Enfermeira é acusada de ajudar imigrante a fugir após ser preso pelo ICE nos EUA

Chloe Renae Freeman, de 33 anos, foi acusada no fim de agosto de ajudar “deliberadamente” o homem a escapar da custódia federal no Trinity Health Ann Arbor Hospital. Segundo uma denúncia criminal apresentada pelo FBI, ele estava sujeito a deportação.
O homem tinha se machucado ao tentar fugir de agentes do ICE em 28 de maio. Ele foi levado ao hospital onde a enfermeira trabalhava para uma avaliação médica e passou por uma tomografia computadorizada.
Depois do exame, Chloe retirou o imigrante da sala, de acordo com a denúncia. Imagens das câmeras de segurança mostram o homem deixando o hospital pelas portas da área de ambulâncias menos de três minutos depois.
Ele não foi localizado desde então.
Segundo o agente especial do FBI Michael Wagner, Chloe admitiu, em uma entrevista em 18 de junho, que permitiu que o homem deixasse o hospital.
Ela disse sabia que ele era um detido do ICE, mas afirmou que não acreditava que o homem estivesse sob custódia naquele momento porque os agentes não estavam fisicamente com ele na sala de tomografia.
Na entrevista, Chloe também afirmou que não concordava com a separação de pessoas de suas famílias feita pelo ICE e que sabia que "iria libertá-lo", segundo Wagner.
A enfermeira afirmou ainda que acreditava que o homem poderia ter morrido por causa dos ferimentos.
A Trinity Health informou que Chloe não trabalha mais no hospital.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA e um advogado de Chloe não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA e um advogado de Freeman não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
A enfermeira deveria comparecer ao tribunal federal em Detroit nesta terça-feira, segundo o jornal Detroit News. O advogado dela, Matthew Borgula, disse ao jornal que ela pretende se declarar inocente.
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