Governo de MG declara luto oficial de três dias por morte de policiais militares em acidente aéreo

O tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, a tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e a tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida estavam na aeronave.
"Os militares estavam no exercício de suas funções institucionais as quais dedicaram suas trajetórias com compromisso, profissionalismo e espírito de serviço à população mineira. No momento, estavam em voo de treinamento periódico e obrigatório de rechecagem de habilitação, previsto no plano de treinamento operacional da PMMG", afirmou o Executivo, em nota.
O governador do estado, Mateus Simões (PSD), lamentou a morte dos militares, em publicação nas redes sociais.
"Recebo com profundo pesar o falecimento do tenente-coronel Silvestre e das tenentes Emilia e Alice, valorosos oficiais da nossa Polícia Militar, com quem tive o privilégio pessoal de conviver em sua atuação no Comando Aéreo do Estado. Minha solidariedade às famílias, amigos e à corporação", escreveu.
O governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), também se manifestou.
"Que Deus conforte os corações de todos que sofrem com essa tragédia", publicou.
O acidente
O avião decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, em direção ao Aeroporto Regional do Vale do Aço – o acidente ocorreu nas proximidades do terminal, em Santana do Paraíso, por volta das 16h.
A tripulação realizava um voo de recheque de habilitação. Esse tipo de operação faz parte dos procedimentos periódicos exigidos na atividade aeronáutica para manutenção das certificações e avaliação das condições operacionais dos pilotos.
A aeronave era utilizada em missões operacionais e também no transporte de órgãos para transplantes.
"É importante frisar que tratava-se de uma aeronave retrofitada, uma aeronave que sofreu toda manutenção e troca de equipamentos necessárias. [...] Nós não temos nenhum tipo de questão em relação à manutenção, que estava em dia, à retrofitagem, que estava em dia, e à habilitação dos pilotos, que estava em dia", afirmou o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da Polícia Militar de Minas Gerais.
Quem são as vítimas
Segundo a PM, o tenente-coronel Silvestre, que pilotava a aeronave no momento do acidente, tinha mais de cinco mil horas de voo e era o instrutor mais capacitado da corporação. O militar comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e estava na polícia havia mais de duas décadas. Natural de Belo Horizonte, ele tinha 49 anos e deixou a esposa e três filhos.
Também natural de BH, a tenente Gabriela Emília acumulava, em média, 300 horas de voo. Ela foi a primeira mulher na PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, em 2023.
Emília ingressou na corporação em 2017 e foi declarada oficial em 2019. Atuou como comandante de setor no 34º Batalhão e no Comando Tático Móvel, no 41º Batalhão, em Belo Horizonte, antes de se tornar pilota no Comave. A policial havia retornado da licença-maternidade recentemente. Aos 35 anos, ela deixou o marido e dois filhos pequenos.
A tenente Alice Almeida nasceu em Caratinga, na Região do Rio Doce, e tinha 34 anos. Era pilota e atuava na manutenção de aeronaves da PM. Segundo a corporação, ela também acumulava cerca de 300 horas de voo.
"A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo", lamentou o coronel Santiago.
Tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, tenente Alice dos Santos Almeida e tenente Gabriela Emília Soares Resende são as vítimas do acidente com o avião da PMMG no Vale do Aço — Foto: Reprodução/Redes sociais
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