Intenção de retirar proteção e casa a Rui Pinto mantém-se

A Comissão de Programas Especiais de Segurança (CPES), sob a tutela do Ministério da Justiça, continua a manter a intenção de tirar a proteção até agora concedida a Rui Pinto, avança esta sexta-feira o Expresso. A 8 de outubro, a comissão anulou a deliberação que dava a proteção do hacker como terminada daí a dois dias, no dia 10 de outubro.
Como explica o semanário, depois disso a defesa de Rui Pinto pronunciou-se a 23 de outubro, uma vez que não lhe tinha sido dada oportunidade de apresentar contraditório, mas a nova decisão da CPES deve manter o sentido da primeira: o de encerrar o programa providenciado pelo Estado português de que Rui Pinto beneficiava desde 2020.
A PSP realizou uma avaliação de risco a 9 de julho e foi com base nela que a comissão tomou a decisão de pôr fim à proteção de Rui Pinto, que inclui uma casa protegida em localização secreta. Desde então, segundo destaca o semanário, o denunciante do Football Leaks recebeu várias ameaças de morte novas. Isto depois de a Premier League ter provado que o Manchester City violou as regras financeiras com base nas revelações do hacker.
O Expresso noticia que Rui Pinto recebeu, entre 26 de setembro e 2 de outubro, sucessivas mensagens com ameaças de morte e agressão na rede social X, muitas delas com referências diretas ao clube de futebol. Alguém lhe escreveu: “Vou atrás da tua cabeça. Vou assá-la e comê-la.” Noutra mensagem, um utilizador prometeu descobrir quem o “trouxe ao mundo” para poder torturar os seus pais.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
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