Mali: 'Flávio Bolsonaro aposta em discurso anti-STF que une a direita'

José Roberto de Toledo concorda que a decisão de campanha passa por uma escolha: tentar reduzir desvantagens em segmentos onde o candidato perde ou ampliar a margem onde já tem vantagem. Para ele, a tendência, com "algumas exceções?" é priorizar o segundo caminho.
Claramente, a opção dos dois candidatos foi para aumentar a vantagem onde eles já têm vantagem. Eles estão abrindo mão de tentar diminuir a diferença onde eles perdem, com algumas exceções.
José Roberto de Toledo
Ao detalhar a lógica, Toledo afirma que os dados mostram diferenças grandes por sexo, idade e renda. Ele cita uma tabela do Datafolha na pesquisa estimulada e diz que Lula tem desempenho melhor entre mulheres, idosos e eleitores de menor renda, enquanto Flávio aparece mais forte entre os mais ricos.
Se a eleição fosse por faixa de renda, o Flávio estaria eleito, no primeiro turno, entre os mais ricos -- e rico no Brasil é cinco salários mínimos. E o Lula estaria eleito no primeiro turno entre os mais pobres -- que é até dois salários mínimos.
José Roberto de Toledo
Na avaliação do jornalista, a divisão é "muito clara" e tem traço de classe. Ele diz que Lula não pode ignorar o estado de São Paulo, onde perdeu em 2022 e tende a ficar atrás de novo nas pesquisas, mas aponta que a estratégia geral dos dois lados segue focada em reforçar bases já consolidadas.
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