9h. Agentes da OpenAI invadiram sites do Governo dos EUA
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As notícias. Martim Madeira, a taxa de carbono, o imposto aplicado à gasolina e ao gasóleo, vai render este ano 763 milhões de euros ao Estado.
É o valor estimado da receita que o Estado vai arrecadar com este imposto sobre a gasolina e o gasóleo, num ano marcado pela subida dos preços dos combustíveis. Cerca de 60% da receita é transferida para o fundo ambiental, que financia, entre outras medidas, o transporte público nas áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais. É o que avança o Correio da Manhã. O governo já apela aos portugueses para reduzirem o consumo de combustíveis, mas não anunciou qualquer suspensão da taxa de carbono. Este imposto é aplicado desde 2015 e pretende reduzir as emissões poluentes e apoiar a transição para energias mais limpas.
Mário Centeno acusa o primeiro-ministro de governar sobre o discurso do medo e sem dar explicações ao país.
Em entrevista ao programa Conversa Capital da Antena Um e do Jornal de Negócios, o antigo ministro das Finanças e ex-governante do Banco de Portugal reage às declarações do chefe de governo. O primeiro-ministro disse que não quer ser o pai da austeridade, nem fazer com que Portugal regresse a tempos de tragédia, numa referência à troika. Mário Centeno deixa então a pergunta: o que Montenegro sabe que Portugal não sabe?
Eu acho que não é de ânimo leve que um primeiro-ministro diz aquilo que o primeiro-ministro Luís Montenegro disse na semana passada. O que temos que pedir a seguir, e ele tem que estar disposto a conceder-nos, é saber o que está por trás daquela frase. Portanto, eu acho que temos que respeitar aquilo que o primeiro-ministro nos deu a ouvir, ficar preocupados, não entrar em depressão. Foi uma das questões que eu não percebi muito bem, porque os primeiros-ministros normalmente tendem a ter discursos mais mobilizadores. Governar sob o medo é péssimo. E, portanto, quando o primeiro-ministro nos mete medo, nós havemos de perguntar a nós próprios o que é que ele sabe que nós não sabemos.
Nesta entrevista, Centeno critica ainda as propostas do PS e do Chega sobre o IVA zero nos bens alimentares. Explica que há outras medidas que fazem mais sentido.
Não acho que seja uma boa medida, mas há boas medidas que se podem dar para não estar sempre do contra. Medidas que usam a proteção social muito profunda que existe em Portugal. Por exemplo, o abono de família para as tais famílias que têm filhos, que têm que os levar à escola, porque é a forma de compatibilizar o trabalho dos pais, que trabalhamos muitas horas em Portugal, muito mais do que na média europeia, e a escola dos miúdos. Esse era um apoio absolutamente óbvio num momento destes.
Centeno diz ainda que as contas públicas enfrentam um déficit profundo. Acredita ainda que se Bruxelas não redefinir as metas orçamentais impostas a Portugal, o Estado terá de efetuar um corte de 12 bilhões de euros nos próximos dois anos.
André Ventura espera que a comissão parlamentar de inquérito ao ministro da Administração Interna possa iniciar trabalhos nos próximos dias.
O líder do Chega considera ainda que esta é a comissão parlamentar de inquérito mais importante da história do país.
O Presidente da Assembleia da República não nos solicitou ainda a entrega dos nomes constituintes da comissão de inquérito. Foi dado até, se não me engano, dia 28 deste mês para se constituírem as diligências de sustentação da comissão. Penso que em relação à outra comissão de inquérito, isso sim, já estão a ser pedidos os nomes. Espero que na segunda-feira possa resolver essa questão, juntamente com a liderança de bancada. Sobre o Luís Neves, a minha esperança é que a comissão de inquérito possa iniciar-se nos próximos dias e que consigamos, ainda antes do Orçamento do Estado, começar a fazer algum trabalho em relação a esta matéria.
Declarações de André Ventura feitas à margem de um encontro de partidos europeus e de extrema-direita este sábado na Ericeira.
Falamos agora do Orçamento do Estado. O Livre acusa o governo de falta de respeito institucional por dizer que a margem negocial é muito limitada ainda antes de reunir com os restantes partidos.
Os encontros para apresentar as linhas gerais da proposta orçamental com os partidos arrancam esta semana. Na televisão, a co porta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, acusa o executivo de estar já a condicionar o debate orçamental.
Parece-me que é até falta de respeito institucional para com o Parlamento e para com o país, condicionar, à partida, todo o debate orçamental, sabendo que poderia haver uma folga, por causa destas medidas, para ser discutida efetivamente no Parlamento.
A também líder parlamentar do partido relembra que o governo é minoritário e que, portanto, tem a obrigação de negociar.
O governo governa em minoria, não tem o apoio alargado do Parlamento e, portanto, ainda tem uma obrigatoriedade maior, porque foi esse o resultado das eleições, de discutir com o Parlamento este tipo de medidas estruturais, principalmente numa altura de crise como a que estamos a viver.
Declarações de Isabel Mendes Lopes na Feira da Luz, em Lisboa.
Já o PCP está com expectativas zero acerca da proposta que o governo vai apresentar para o Orçamento do Estado.
Em antecipação a este debate, o secretário-geral comunista apela ao executivo para que tenha uma política de ferro e fogo contra o aumento do custo de vida. Paulo Raimundo não antecipa para já qual é que vai ser o voto dos comunistas.
Com rigor e com coerência, não posso dizer que vamos votar contra, uma coisa que não conhecemos. Agora, uma coisa que sabemos é que se o Orçamento do Estado for mais um instrumento para dar andamento à política que está em curso, nós não nos podemos apoiar nisso. Não podemos apoiar uma política que seja contra o Serviço Nacional de Saúde. Não podemos apoiar uma política que seja pelo aumento das rendas, pelo aumento do custo de vida, pelo aumento da habitação, pelo aumento dos bens alimentares, pelo aumento dos combustíveis. Conosco não.
Declarações de Paulo Raimundo, também na Feira da Luz, em Lisboa. A votação final global do Orçamento do Estado para 2027 está marcada para o dia 24 de novembro. Antes decorre a discussão na generalidade, marcada para os dias 27 e 28 de outubro.
Regressamos ao Oliver do Chega. André Ventura deixa críticas a Donald Trump em relação à guerra contra o Irão.
Ventura, que já demonstrou simpatia por políticas e também pelo líder norte-americano, desta vez critica Trump pela crise que a guerra está a causar no custo de vida e nos custos dos combustíveis e também na economia mundial. André Ventura diz que o presidente norte-americano cometeu muitos erros no último mês nesta guerra no Irão.
Acredito que o presidente Trump cometeu muitos erros no último mês. Mesmo a guerra no Irão, creio que está a afetar toda a economia global. Gostaria que essa guerra não existisse, especialmente por causa de Portugal, Espanha, França e Itália. Estamos a pagar mais pelo preço desta guerra do que os próprios Estados Unidos. Não é justo que um país comece uma guerra e outros paguem o preço.
Declarações de André Ventura feitas à margem de um encontro de partidos europeus de extrema-direita ontem na Ericeira.
Por falar no Médio Oriente, o Irão confirma que está ciente que os Estados Unidos não gostaram da proposta para reabrir o Estreito de Ormuz dentro de sete dias.
Ontem Donald Trump anunciou que rejeitou o plano apresentado por Teerão. Agora o chefe da diplomacia do Irão admite que ainda aguardam uma posição definitiva. Abbas Araqchi explica nas redes sociais que ainda não receberam nada dos medidores.
E os Estados Unidos enviaram emissários por todo o mundo a exigir medidas para isolar economicamente Teerão.
A informação foi avançada pelo secretário do Tesouro norte-americano na rede social X, que diz que estes esforços estão a dar frutos. Scott Bessent dá como exemplo da suspensão dos voos de uma companhia privada iraniana pela Turquia e por Omã, além da interrupção de todos os voos das companhias iranianas através dos Emirados Árabes Unidos. O responsável destaca ainda as medidas contra os bancos iranianos.
Vamos ao desporto. Jorge Jesus diz que não tem medo da Noruega e que a seleção portuguesa vai jogar ao ataque.
Portugal entra em campo hoje em Oslo para a segunda jornada da Liga das Nações. Na conferência de imprensa da divisão à partida, o selecionador nacional reconhece a qualidade no ataque norueguês, mas garante que Portugal também tem essa qualidade e vai jogar ao ataque.
Apesar de termos pouco tempo de trabalhar comigo, acredito muito naquilo que vamos fazer amanhã. Uma coisa de certeza absoluta, não vou ter medo nenhum da Noruega, zero. E vou lançar uma equipa que eu olho mais para ela até ofensivamente do que defensivamente. Não vou olhar para o jogo em fazer uma escolha de jogadores, porque a equipa da Noruega é muito forte ofensivamente. Vou olhar o contrário. Ela é forte ofensivamente, eu também quero ser.
Jorge Jesus pede também tempo e compreensão aos adeptos da Seleção Nacional.
Os jogos vão ser a minha base. Não foi só eu, os selecionadores todos que entraram. De todos que entraram, já fui procurar quem ganhou. Só eu e o treinador da França é que ganhou, mais nenhum ganhou no primeiro jogo de estreia. Mas estes jogos, é aqui que eu, com a equipa, vou refletir, vamos analisar aquilo que fizemos bem, não fizemos bem, mas estamos a trabalhar em cima de jogo. É sério, não é pré-época, não houve uma base.
Jorge Jesus na conferência de antevisão à partida frente à Noruega.
É um Noruega-Portugal que se joga em Oslo às 19h45. Há relato e análise aqui na Rádio Observador.
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