Andy Burnham promete um novo rumo para o Reino Unido

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, prometeu neste sábado traçar um novo rumo para o Reino Unido, após uma década de “deriva” e “divisão” em consequência do Brexit.
Burnham falava aos jornalistas à chegada a Liverpool, onde participa no seu primeiro congresso do Partido Trabalhista na qualidade de líder do partido e chefe do Governo de Londres.
O primeiro-ministro antecipou que irá explicar, ao longo destes dias, como conseguirá levar o crescimento económico a “cada lar” e a “esperança a cada coração”.
“Vamos fazer com que esta seja uma semana verdadeiramente importante, na qual traçaremos um novo rumo para o país. Passaram-se 10 anos desde o Brexit e foi uma década de demasiada deriva, de demasiada divisão, e temos de pôr fim a isso”, afirmou Burnham, que tomou posse em julho, após ter substituído o seu colega de partido Keir Starmer.
O primeiro-ministro britânico afirmou ainda que a sua visão para o Reino Unido permitirá que “as pessoas possam voltar a ter esperança de que as coisas vão melhorar, de que a vida será melhor”.
O congresso anual do Partido Trabalhista tem início este domingo em Liverpool e prolongar-se-á até à próxima quarta-feira, num momento de especial relevância para o partido, face à estreia de Burnham no evento na qualidade de líder e primeiro-ministro.
Do programa destacam-se o discurso do ministro da Economia, John Healey, na segunda-feira, e o de Burnham no dia seguinte, no qual este tenciona expor as prioridades e a orientação política do partido.
Entre os temas centrais do encontro constam a economia, o crescimento, os serviços públicos, os transportes e a descentralização, além da preparação do partido para os próximos ciclos eleitorais.
A este respeito, Burnham excluiu na sexta-feira a convocação de eleições legislativas antes da data prevista de 2029, contrariando especulações de alguma imprensa de que o faria para aproveitar a recuperação da popularidade do Partido Trabalhista.
Em declarações à BBC, afirmou que o que os britânicos precisam é de um Governo que os una, em vez de regressarem a um ciclo eleitoral dividido.
As mais recentes sondagens divulgadas por várias entidades especializadas em estudos de opinião apontam para dois fenómenos: um aumento da popularidade trabalhista após o desastre provocado pelo anterior primeiro-ministro, Keir Starmer, e um certo “esvaziamento” do partido de extrema-direita Reform UK em benefício dos conservadores, o que o afastaria da possibilidade de formar Governo.
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