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Thursday, October 22, 2026

9h. Rossio. PSP pede a manifestantes que retirem as tendas

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Por 92. Os manifestantes pela habitação continuam na Praça do Rossio, em Lisboa. Esta manhã voltaram a montar tendas depois de terem passado a noite ao relento, por ordem da PSP.

Os manifestantes aceitaram as condições da polícia para continuarem no local e pernoitaram com sacos-cama e colchões. Esta noite ficou marcada também por momentos em que os manifestantes e a PSP estiveram a conversar no sentido de chegarem a um consenso relativamente ao modo de protesto. A Beatriz Félix tem estado no Rossio. Beatriz, na última hora falaste com uma porta-voz deste movimento, que destaca precisamente esta atitude pacífica da polícia esta noite.

Precisamente, Carla, foi Bruno Cancelinha, um dos representantes do Movimento Acampada, que tem estado por aqui todos os dias. Antes disso, dar-te ainda nota de que há presença policial já neste momento. Tem estado tudo calmo, mas agora há dois agentes a falar com os manifestantes. Ainda assim, não é perceptível qual será o assunto desta abordagem da polícia aos manifestantes. Ainda assim, creio que serão novamente avisos sobre as tendas, que lentamente têm aumentado. São agora 10 as tendas que estão ao redor da estátua de Dom Pedro IV. Entretanto, o porta-voz deste movimento, o Bruno Cancelinha, falou numa atitude que, por parte da polícia, até agora, tem sido bastante cordial, nomeadamente na questão das tendas.

Estamos aqui sem causar qualquer distúrbio às pessoas que aqui moram, porque aqui não mora muita gente. Portanto, a polícia também não tinha grande necessidade de intervir de alguma forma.

Foi Bruno Cancelinha, que nos contava que esta noite, mesmo assim, foi bastante calma. Esta é uma manifestação que será para continuar, mas agora vamos tentar perceber o que é que a Polícia de Segurança Pública está a falar e a dizer aos manifestantes. Vamos escutar.

Pronto, mas neste caso, foi como acabou de dizer, e bem, estiveram toda a noite no relento. Já aí não conseguiram descansar, haviam-se tentado salvaguardar para essa situação. Neste caso, agora, para nos manter e mantermos as coisas sempre como é dado, em segurança para todos, para vocês e para nós, a gente pede os tais 10 minutos. Da minha parte, se o senhor Comissário não se importar e também não me importa, de forma alguma, agora vamos tentar manter as coisas de forma ordeira, que é tudo que a gente quer. De forma ordeira e adequada.

É uma vitória. Agradeço o facto de não terem havido violências.

Vamos partilhar tudo desde o início.

Tendo ouvido o vosso comandante, não sei se é o vosso em específico, mas que o vosso comandante também defende que essas leis não deveriam existir. A polícia é contra certas leis que estão a arder, injustamente. Adorava, peço-vos, por favor, juntem-se à nossa causa.

Nós estamos a fazer a nossa missão de segurança. Nós temos uma missão, vocês estão numa parte da manifestação, nós temos a nossa missão de segurança e é para isso que estamos cá, para garantir a missão e a segurança de todos. O que a gente pede, de forma ordeira, como tem sido até agora e como esteve até agora, até às 19h30, para removerem as tendas e manterem-se de forma ordeira como têm se mantido, sem destruir patrimônio público. Bom dia.

Bom dia, desculpem, faz favor. O pedido, ou a ordem, ou esta comunicação, é enquadrado ao abrigo de que lei?

Situação que foi explicada anteriormente. Já foi determinado anteriormente, superiormente, pela situação das tendas. Já houve anteriormente nos outros dias, correto? A norma mantém-se exatamente a mesma para entrarmos na questão da desobediência, na parte criminal. Nós não queremos. Neste momento, a nossa conversa que estamos a ter com vocês e a explicar do que já foi, não queremos ir para a parte criminal, nem para as questões de desobediência. Estamos na parte de forma ordeira, como pessoas humanas.

Exatamente. Porque a questão é que a última vez que utilizaram essa desculpa que temos tirado as tendas, o artigo que foi utilizado é o artigo-

Refer-se a um horário da 00h30 às 06h30.

Não durante o dia.

Daí, elas voltaram a ser postas por isso mesmo.

O decreto lei 470/74, que é aquele que tem sido utilizado para pedir para nós retirarmos as tendas durante a noite, respeita um horário da 00h30 às 06h30.

E é mais uma vez a polícia a abordar os manifestantes, agora na tentativa de que retirem estas tendas, estas cerca de 10 tendas que foram começando a ser montadas por volta das 18h30. A polícia vem então pedir, mais uma vez, de forma pacífica, para que estas tendas sejam retiradas. Por agora, vamos tentar perceber se esse pedido vai ser novamente acatado pelos manifestantes.

Para já, esta indicação, acompanhada aqui em direto pela repórter Beatriz Félix. A polícia pede aos manifestantes que retirem as tendas. As tendas não estiveram à noite, foram sendo montadas esta manhã. Há cerca de 10 tendas nesta altura no Rossio, com este pedido da Polícia de Segurança Pública. No Porto, na Praça Dom João I, esta manhã está vazia. Os manifestantes desmobilizaram ontem à noite depois de algumas ações de apelo ao fim da crise na habitação.

O PS vai abster-se na votação do Orçamento do Estado para 2027. O anúncio foi feito ontem pelo porta-voz do partido, André Mó Caldas.

O PS vai viabilizar o documento na generalidade, como já tinha pré-anunciado o secretário-geral socialista. Esta foi, Vasco Maldonado Correia, uma decisão com consenso total.

A uma semana do debate do Orçamento do Estado, a posição do Partido Socialista está na mesma.

A Comissão Política Nacional do Partido Socialista mostrou hoje um grande consenso em torno da posição proposta pelo secretário-geral do partido, de transmitir ao grupo parlamentar o entendimento dos órgãos de que o sentido de voto do Partido Socialista no Orçamento do Estado para 2027 deve ser um voto abstentivo.

Anúncio feito pelo porta-voz do PS, André Moz Caldas, depois de uma reunião da Comissão Política Nacional, que trouxe unanimidade no rumo que está a ser seguido.

O sentimento global que resulta do conjunto das intervenções é de um consenso total em torno do sentido de voto que o partido vai ter no Parlamento.

A abstenção, reitera Moz Caldas, não mostra concordância com as políticas do governo. Acontece em nome de algo maior.

Temos a certeza que as portuguesas e os portugueses compreendem. Nenhum, ou muito poucos portugueses, entenderiam ser chamados a eleições mais uma vez, a meio ou a menos de meio de uma legislatura.

O que não quer dizer que mais lá pra frente, a postura não possa mudar.

Se o governo conseguir dar respostas aos problemas dos portugueses e criar condições para que se mantenha a possibilidade de o Partido Socialista convergir na viabilização dos orçamentos, muito bem. Isso pode não acontecer até o fim da legislatura e o Partido Socialista reserva-se, obviamente, a possibilidade de fazer essa avaliação a cada momento.

Noutros tempos, a abstenção do PS foi violenta, foi também exigente. E agora?

É uma abstenção não adjetivada.

Sem adjetivos, mas com unanimidade, o PS não garante a mesma postura na especialidade.

Vasco Maldonado Correia, que acompanhou a reunião desta noite da Comissão Política do Partido Socialista com o debate do Orçamento do Estado marcado para a próxima semana, dias 27 e 28. E na Cisjordânia, há um grupo de jovens radicais mascarados que ataca palestinianos, jornalistas e também diplomatas. São os chamados Jovens das Colinas, são judeus extremistas e vivem nos colonatos israelitas na região. Atacam, intimidam e expulsam os palestinianos que, por exemplo, fazem a apanha da azeitona na Cisjordânia. Na maior parte das vezes, o exército de Israel é o mero espectador. O enviado especial do Observador às legislativas israelitas, Pedro Jorge Castro, explica que há muitas centenas de jovens radicalizados que recebem até recursos do governo israelita.

Estamos a falar de cerca de 800 jovens radicalizados que vivem nestes colonatos ilegais, dos quais cerca de 300 são suspeitos de envolvimento em atos violentos. São jovens judeus ultranacionalistas e radicais. Eles acreditam que toda a terra histórica de Israel foi dada por Deus exclusivamente ao povo judeu. Eles desconfiam e rejeitam as instituições estatais de Israel, exceto, curiosamente, para receber ajudas materiais. O pretexto é para eles se protegerem e no fundo, para manifestarem o apoio à expansão e ao alargamento do território de Israel. Mas, na verdade, estes mesmos meios, este veículo todo-o-terreno e estes meios de vigilância, são utilizados por eles precisamente para estes ataques.

O jornalista Pedro Jorge Castro é o enviado do Observador a Israel para acompanhar as eleições no país, que estão marcadas para o próximo dia 27.

São agora 09h11, antes do Explicador, Carla, que outras notícias marcam esta manhã?

Pelo menos nove pessoas morreram e quase 60 ficaram feridas ontem na Ucrânia devido a uma vaga de ataques russos. Os dados foram divulgados hoje pelas autoridades. A imprensa ucraniana relata que foram atingidas infraestruturas médicas e de transporte em Kiev. Os ataques acontecem numa altura de tensão entre Ucrânia e Estados Unidos. E depois também de Moscovo ter recebido Steve Witkoff, o enviado especial na Casa Branca. Donald Trump diz que o fim da guerra nunca esteve tão próximo. Por cá, a Proteção Civil faz hoje uma avaliação ao dispositivo especial de combate a incêndios rurais. A sessão está marcada para esta tarde. Vai ser presidida pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.

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