Pesquisa: 63% dos brasileiros mudam hábitos pensando na saúde do coração
Cerca de 63% dos brasileiros mudaram seus hábitos pensando na saúde do coração, seja adotando uma alimentação mais saudável, quanto parando de fumar ou iniciando exercícios físicos. Os dados fazem parte de um levantamento da Ipsos-Ipec, encomendado pela Norvatis, divulgado para a CNN Brasil nesta terça-feira (28), data em que é celebrado o Dia Mundial do Coração.
Mudanças de hábitos estão frequentemente relacionadas à prevenção de doenças cardiovasculares, como arritmias, hipertensão, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e insuficiência cardíaca. A adoção de uma vida mais saudável é uma das principais formas de reduzir os fatores de risco para essas doenças.
Apesar do percentual alto, o número representa uma queda de 1% em relação ao ano passado, quando 64% dos entrevistados afirmaram ter adotado novas práticas. A mudança é mais observada entre pessoas das classes A e B e entre aquelas com 45 anos ou mais.
Entre os hábitos adotados, a alimentação saudável aparece em primeiro lugar, citada por 68% dos entrevistados, seguida da prática de atividade física, com 64%. Hábitos voltados à redução do estresse foram mencionados por 44%, enquanto 36% passaram a realizar exames periódicos e 13% deixaram de fumar.
Outros 10% afirmaram ter adotado hábitos que não foram especificados no estudo. Já 1% dos entrevistados não souberam responder ou não se lembravam.
Leia Mais
Sintomas respiratórios atingiram 92% da população brasileira no último ano Frio pode aumentar em até 30% o risco de infarto, alerta cardiologista Consumo diário de café pode reduzir riscos cardiovasculares; veja doses
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas e teve como objetivo entender a percepção da população sobre doenças cardiovasculares, colesterol e infarto, entre outros temas relacionados à saúde do coração.
Mais da metade dos brasileiros conhece alguém que já infartou
O infarto é uma das doenças que mais afeta a população brasileira, sendo a principal causa de morte no Brasil.
Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados afirmaram conhecer alguém que já sofreu um infarto, enquanto 2% disseram já ter tido um.
Sobre a percepção em relação a condição, 77% concordam (em parte e totalmente) que é possível prevenir a doença. Além disso, 76% discordam da afirmação de que o infarto atinge apenas pessoas com mais de 60 anos.
Leia também: Infarto nem sempre dá dor no peito, dizem médicos a Kalil; veja os sinais | CNN Brasil
83% já ouviram falar de insuficiência cardíaca
A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração para de bombear o sangue de forma adequada, com risco de até 30% para pessoas com mais de 55 anos.
O estudo mostrou que 83% dos brasileiros já ouviram falar em insuficiência cardíaca e 78% acreditam que a doença exige tratamento contínuo.
Cansaço excessivo é associado a doença por 74% e falta de ar, por 72% de quem conhece a condição. Já o inchaço nas pernas, tornozelos ou pés é mencionado por 48%.
Metodologia
Ao todo, foram entrevistadas 2 mil pessoas, entre homens e mulheres de diferentes classes sociais e regiões do Brasil.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 94%.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.