ICMBio mobiliza 127 brigadistas e helicópteros contra incêndios em unidades de conservação no Pará

A operação é coordenada a partir de uma sala de situação instalada em Itaituba, no sudoeste do estado, com monitoramento dos focos em tempo real.
Moradores se mobilizaram para tentar conter o fogo. A seca, porém, dificulta a chegada das equipes. O incêndio foi detectado em 7 de outubro por uma plataforma de monitoramento da Nasa.
Onde o combate está concentrado?
O trabalho do ICMBio está concentrado em três unidades de conservação sob gestão do instituto:
- Parque Nacional da Amazônia;
- Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio;
- Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns.
Como funciona a operação?
Na sala de situação em Itaituba, as equipes acompanham os focos em tempo real e organizam o trabalho dos brigadistas. Os helicópteros permitem alcançar mais rapidamente os pontos de fogo na floresta.
De acordo com o presidente do ICMBio, Mauro Pires, o apoio aéreo melhora o planejamento do envio das brigadas às áreas atingidas.
“Todos estes incêndios são de origem humana, que colocam em risco o patrimônio natural e a vida das pessoas”, afirmou.
A Defesa Civil de Altamira disponibilizou kits de ajuda humanitária para as pessoas afetadas. O material será transportado pelos helicópteros.

Reserva Extrativista está em chamas há três dias no Pará
O ICMBio também articula o atendimento às famílias com os órgãos responsáveis pela assistência social.
Um ofício foi enviado à Secretaria Municipal de Assistência Social de Altamira para informar sobre os incêndios e a situação das famílias atingidas, além de solicitar apoio conjunto para minimizar os danos.
Alerta para os próximos dias
O ICMBio alerta para o elevado risco de propagação dos incêndios nos próximos dias e orienta a população a não utilizar fogo durante a estiagem.
Segundo o instituto, a prevenção é essencial para proteger vidas, comunidades e a floresta.
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