7h.Protestos pela habitação continuam hoje em várias cidades
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As notícias com Miguel Gato.
Os protestos pelo direito à habitação continuam hoje com manifestações em vários pontos do país, com início às 16h. No Porto, a concentração está marcada para a Batalha, seguindo-se uma marcha em direção à Praça Dom João I. Em Lisboa, a manifestação começa no Largo Luís de Camões, no Chiado, e termina na Praça do Rossio. O movimento da acampada na capital já avisou que tem intenção de voltar a montar tendas para que os manifestantes pernoitem na Praça do Rossio. Ora, ao Observador, o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa garante que as tendas só vão ser toleradas como elemento simbólico e avisa que depois da meia-noite e meia os manifestantes têm ordem para desmobilizar. A PSP diz ainda que vai privilegiar o diálogo na manifestação de hoje no Rossio. A PSP vai também, afinal, permitir o uso de drones na manifestação em Lisboa. É um recuo na decisão que tinha sido tomada esta noite. A Autoridade Aeronáutica Nacional tinha proibido o levantamento de drones na zona do Rossio entre o meio-dia de hoje e amanhã, domingo, alegava razões de segurança. Ora, agora volta atrás na decisão. A PSP, a Polícia de Segurança Pública, explica que o uso de drones vai ser afinal permitido, mas apenas pelos órgãos de comunicação social devidamente autorizados. Na antecâmara da manifestação de hoje, um dos porta-vozes do movimento À Acampada, João Veloso, critica as declarações de ontem do ministro da Administração Interna no Parlamento. Luís Neves saiu em defesa da ação policial da PSP na passada madrugada de domingo. Ora, este porta-voz faz duras críticas a essa declaração de Luís Neves.
É bastante revelador. Ele assumir que esteve em contato com a polícia, e tendo em conta a atuação que a polícia teve, acho que isso é bastante revelador da política do governo para quem defende o direito à habitação. Este governo prefere as bastonadas a resolver o problema da crise da habitação e a dialogar com pessoas que legitimamente lutam pelo direito a estar no espaço público e a exigir medidas do governo para a crise da habitação.
Declarações de um dos porta-vozes da Acampada, João Veloso, este movimento é em Lisboa. Ora, ontem o ministro da Administração Interna apelou à tranquilidade dos manifestantes pelo direito à habitação.
Que haja toda a tranquilidade que se quiser suceder. Toda a tranquilidade, todo o respeito pela manifestação, todos os direitos pelos motivos que estão subjacentes às manifestações. Foi o que eu ali disse, tenho andado a dizer isto há vários dias. Por isso, espero que tudo decorra dentro da normalidade e dentro da legalidade.
A ver vamos se há tranquilidade ou não esta madrugada. Estão marcadas várias manifestações para Lisboa, também para o Porto, por causa do direito à habitação. Falamos agora de saúde. O governo vai lançar mais uma vaga de parcerias público-privadas, é o que avança a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que esteve ontem a ser ouvida na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública no Parlamento. Ana Paula Martins, que adianta mais detalhes sobre este processo.
Somos capazes de levar cinco a sete anos para conseguir fechar o concurso e iniciar a obra. E não podendo adiantar-lhe muito nesta fase, porque isso tem a ver com a reforma do Estado, sim, nós temos, de facto, um processo, se quiser, para poder ser mais velozes a lançar as parcerias público-privadas, que também lhe deixo te dizer que serão em número limitado e serão em ULS que nós consideramos que haverá maior disponibilidade do Estado e dos parceiros poderem fazer esse acordo.
As declarações da ministra da Saúde, ontem à noite, foi ouvida durante cinco horas no Parlamento, no âmbito do Orçamento do Estado. Ora, Ana Paula Martins, que critica ainda os últimos governos socialistas por não terem regulado o setor privado da saúde.
Os privados abriram clínicas e hospitais em frente aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Não houve regulação. Quem mais defendeu o SNS, quem rasgava as vestes, quem batia no peito, a verdade é que não regulou. E nós temos uma entidade reguladora da saúde que aplica a legislação feita pelos governos. Claro que agora, aquilo que eu não vou dizer nos resta, porque eu acho que há muita coisa que se pode fazer, é que, em vez de os tornar adversários, mais vale torná-los parceiros.
As declarações de Ana Paula Martins, que foi ontem ouvida no Parlamento durante cinco horas a propósito do Orçamento do Estado para o próximo ano. André Ventura vai hoje a votos como candidato único à presidência do Chega. As eleições diretas do partido decorrem entre as 10h e as 19h. Ocorrem durante aquela que é a primeira convenção do Chega, desde que o partido subiu a segunda maior força política no Parlamento e também depois do resultado de André Ventura nas eleições presidenciais do início do ano. Ficou em segundo lugar, atrás de António José Seguro. Ontem, o líder do Chega divulgou a moção estratégica para um mandato de três anos, na qual traça o objetivo fundamental de chegar ao governo e conseguir alcançar as transformações que o povo português tanto almeja. É o que está escrito nesta moção estratégica interna do Chega, divulgada por André Ventura. O Sporting venceu ontem à noite o Casa Pia por 2 x 0. Pedro Lima e Geny Catame marcaram os gols da equipe leonina, que está assim de regresso aos triunfos no campeonato, depois da derrota frente ao Académico de Viseu da última jornada em Alvalade. O Sporting ganhou à condição pontos aos rivais, mas Benfica e Futebol Clube do Porto ainda não jogaram. Após esta vitória frente ao Casa Pia em Rio Maior, o técnico do Sporting, Rui Borges, fala num triunfo que foi justo e de uma equipe que garante nunca esteve nervosa em campo.
Eu penso que poderíamos ter feito mais gols. Tão simples quanto isso. Poderíamos ter deixado o jogo mais para o nosso lado nesse sentido. O 1 x 0 acaba sempre fazendo o adversário acreditar até o fim. Acabamos com o bloco um pouquinho mais baixo, mas o Casa Pia não nos criou qualquer lance perigoso. Tem bolas paradas, mas mesmo assim fomos muito competentes, muito coesos. E o Casa Pia sempre à procura, sempre a tentar equilibrar o jogo, mas penso que tivemos várias oportunidades para fazer o 2 x 0 muito mais cedo. Não o fizemos. E o adversário acaba sempre por acreditar até o fim. Nesta parte final, meteu dois homens da área com poder físico diferente, mas mesmo assim a equipe esteve muito bem.
O treinador do Sporting, Rui Borges, na zona de entrevistas rápidas da Sport TV, onde também esteve o técnico Alexandre Santana, do Casa Pia, que aplaude a coragem da equipe em campo.
Se há uma coisa que não faltou hoje foi a nossa capacidade de chegar à frente e de encostar o Sporting lá atrás, sermos muito competitivos e, acima de tudo, sermos muito corajosos. Cada vez mais olhamos para este ADN, é algo que queremos que esteja sempre vivo, bem vivo dentro da presença de todo o grupo. E hoje, olhando para esta segunda parte, para este crescimento que temos tido dia após dia, jogo após jogo, estamos não satisfeitos com o resultado, como é óbvio, mas muito satisfeitos com aquilo que fizemos ali dentro. E depois, mais do que isso, é sentir que os jogadores sentem isso mesmo e que não abandonam essa ideia de vitória a cada minuto que passa no jogo.
O técnico adjunto do Casa Pia, Alexandre Santana, aos microfones da Sport TV, depois desta vitória do Sporting em Rio Maior diante do Casa Pia por 2 x 0. Para hoje estão marcados dois jogos do Campeonato Nacional. Futebol Clube do Porto e Estoril às 20h30, com relato em direto aqui na Rádio Observador. Antes, Moreirense e Estrela da Amadora, às 15h30.
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