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Thursday, October 29, 2026

INFOGRÁFICO: veja como foi a rota de fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos

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A rota começou ainda na noite de terça-feira (27), quando Flávio e a família entraram na Argentina após cruzarem a Ponte Internacional Tancredo Neves. A via liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.

  • Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, a família cruzou a fronteira às 22h50, pelo horário de Brasília.
  • O órgão afirmou que os quatro apresentaram documentação válida para a viagem e não tinham nenhum impedimento legal para entrar no país.

Cerca de 40 minutos depois, às 23h30, Flávio e a família embarcaram em um jatinho particular do modelo Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW. A aeronave pertence à Baires Fly, empresa argentina que realiza voos privados.

O avião decolou de Puerto Iguazú às 0h22 de quarta. A aeronave sobrevoou o Paraguai, a Bolívia e o Peru, evitando o espaço aéreo brasileiro. Às 5h46, pelo horário de Brasília, o jatinho pousou no aeroporto de Guayaquil, no Equador.

Flávio ficou menos de uma hora em solo equatoriano. O avião decolou novamente às 6h22, com destino aos Estados Unidos.

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Saída do Brasil

Flávio Bolsonaro desembarca em aeroporto próximo de Miami em 28 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Eva Marie Uzcategui

Flávio deixou o Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal.

  • A decisão foi dada em um processo no qual Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e bets.
  • Os dois confirmam que são amigos, mas negam ser sócios e ter cometido qualquer irregularidade.

Na terça-feira (27), um representante do Departamento de Estado dos EUA informou que o governo americano concederia vistos a Flávio Bolsonaro e à família e permitiria a entrada deles no país.

Uma consulta ao sistema da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês) mostra que o senador recebeu autorização para permanecer por um ano no país.

  • Os registros mostram que Flávio foi admitido em uma categoria identificada pelo código "DT".
  • A sigla é usada para autorizações temporárias no país, geralmente ligadas a questões humanitárias.
  • O g1 procurou a agência para esclarecer o status migratório do senador, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

A consulta mostrou ainda que Flávio utilizou um passaporte diplomático que havia sido cancelado para entrar nos Estados Unidos.

PF já havia apontado risco de fuga

Flávio Bolsonaro em pronunciamento após perder eleição. — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Na avaliação da PF, três elementos centrais indicavam que Flávio poderia deixar o Brasil sob a justificativa de suposta perseguição política:

  • a manifestação pública e direta do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, recomendando ao irmão que deixasse o país;
  • o expressivo poder econômico;
  • a existência de estruturas já estabelecidas no exterior que poderiam viabilizar uma permanência prolongada.

O pedido da PF citou uma declaração de Eduardo Bolsonaro em que ele defendeu que o irmão deixasse o país caso fosse derrotado na disputa pelo Palácio do Planalto.

"Em entrevista concedida recentemente nos Estados Unidos, EDUARDO BOLSONARO, irmão do Senador FLÁVIO BOLSONARO, defendeu publicamente que este deixe o país caso não obtenha êxito no pleito eleitoral. Cabe recordar que EDUARDO BOLSONARO foi recentemente condenado pelo crime de coação no curso do processo."

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