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Friday, October 16, 2026

Vitinha, ídolo dos amantes de Cerelac... e o Vitinho

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este é o Três Toques da Rádio Observador, hoje numa edição muito especial. Muito especial. Com o Carlos Pedro. Olá, Carlos.

Olá.

Bom dia.

Bom dia.

O que nos trazes hoje? O que te encantaste?

Hoje vou falar de Vitinha, que é um dos melhores médios do mundo, senão o melhor, isso fica para cada um. Marcou há meio desta semana para a Liga dos Campeões. Marcou um belo golo, mas não é disso que vamos falar esta manhã. Eu venho falar da versão mais artística do Vitinha, que foi a estrela de um anúncio publicitário, que ficou muito famoso esta semana. Há uma marca, a Ceralac, que quer aproximar-se dos mais jovens. Nunca fui muito fã.

Nem eu. Mas eu gosto. Mas devo dizer que depois de ver este anúncio, é impossível não ver.

Exatamente.

Acho o máximo. É muito bom.

E por isso mesmo vamos já falar desse anúncio, vamos já ouvir esse anúncio, porque Vitinha é um nome consensual, foi escolhido pela Ceralac por isso mesmo. Estão reunidos aqui todos os ingredientes para a coisa correr bem. E de facto, correu. Vamos ouvir, são 40 segundos.

Reabrimos com as declarações de Vitinha a um diário desportivo. Eu como muita Ceralac. Muita mesmo. Comentários? Acho uma pouca vergonha. Ceralac é para bebés. Pelo amor de Deus, Ceralac é ótimo, quem é que não gosta? Isto é apropriação cultural. O que não falta aí é adultos a comer Ceralac. Adultos? Quais adultos? Há vários. Diga-me um! Vários. Um! Há vários. Diga-me um! Vários. Diga-me um adulto que coma papa. Além do Vitinha. Além do Vitinha, diga mais. Você é um mentiroso. Diga mais.

O que tu estás a ver?

Diga mais.

Bonecos. E acaba assim.

Bonecos. É tão bom.

O final é bom, é a tal linguagem que aproxima o anúncio dos mais jovens, mas o início a recordar uns momentos mais caricatos do comentário desportivo na televisão portuguesa, também é muito bom. E aqui, neste caso, recorda um momento da infância de muitos jovens, incluindo-me a mim, jovens já adultos, e como é um jogador da seleção, também chega ainda mais aos mais velhos. Faz jus à nova assinatura da marca para crescidos de todas as idades. Vitinha, que entretanto disse que quando surgiu esta oportunidade de se associar à Ceralac, não pensou duas vezes, porque não podia ser mais genuíno, porque é de facto verdade.

E é muito engraçado. Nós não estamos habituados a ver jogadores de futebol associarem-se a este tipo de produto.

Exato. Mas fica a questão: Ceralac é para crianças ou não é para crianças?

E aliás, já agora, muitos trocadilhos. É preciso comer muita papa para conseguir. Aliás, temos um título, uma notícia do Observador que brinca já isto, porque entrou mesmo na linguagem. O diga-me um. Exatamente.

Ficou de facto muito viral nas redes sociais, fala-se muito disso, mas é visto aqui como uma excelente campanha de marketing. Vamos seguir e vamos viajar até Barcelona para falar de, imagine-se, bazófia. Ou neste caso, bazófia a mais, e isso não costuma correr bem. A polícia catalã desmantelou na semana passada uma rede criminosa que assaltava as casas ou tentava assaltar casas de jogadores do Barcelona. As autoridades deram o nome à investigação de Mossos d'Esquadra e culminou com a detenção de três pessoas. Mas que grupo era este? O jornal La Vanguardia, da Catalunha, conta-nos que o grupo desenvolveu uma intensa atividade criminosa entre o final do último ano e meados deste ano. Atuava essencialmente em três zonas, mas tinha uma hierarquia, uma estrutura muito bem definida. Eram muito organizados. Havia Rosa, uma mulher de 40 anos e com 18 antecedentes criminais, que tratava da logística e do aluguer de viaturas para tarefas de vigilância. Havia o David, conhecido por Chucho, de 51 anos.

Chuchu, era o Chuchu. Se calhar é Chuchu.

Que já tinha sido associado ao roubo de 400 quilos de cocaína no Porto de Barcelona em 2005. E depois havia o cabecilha, que se chama Blaco e que assumia a execução material das invasões, mas que foi o responsável pelo fim da brincadeira, graças à bazófia. É que este albano-cosovar de 58 anos andava a vangloriar-se de ter dois relógios de jogadores do Barcelona. Portanto, olha isto.

Olha este que eu consegui, eu não sei de quem. Não lembro o jogador que foi assaltado e que lhe roubaram relógios. Tenho uma ideia de ter ouvido, não sei se foi o Casillas.

Neste caso, no Barcelona, Pau Cubarsí e Joan Garcia foram dois jogadores que foram afetados por esta rede criminosa. Mas de facto é um bocadinho estranho andar a vangloriar-se de ter relógios.

É a tal bazófia.

Exatamente.

É mais forte do que o segredo profissional.

Não correu muito bem, porque surgiu a tal denúncia anônima, a polícia acabou por localizar os assaltantes e acabou a brincadeira. Mas por falar em assaltos, e isto é cada vez mais recorrente, enquanto o futebol do Porto perdia Anteontem, com o Betis Sevilha para a Liga dos Campeões, um dos jogadores da equipe espanhola, que até estava em evidência no jogo, estava a ser ao mesmo tempo assaltado ou estava a ser alvo de um assalto em casa enquanto jogava. Ele anunciou depois nas redes sociais com muita frustração o momento. Para fechar, eu gostava de falar de luta livre.

Wrestling?

Não é bem wrestling, é PFL, que é outra versão da UFC. Eu não sou grande fã, confesso. Não sou grande fã destes esportes de combate, mas a Professional Fighters League é uma liga conhecida, não ao nível do UFC, mas é uma liga conhecida. E eu gostava de vos falar de Liz Carmouche, uma lutadora norte-americana que precisamente hoje tem um combate muito importante contra uma compatriota, Jenna Bishop, que está a valer um cinto, um cinturão de campeã. A categoria é a chamada peso-mosca, que é até os 56 quilos e 600 gramas. Não há sequer tolerância de um grama, portanto, tem que ser mesmo 56 quilos e 600 no máximo. Liz deverá ter subido à balança em casa ou no centro de treinos e o peso que lhe apareceu lá não era o ideal, não era o pretendido, não era o necessário.

Tinha menos?

Tinha mais. Então foi preciso tomar uma atitude. E eu já vi vários vídeos desses momentos. De fato, é um estresse monumental no dia da pesagem. Esses lutadores fazem coisas-

É impressionante aos gramas, não é?

Perdem, às vezes, cinco quilos, três quilos numa questão de horas, o que é absurdo. Mas Liz não quis passar por esse processo tão angustiante e, portanto, viu-se "obrigada", entre aspas, a tomar outra atitude radical, que foi cortar o cabelo. Liz cortou o cabelo antes de subir à balança oficial.

Devia ter uma grande cabeleira para fazer diferença.

Sim, acredito que sim. Eu não vi o vídeo completo, não tive acesso a esse vídeo, mas há uma fotografia em que Liz se mostra cortando o cabelo no momento antes de subir para a balança oficial. E quando subiu, deu o quê? 56 quilos e 600 gramas.

Perfeito.

Precisamente o peso que era necessário. O ponto positivo é que a norte-americana não teve que fazer aqueles esforços extra para chegar ao peso ideal. Os esforços extra quase-

Sim, radicais.

Exato.

Aqui foi cortar o cabelo. Olhem, esta é uma partida para o Carlos Pedro. Tu falaste aqui do Vitinha e da Cerelac. Não tenho memória de uma outra coisa, mas há mais marcas de cereais de alimentação infantil e grandes personagens com nome parecido do Vitinho, que também fizeram moda e se houvesse internet e redes sociais na altura, também seriam virais. Vê lá se te lembras ou se sabes o que é isto.

Vamos lá.

Está na hora da caminha, vamos lá dormir. Vê lá fora as estrelas dormem a sorrir. Estão-me a vir as lágrimas aos olhos. Mais cedinho, mais cedinho tu vais ver.

Eu não me recordo, mas é muito bom.

Clássico. É o Vitinho. É o Vitinho, uma personagem de animação. Dorme bem.

Vá lá, Vitinho.

Era quase falco. Até amanhã. Um beijinho. Sonhos lindos. Dizias, Carla. Este é o Vitinho, é um boneco de animação criado pela Milupa, que é também uma marca de cereais. Não sei se ainda existe. E que criou esta personagem, ganhou uma dimensão tal que passava, Carlos Pedro, quando só havia um ou dois canais de televisão, passava a hora dos meninos irem para a cama. Sempre para a cama. E nós ouvíamos isto e era sinal: está na hora, se o Vitinho vai, vocês também têm de ir. Exatamente.

Eu sou mais do tempo dos patinhos. Ia para a cama quando era a música dos patinhos, não propriamente o Vitinho. Não me lembro do Vitinho. Lembro mais do Vitinha, sou do tempo do Vitinha.

Tu és do tempo do Vitinha. Eu acho que isto ia voltar a passar na televisão. Uma coisa assim, agora moderna. Acho que isto faz toda a falta.

Já não se fazem coisas dessas agora.

Faz, é. O Vitinha fez muito bem. Fez um grande anúncio à Cerelac. Carlos Pedro, obrigada por estes três toques.

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