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Sunday, October 4, 2026

Maioria do eleitorado, mulheres são exceção entre favoritos aos governos

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As mulheres são maioria entre os brasileiros aptos a votar neste domingo (4), mas os homens predominam entre os principais candidatos aos governos estaduais. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), elas somam 83,9 milhões e representam 52,84% dos 158,7 milhões de eleitores do país.

Levantamento da CNN identificou oito mulheres entre os nomes mais competitivos na disputa pelos governos de sete estados e do Distrito Federal. Entre elas estão Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; Juliana Brizola (PDT), no Rio Grande do Sul; e Celina Leão (PP), no Distrito Federal, que concorrem por diferentes campos políticos.

Quatro disputam na região Norte: Hana Ghassan (MDB), no Pará; Maria do Carmo (PL), no Amazonas; Professora Dorinha (União), no Tocantins; e Mailza Assis (PP), no Acre. Natasha Slhessarenko (PSD), em Mato Grosso, completa o grupo.

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Esse recorte não inclui todas as candidatas registradas na Justiça Eleitoral. Tampouco coloca as oito na condição de favoritas: elas ocupam posições distintas nas pesquisas, da liderança à tentativa de alcançar os primeiros colocados.

Em 2022, mulheres venceram só duas das 27 disputas pelos governos dos estados e do Distrito Federal. Fátima Bezerra (PT) se reelegeu no Rio Grande do Norte já no primeiro turno. Em Pernambuco, Raquel Lyra, então no PSDB, derrotou Marília Arraes, à época no Solidariedade, em um segundo turno inteiramente feminino. Agora no PSD, Raquel busca a reeleição.

Neste ano, o Distrito Federal também tem uma mulher entre os principais nomes na corrida pelo governo. Apoiada por Flávio Bolsonaro (PL), Celina Leão enfrenta Leandro Grass (PT), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa Datafolha recente apontou Celina com 55% e Grass com 22% em eventual segundo turno.

No Rio Grande do Sul, Juliana Brizola está no campo oposto ao de Celina. Com apoio do PT e de Lula, ela enfrenta Luciano Zucco (PL), ligado ao bolsonarismo. Pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro mostrou os dois tecnicamente empatados na liderança em ambos turnos.

No Pará, Hana Ghassan representa a continuidade do grupo de Helder Barbalho (MDB), aliado de Lula. Ela assumiu o governo após a saída de Helder para disputar o Senado e tem como principal adversário Dr. Daniel Santos (Podemos). Na Quaest da semana passada, Hana registrou 32% das intenções de voto, contra 41% de Daniel no primeiro turno.

Já no Amazonas, Maria do Carmo é o nome do PL na disputa. Pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro mostrou Omar Aziz (PSD), aliado de Lula, na liderança, com 29%, seguido pela candidata, com 19%. Roberto Cidade (União) apareceu logo depois, com 18%.

Também no Norte, Professora Dorinha, no Tocantins, e Mailza Assis, no Acre, estão entre os principais nomes nas pesquisas. Os estados têm, respectivamente, mais de 1 milhão e de 600 mil eleitores aptos a votar.

Em Mato Grosso, Natasha Slhessarenko aparece em terceiro lugar. Na Quaest divulgada em 25 de setembro, ela teve 11% das intenções de voto, enquanto Otaviano Pivetta (Republicanos), com 29%, e Wellington Fagundes (PL), com 27%, estavam tecnicamente empatados na liderança.

Disputa pelo Senado

Na corrida pelo Senado, o levantamento reúne mais nomes femininos. Neste ano, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, enquanto há apenas uma vaga para governador. Ao todo, serão renovadas 54 das 81 cadeiras da Casa.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o contraste aparece nas principais candidaturas. Enquanto Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) disputam o governo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) concorrem ao Senado, ao lado de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).

No Distrito Federal, mulheres integram os dois campos políticos. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, concorrem pelo bloco bolsonarista, enquanto Erika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT) estão no campo governista.

Também disputam vagas na Casa Alta Benedita da Silva (PT), no Rio de Janeiro; Manuela d’Ávila (PSOL), no Rio Grande do Sul; Marília Arraes (PDT), em Pernambuco; e Carol De Toni (PL), em Santa Catarina. Apesar desses nomes, os homens são maioria nas indicações das chapas analisadas.

O que diz a lei

As eleições para governador e senador não estão sujeitas à cota de gênero. A exigência de pelo menos 30% de candidaturas de cada sexo vale para deputado federal, estadual ou distrital e vereador. A regra estabelece uma proporção entre candidatos, sem reservar vagas para mulheres eleitas.

Criada em 1995 e aplicada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, a política de cotas ampliou o número de candidatas, mas o crescimento entre as eleitas não ocorreu na mesma proporção.

Em 2022, mulheres representaram cerca de 35% das candidaturas à Câmara dos Deputados e conquistaram 91 das 513 cadeiras, ou 17,7%, segundo dados do TSE reunidos pela Agência Senado.

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