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Thursday, October 15, 2026

Programa que ajudou mais de 350 mil pessoas em debatido

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O programa Comunidades em Ação, que investiu 120 milhões de euros em comunidades desfavorecidas da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e chegou a mais de 350 mil pessoas, vai ser debatido quinta-feira, num encontro em Lisboa, foi anunciado esta quarta-feira.

Em causa está a iniciativa Lisboa e Porto: Duas Metrópoles, Transformar Territórios” que decorre na quinta-feira entre as 10h00 e as 17h30 na LX Factory, onde serão discutidos também os resultados do Plano de Ação para as Comunidades Desfavorecidas, levado a cabo pela Área Metropolitana do Porto (AMP), segundo o programa do evento.

Em declarações à agência Lusa, o primeiro secretário da Área Metropolitana de Lisboa, Emanuel Costa, explicou que o programa desenvolvido na AML representou um investimento de 120 milhões e materializou-se em cerca de 650 projetos de inclusão social, abrangendo 350 mil pessoas.

“Consideramos que teve um impacto importante no território, mas os problemas não terminaram porque a sociedade é dinâmica. Temos de refletir como é que podemos encontrar soluções para que o futuro possa ser mais seguro para quem mais precisa e para quem é mais vulnerável”, apontou.

O programa abrangeu os 18 municípios da AML e permitiu intervenções em áreas como o Ambiente e Espaço Público, Educação, Respostas Sociais, Saúde, Cultura, Emprego, Economia Local e Cidadania.

Entre os investimentos realizados, Emanuel Costa destacou a requalificação do Bairro Alves Redol, no Alto do Seixalinho, concelho do Barreiro, que representou 3,3 milhões de euros, e a intervenção na Via Estruturante e de Coesão de Santa Clara, em Lisboa, orçada em 2,9 milhões de euros.

Na área da Educação, o programa permitiu a construção e reabilitação de escolas e o desenvolvimento de projetos de combate ao insucesso escolar.

Neste âmbito, é exemplo a construção da Escola Básica n.º 5 de Camarate, no concelho de Loures, e do Centro Social do Passil, em Alcochete, assim como a requalificação da Escola Básica nº1 da Trafaria, em Almada (distrito de Setúbal).

Na área Social e Desportiva destaca-se a construção do Complexo Desportivo do Milharado, no concelho de Mafra, que representou um investimento de 4,5 milhões de euros.

O programa incluiu ainda intervenções na área da Saúde, nomeadamente nas unidades de Águas de Moura e do Poceirão, no concelho de Palmela, e o projeto do “Bairro sem Cárie”, no Seixal, todos no distrito de Setúbal.

As iniciativas abrangeram também a criação e requalificação de espaços culturais, o apoio à empregabilidade e à inovação social, a formação profissional e projetos de proximidade, como os Balcões do Bairro, em Lisboa, e programas de literacia e aprendizagem do português em vários municípios.

Apesar dos benefícios deste programa, o primeiro secretário da AML insistiu na ideia de que será necessário continuar a investir nos territórios mais desfavorecidos, ressalvando que “o trabalho não está terminado“.

“Não é por agora termos terminado este projeto, onde houve um investimento de 120 milhões de euros no território, no combate à pobreza e à exclusão social, que podemos cruzar os braços e assumir que não há ou que não existem mais problemas por resolver”, alertou.

O encontro de quinta-feira reunirá participantes dos projetos, incluindo beneficiários diretos, e contará com uma mostra das intervenções realizadas, testemunhos e mesas-redondas com presidentes de câmara das duas áreas metropolitanas, além de momentos culturais.

“Este encontro é, ao fim e ao cabo, o encerramento de um projeto, mas também o início de um caminho para aquilo que queremos que aconteça no território, que é um território mais coeso do ponto de vista social”, sublinhou.

Fazem parte da AML os municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

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