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Sunday, November 1, 2026

Mais de 100 pessoas são presas em Londres durante protesto de apoio à Ação Palestina

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Ao menos 139 pessoas foram presas neste sábado, 31, em Londres, durante uma manifestação de apoio à organização pró-Palestina Ação Palestina (Palestine Action), proibida pelo governo britânico desde 2025.

O protesto reuniu centenas de pessoas em frente à Embaixada dos Estados Unidos, na região de Nine Elms, no sudoeste da capital britânica.

Segundo a Polícia Metropolitana de Londres, a maioria das detenções ocorreu porque os manifestantes expressaram apoio à organização, classificada como terrorista pelas autoridades do Reino Unido.

Em publicação na rede social X, a corporação informou que os agentes continuavam no local e que novas prisões poderiam ocorrer.

A manifestação foi organizada pela associação Defend Our Juries, que estimava a participação de cerca de 400 pessoas. Durante o ato, manifestantes exibiram bandeiras palestinas e cartazes com a frase: "Eu me oponho ao genocídio, eu apoio a Ação Palestina".

Imagens divulgadas pela imprensa britânica mostram policiais retirando manifestantes do local e conduzindo os detidos a veículos da corporação. Parte dos participantes aplaudiu as pessoas presas e entoou palavras de ordem em defesa da Palestina.

A polícia havia alertado, antes da manifestação, que qualquer pessoa que demonstrasse apoio ao grupo poderia ser presa. Uma ordem de dispersão também foi estabelecida em áreas próximas à embaixada americana, permitindo que agentes determinassem a saída de participantes da região.

"Todos aqueles que pretendem comparecer a este evento sabem que apoiar uma organização proibida é ilegal. Eles estão essencialmente se reunindo para cometer um crime propositalmente", afirmou Adam Slonecki, comandante responsável pela operação policial.

Segundo Slonecki, as medidas também poderiam atingir pessoas envolvidas na organização do protesto, no fornecimento de apoio logístico ou na orientação dos participantes.

O comandante afirmou ainda que a operação não tinha como objetivo impedir a manifestação de opiniões políticas, mas aplicar a legislação britânica nos casos em que as autoridades identificassem a prática de crimes.

Por que a Ação Palestina foi proibida no Reino Unido?

A Ação Palestina foi classificada como organização terrorista pelo governo britânico em 2025, após uma série de ações contra instalações militares e empresas ligadas à indústria de defesa de Israel.

Entre os episódios citados pelas autoridades estão atos de vandalismo em uma base da Força Aérea Real britânica (RAF) e ataques contra instalações da fabricante israelense de armamentos Elbit Systems.

A proibição, estabelecida em junho de 2025, passou a enquadrar manifestações de apoio ao grupo como infrações previstas na legislação antiterrorismo britânica.

A decisão foi contestada judicialmente. Em fevereiro de 2026, a Alta Corte britânica considerou a proibição desproporcional, mas, em junho, o Tribunal de Apelações decidiu pela legalidade da medida.

A cofundadora da organização, Huda Ammori, contesta a classificação. O caso será analisado pela Suprema Corte britânica em audiência prevista para começar na quarta-feira, 4 de novembro.

Mais de 4 mil detenções desde a proibição, segundo organizadores

A manifestação deste sábado ocorre em meio a uma série de protestos contra a classificação da Ação Palestina como organização terrorista.

Segundo a Defend Our Juries, mais de 4 mil pessoas foram detidas desde que a proibição entrou em vigor, em julho de 2025. O levantamento é da própria associação, que critica a aplicação da legislação antiterrorismo contra participantes de manifestações pacíficas.

O grupo defende que a proibição restringe a liberdade de expressão e de manifestação no Reino Unido. Já as autoridades britânicas sustentam que as detenções decorrem do apoio público a uma organização formalmente proibida.

Além de Londres, uma manifestação de apoio à Ação Palestina ocorreu em frente ao consulado dos Estados Unidos em Edimburgo, na Escócia. Segundo a polícia escocesa, não houve prisões durante o ato.

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