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Sunday, November 1, 2026

Alunos de medicina são expulsos no Paraná após compartilharem símbolos nazistas e ofensas em grupo

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Alunos de medicina são expulsos no Paraná após compartilharem símbolos nazistas e ofensas em grupo

Autor Foto: Reprodução

A UniCesumar, instituição privada de ensino superior no Paraná, expulsou, suspendeu e advertiu alunos do curso de Medicina envolvidos no compartilhamento de mensagens com apologia ao nazismo e ataques a estudantes bolsistas em um grupo de WhatsApp. As sanções foram aplicadas após a conclusão de uma sindicância interna que avaliou a gravidade de cada conduta, embora a universidade não tenha detalhado o número exato de penalizados em cada categoria. O caso ultrapassou os muros da instituição e também passou a ser investigado pelo Ministério Público Federal, que confirmou o recebimento das denúncias.

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O episódio de intolerância ocorreu no domingo, 25 de outubro, logo após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos diálogos virtuais, alunos que pagam a mensalidade integral fizeram comentários elitistas, sugerindo superioridade em relação aos colegas que conquistaram a vaga por meio de programas sociais. A gravidade da situação aumentou com o compartilhamento de imagens do exército nazista e menções ao consumo de "leite cru", uma expressão que se popularizou na internet como um símbolo de grupos defensores da supremacia branca.

Alunos de medicina são expulsos no Paraná após compartilharem símbolos nazistas e ofensas em grupo

Foto: Reprodução

Em nota oficial, a UniCesumar repudiou qualquer forma de discriminação e preconceito, reafirmando seu compromisso com a ética, a responsabilidade e o respeito à vida na formação de seus alunos. A reitoria informou ainda que o Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina está à disposição para oferecer acolhimento, orientação e suporte psicológico aos universitários afetados pelas ofensas.

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O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também acompanhou o caso e emitiu uma nota de repúdio contra os atos de intolerância direcionados a estudantes de Medicina em Maringá e Cascavel. O órgão ressaltou que atitudes discriminatórias são incompatíveis com o ambiente de formação médica e ferem os princípios do Código de Ética do Estudante de Medicina, que exige compromisso humanitário e promoção do bem-estar coletivo. O conselho garantiu que adotará as providências cabíveis dentro de suas atribuições e cobrará uma apuração transparente.

O caso de Maringá reflete um cenário mais amplo de acirramento político e ideológico que atingiu diversas instituições de ensino superior do Paraná após o segundo turno das eleições presidenciais, transformando os campi em palcos de intolerância. Além dos registros de xenofobia e apologia ao nazismo em cursos de Medicina, o estado contabilizou atos de vandalismo e perseguição contra estudantes de esquerda na Universidade Federal do Paraná, na Universidade Tuiuti e na FAE Centro Universitário, em Curitiba. A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) também precisou emitir um alerta à comunidade acadêmica nesta sexta-feira (30), após um aluno do curso de Agronomia furtar e tentar incendiar uma bandeira do PT nas dependências da instituição.

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