Com Meta questionada, Câmara quer regras para campanha eleitoral nas redes

Segundo Motta, a ideia é que uma proposta seja apresentada em duas semanas e, se possível, analisada ainda neste ano. A votação célere tem como pano de fundo o fato de no próximo ano tomar posse a nova composição do Congresso, formada por parlamentares de direita eleitos após forte utilização das redes.
"Nós sabemos que a propaganda eleitoral tem regras no que diz respeito ao material físico, às TVs e às rádios. Nós entendemos que do ponto de vista das redes sociais, nós precisamos ter regras claras que garantam a paridade de armas e que tenham um sistema transparente, isonômico, para que não se tenha a possibilidade de um ou outro candidato se beneficiar", afirmou.
Os bastidores da discussão
Nos bastidores, deputados que acompanham a discussão levantam suspeitas sobre os critérios para os algoritmos acelerarem ou restringirem determinada publicação. Eles citam como exemplo o vídeo produzido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o Nordeste - em dois dias, a peça teve mais de 160 milhões de visualizações.
Um congressista que acompanha as discussões sobre as big techs defende que, assim como há limites para o tempo da propaganda eleitoral na televisão, definido conforme o tamanho das bancadas de deputados, sejam estabelecidas regras para uma distribuição proporcional das publicações.
Dessa maneira, poderia haver algum tipo de regra para as plataformas distribuírem os conteúdos de candidatos.
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