Jerônimo Rodrigues (PT) está matematicamente reeleito governador da Bahia

Segundo colocado, ACM Neto (União Brasil) tinha 44%. Ao todo, foram 8.380.339 votos válidos até esta publicação.
Como foi a disputa
Durante a campanha, iniciada em 16 de agosto, quando passou a ser permitida a realização de propaganda eleitoral, como comícios, carreatas, distribuição de material gráfico e propaganda na internet, Jerônimo Rodrigues percorreu diversas regiões da Bahia.
O candidato à reeleição participou de caminhadas, carreatas e comícios em municípios do interior e também em Salvador.
No fim da campanha, Lula participou de uma caminhada em Salvador ao lado de Jerônimo. O ato ocorreu entre os bairros de Ondina e Barra, na terça-feira (29), e reuniu uma multidão.
A segurança pública foi um dos principais temas de questionamentos à gestão de Jerônimo durante a campanha.
O candidato afirmou que, caso fosse reeleito, trabalharia para retirar cidades baianas do ranking dos municípios mais violentos do país. Um levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública citado durante a campanha apontou a presença de municípios baianos entre os que apresentaram os maiores índices de violência.
Jerônimo defendeu que o problema já vinha sendo enfrentado pela administração estadual e destacou investimentos na área, como novas contratações de policiais, equipamentos, viaturas e delegacias.
Também prometeu fortalecer o setor de inteligência e aumentar a articulação entre o governo estadual e as prefeituras para combater a violência.
Perfil de Jerônimo Rodrigues
Nascido em Aiquara, no sudoeste da Bahia, Jerônimo Rodrigues tem 61 anos, é casado, tem um filho e mora em Salvador. Ele foi eleito governador da Bahia em 2022 e buscou a reeleição em 2026.
Engenheiro agrônomo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e professor universitário licenciado, começou a atuar no governo do estado em 2007, na gestão de Jaques Wagner (PT), quando foi convidado para trabalhar como assessor da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti). Em 2010, ainda no governo Wagner, passou a compor a equipe da Secretaria de Planejamento (Seplan).
Em 2011, foi convidado para atuar em Brasília, onde foi secretário-executivo adjunto do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), além de ter ocupado outros cargos na pasta durante o governo Dilma Rousseff (PT).
Em 2014, coordenou o programa de governo de Rui Costa (PT), que seria eleito naquele ano. Com a eleição de seu antecessor, foi o primeiro titular da recém-criada Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Em 2018, voltou a coordenar o programa de governo de Rui Costa e, no ano seguinte, assumiu a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), de onde saiu para ser candidato ao governo.
Escolhido pelo PT para encabeçar a chapa, ele terminou o primeiro turno na liderança e enfrentou ACM Neto no segundo turno. Foi eleito governador pela primeira vez no segundo turno, com 52,54% dos votos válidos.
Reedição da disputa de 2022
Assim, a eleição de 2026 repetiu o principal confronto da disputa pelo governo da Bahia de quatro anos antes. Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) voltaram a se enfrentar após chegarem ao segundo turno em 2022. Naquele ano, Jerônimo foi eleito com 52,54% dos votos válidos, contra 47,46% de ACM Neto.
Jerônimo buscou a reeleição novamente ao lado de Geraldo Júnior (MDB), enquanto ACM Neto voltou a disputar o cargo com Zé Cocá (PP), ex-prefeito de Jequié. Além dos dois, outras quatro candidaturas foram registradas para o governo estadual: Ariel Capistrano (DC), Aroldo Félix (UP), Maria Bona (PCO) e Ronaldo Mansur (PSOL).
Principais temas da campanha
Segurança pública, saúde e infraestrutura estiveram entre os temas presentes nos debates e nos atos de campanha. Jerônimo foi alvo de críticas dos adversários pelos índices de violência no estado e defendeu a continuidade dos investimentos em contratação de policiais, equipamentos, viaturas, delegacias, câmeras de reconhecimento facial e inteligência.
Na saúde, a fila da regulação foi um dos principais pontos de confronto entre Jerônimo e ACM Neto. O candidato do União Brasil questionou o governador sobre o atendimento da rede pública, enquanto Jerônimo citou obras e investimentos realizados durante seu primeiro mandato.
A Ponte Salvador-Itaparica também apareceu entre os assuntos discutidos durante a campanha. Jerônimo foi questionado sobre o aumento da estimativa de custo do projeto, que passou de cerca de R$ 7 bilhões para R$ 11 bilhões, e apresentou justificativas relacionadas à complexidade do empreendimento e às intervenções previstas além da construção da ponte.
Na reta final, a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em atos de campanha reforçou a associação entre as candidaturas de Lula e Jerônimo.
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