debate entre Sandra Ribeiro, do Chega, e Carlos Pereira, do PS, para ouvir depois do "Jornal das 11". O ministro da Administração Interna vai reunir-se com as estruturas da PSP e GNR e, Rui, depois das forças de segurança terem anunciado protestos em conjunto.

Sim, a informação é avançada pelo "Jornal de Notícias", que teve acesso à convocatória de Luís Neves. A primeira reunião acontece na próxima semana, na quinta-feira. O segundo encontro está marcado para o final deste mês, dia 29 de setembro. As reuniões acontecem depois de quatro associações da GNR e três sindicatos da PSP terem exigido ao ministro uma reunião urgente. Querem discutir, entre outras matérias, a atribuição de um suplemento de risco idêntico ao dos inspetores da Polícia Judiciária. As estruturas da PSP e GNR anunciaram também ontem várias ações de protesto em conjunto entre o fim de setembro e meados de outubro. As negociações vão decorrer numa altura em que Luís Neves continua envolvido em vários casos, com a oposição a acusar o ministro da Administração Interna de não ter qualquer autoridade política para liderar a pasta.

Na atualidade internacional, Donald Trump repete que vai mesmo dar cinco mil dólares a cada norte-americano se o Partido Republicano vencer as eleições intercalares de novembro.

Estas eleições estão marcadas para o dia 3 de novembro. O presidente dos Estados Unidos fez esta promessa recentemente. Reforça agora, através de uma publicação na rede social Truth Social. Trump critica ainda o Partido Democrata por tentar desmenti-lo. Afirma que quando promete algo, é mesmo a sério. Por isso, assegura que este valor de cinco mil dólares vai tornar-se uma realidade para os eleitores norte-americanos. Ainda na atualidade norte-americana, estamos no rescaldo das cerimônias dos 25 anos do 11 de setembro. O dia de ontem ficou marcado por várias homenagens às quase 3 mil vítimas mortais. O enviado especial do Observador aos Estados Unidos, Ricardo Conceição, faz um retrato do pós-cerimônias, com destaque para um momento muito simbólico que envolveu o mayor de Nova Iorque à data do atentado, Rudolph Giuliani, e o atual, Zadan Mamdani.

Nova Iorque é também símbolo de resiliência, uma cidade que se reconstrói com grande velocidade e aparente facilidade, que rapidamente dá a volta, mas neste caso concreto, o 11 de setembro, não é bem assim. Hoje é 12 de setembro, a vida continua, como sempre, frenética, nesta cidade onde o preço da habitação está em níveis estratosféricos e um dia depois das grandes cerimônias, há uma imagem que marca, uma imagem reconciliadora, a do aperto de mão entre Rudolph Giuliani, o mayor de Nova Iorque a 11 de setembro 2001, e o atual ocupante do cargo, Zadan Mamdani, o primeiro muçulmano a chefiar a cidade. Ora, Giuliani está entre um grupo de conservadores e radicais de direita que defendem que o mayor não deveria ter participado na sessão solene de homenagem às quase 3 mil vítimas mortais no World Trade Center por ser muçulmano. Certo é que Mamdani há muito que anda a assinalar a data com visitas frequentes a quartéis de bombeiros de Nova Iorque, isto numa tentativa de contrariar uma certa islamofobia. Ao longo desta sexta-feira, foi possível ver cidadãos comuns vestidos a rigor, militares, polícias e bombeiros rigorosamente fardados, alguns já reformados ou na reserva e que prestavam homenagem às vítimas. Esta é, no entanto, uma ferida da qual a cidade ainda não recuperou. Esta mesma cidade que destrói e constrói a grande velocidade não conseguiu ainda ultrapassar a dor de ter sido atingida num dos seus maiores símbolos, as Torres Gêmeas, a 11 de setembro de 2001, e isso é visível quando se percorre as ruas de Nova Iorque

O retrato traçado pelo enviado especial do Observador aos Estados Unidos, Ricardo Conceição, acompanhou as cerimónias dos 25 anos dos ataques terroristas às Torres Gémeas em Nova Iorque, em conjunto com a Judite França.

Os 25 anos do 11 de setembro que vão estar também em destaque na história do dia, que agora também sai ao sábado, depois do jornal das 10 e no Cinco Continentes, programa para ouvir depois do jornal do meio-dia com o historiador Bruno Cardoso Reis. No Médio Oriente, a Arábia Saudita voltou a encerrar um oleoduto crucial para a exportação de petróleo, depois de vários ataques com drones provenientes do Iraque.

Falamos do oleoduto Leste-Oeste, situado nas regiões de Riade e Medina. Tem sido a principal rota de abastecimento para os mercados globais no atual contexto de tensões no Estreito de Ormuz. Este oleoduto transporta aproximadamente sete milhões de barris de crude por dia. Na sequência destes ataques, o Iraque ordenou o encerramento de um posto fronteiriço com o Irão como medida de precaução. É essa também a justificação dada pelo Ministério Saudita da Energia para o encerramento do oleoduto. Ainda assim, a Arábia Saudita fala numa medida preventiva e não vai, para já, retaliar. Tudo isto numa altura em que os houthis apoiados pelo Irão expandem a ofensiva no Mar Vermelho, terão tomado o controle de toda a costa do Iémen.

E Rui, é neste contexto de escalada de tensões que a Índia recebe hoje a Cimeira BRICS, com a participação confirmada dos presidentes da China, Rússia, Irão, Egito e também África do Sul e ainda do secretário-geral da ONU, António Guterres.

Sim, a cimeira número 18 do Bloco de Economias Emergentes vai realizar-se num contexto de tensões geopolíticas marcado pelas guerras no Médio Oriente e na Ucrânia. As autoridades indianas destacaram 15 mil polícias, fecharam ruas e instalaram barreiras no centro de Nova Deli. Isto antes da chegada dos líderes mundiais para a cimeira, que decorre até amanhã. Ontem, no âmbito desta cimeira dos BRICS, Vladimir Putin alertou que qualquer envio de tropas europeias para a Ucrânia equivale a uma guerra contra a Rússia.

Vamos ainda ao desporto. O Futebol Clube do Porto visita este sábado Rio Maior para jogar contra o Casa Pia, jogo a contar para a sexta jornada. Francesco Farioli confirma que Viktor Klaesson ainda está de fora da convocatória.

O médio dinamarquês sofreu uma concussão cerebral na última jornada frente ao Moreirense. Tem estado a recuperar bem, mas ainda não está totalmente disponível para esta partida. Foi o que confirmou Francesco Farioli na conferência de imprensa de antevisão deste jogo Casa Pia-Futebol Clube do Porto. Na época passada, os Gansos impuseram uma derrota aos Dragões. Este ano, o técnico portista espera um resultado bem diferente.

Do nosso lado, os pontos são necessários e vitais para a nossa caminhada. Por isso, tivemos uma boa sessão esta tarde e teremos outra amanhã para irmos bem preparados. Sabemos o ambiente que vamos enfrentar e o desejo da equipa deles, mas também o nosso desejo e a necessidade de voltar de Lisboa com pontos.

Francesco Farioli a lançar este Casa Pia-Futebol Clube do Porto. Os Dragões vêm de uma derrota com o Manchester City para a Liga dos Campeões, mas no campeonato só sabem vencer. Cinco vitórias em cinco jornadas.

Casa Pia-Futebol Clube do Porto, que está marcado para as 18h, vai contar com relato e análise aqui na antena da Rádio Observador. Vamos também fazer a antevisão desse jogo no "E o Campeão É", depois da síntese das 23h30. O Rui Casa Nova regressa às 20h30. Até já, Rui.

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