Análise: Coritiba expõe velhos problemas e aumenta pressão na reta final do Brasileirão


Pedro Morisco analisa derrota do Coritiba: "Em um erro, eles aproveitaram"
Diante de um adversário que começou com uma formação alternativa, o Coxa resistiu durante boa parte do jogo, mas sofreu com a fragilidade defensiva e a pouca produção ofensiva. Pedro Morisco evitou um placar mais amplo, mas não conseguiu impedir mais um tropeço.
Em um momento decisivo da competição, competir já não basta. O time precisa transformar resistência em pontos para frear a queda de rendimento e evitar que a pressão aumente nas rodadas finais.
Jogadores do Coritiba durante entrada em campo para partida contra o Atletico-MG — Foto: Gilson Lobo
Defesa falha, e números preocupam
O gol de Igor Gomes voltou a evidenciar as falhas de marcação do Coritiba. Natanael teve liberdade para levantar a cabeça e cruzar para a área, enquanto os volantes alviverdes estavam distantes da jogada. Sem pressão sobre quem conduzia a bola, o Coxa permitiu que o Atlético encontrasse espaço para definir o confronto.
O lance prolongou uma sequência preocupante: o Coritiba sofreu gols pela 11ª partida consecutiva. A última vez que terminou um jogo sem ser vazado foi contra o Bragantino, na abertura do segundo turno, em julho.
Com 49 gols sofridos, a equipe tem a segunda pior defesa do Brasileirão, à frente apenas da lanterna Chapecoense. Os números reforçam que o problema vai além de erros individuais. A falta de pressão sobre os adversários e os espaços entre os setores comprometem a organização coletiva, mesmo quando o time consegue equilibrar a partida.
Lavega, em Atlético-MG x Coritiba — Foto: JP Pacheco/Coritiba
Morisco segura, mas ataque não responde
Se a defesa preocupa, o setor ofensivo também oferece poucas soluções. O Coritiba encontra dificuldades para construir jogadas, sustentar a pressão e criar oportunidades claras. Breno Lopes, Pedro Rocha e Lavega ainda não conseguiram dar a resposta necessária neste momento da competição.
Contra o Atlético-MG, o Coxa pouco ameaçou com regularidade. As bolas paradas e a pressão nos minutos finais seguem como alternativas, mas não compensam a falta de volume ofensivo.
Na outra ponta, Morisco voltou a ser decisivo. Com boas defesas, manteve o Coritiba vivo até o gol adversário, mas faltou ao ataque capacidade para reagir. O goleiro pode evitar gols, mas a equipe precisa produzir para transformar jogos equilibrados em pontos.
Fernando Seabra, técnico do Coritiba — Foto: Gilson Lobo
Dois pontos em 18 disputados
Os números das últimas seis rodadas dimensionam a queda de rendimento: são quatro derrotas, dois empates e nenhuma vitória. Dos 18 pontos disputados, o Coritiba conquistou apenas dois, com aproveitamento de cerca de 11%.
No período, marcou cinco gols e sofreu 16, saldo negativo de 11. O desempenho indica dificuldades nas duas áreas: o time concede oportunidades em excesso e não encontra alternativas ofensivas para compensar as falhas defensivas.
A derrota em Belo Horizonte pesa também pelo contexto. Havia a expectativa de aproveitar a escalação alternativa do Atlético-MG, mas, com a entrada de titulares, a diferença técnica ficou mais evidente. O Coxa resistiu, contou com Morisco e acabou castigado por mais uma falha de marcação.
A resposta passa por recuperar a consistência defensiva, aproximar os setores e dar mais poder de criação ao ataque. Sem esses ajustes, a competitividade demonstrada em alguns momentos tende a continuar insuficiente para garantir resultados.
Atletico-MG x Coritiba pelo Brasileiro A 2026 — Foto: Gilson Lobo
Decisões no Couto Pereira
Os próximos dois jogos em casa, contra Grêmio e Vitória, ganham peso na reta final do Brasileirão. Além da chance de somar pontos diante da torcida, o Coritiba precisa interromper a sequência sem vitórias e recuperar a confiança diante de concorrentes diretos no BrasileirãoCom ataque apagado e defesa vulnerável, Coritiba chega pressionado a duas decisões no Couto.
A reação exige corrigir erros recorrentes e apresentar um time mais incisivo, capaz de transformar a pressão e as oportunidades criadas em gols. O fator Couto Pereira pode ajudar, mas não substitui as mudanças necessárias dentro de campo.
O Coritiba ainda tem margem para reagir, mas o espaço para desperdiçar pontos diminuiu. Os próximos compromissos representam uma oportunidade importante para mudar o cenário e dar uma resposta concreta na luta pelos objetivos no campeonato.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.