Fumaça de queimadas impede pouso de voo em Itaituba, no Pará

O avião chegou a sobrevoar o aeroporto, mas precisou retornar à capital amazonense devido à baixa visibilidade.
Em comunicado, a companhia aérea confirmou que o voo foi afetado por condições meteorológicas adversas.
Os passageiros que embarcariam em Itaituba com destino a Manaus tiveram a viagem cancelada e foram reacomodados em voos previstos para o dia seguinte.
Segundo a Azul, os clientes receberiam assistência com hospedagem e alimentação.
Incêndio ameaçou moradias
Incêndio na floresta amazônica perto de Itaituba, no Pará — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
Moradores se mobilizaram para conter as chamas, que ameaçavam as casas da comunidade. O Corpo de Bombeiros foi acionado e atuou em conjunto com a população para controlar o incêndio.
Apesar de o foco ter ocorrido na zona rural, uma densa nuvem de fumaça se espalhou e atingiu diversas áreas urbanas de Itaituba. A fumaça afetou a qualidade do ar, prejudicou a visibilidade e dificultou a respiração dos moradores.
Justiça cobra esclarecimentos
A Justiça Federal deu prazo de dez dias para que a União, o Ibama e os governos do Amazonas e do Pará prestem esclarecimentos sobre as medidas adotadas para combater queimadas e incêndios florestais na Amazônia.
A decisão foi assinada na segunda-feira (12) pela juíza federal Mara Elisa Andrade, da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária do Amazonas.
A determinação ocorre no âmbito de uma ação popular que aponta possíveis falhas na atuação dos órgãos públicos durante a estiagem de 2026, entre os meses de julho e novembro.
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