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Friday, October 23, 2026

Como trabalha Eduardo Freeland? Veja perfil do novo executivo do Santa Cruz

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"Normal essa escolha", diz Danny Morais, sobre saída de Cristian de Souza do Santa Cruz

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Eduardo Freeland pelo Bahia — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

Eduardo Freeland, 45 anos, é formado em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e tem especializações na área de Gestão Esportiva, Scout e Análise e Psicologia do Esporte.

Antes de fazer a carreira no futebol profissional, deu os primeiros passos nas divisões de base. De 2008 a 2017, assumiu múltiplas funções no Botafogo. Foi gerente, coordenador técnico e até treinador. Em 2016, conquistou a taça de campeão brasileiro sub-20.

Em 2017, Freeland assumiu como diretor da base do Cruzeiro e tornou-se bicampeão brasileiro sub-20 com o time mineiro. Também levantou o troféu da Supercopa da modalidade.

De 2018 a 2021, esteve dessa vez atuando como gestor das divisões de base do Flamengo. No Ninho do Urubu, acumulou as conquistas dos brasileiros sub-20 e sub-17, da Supercopa sub-20 e sub-17 e da Copa do Brasil sub-17.

Herói da classificação do Palmeiras saiu do Santa Cruz como desconhecido

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Athletico (2025-2026)

O trabalho no time paranaense foi o último de Freeland antes de fechar com o Santa Cruz. O gestor foi contratado em junho do ano passado e demitido em março da atual temporada. O período em que o executivo esteve no CT do Caju não foi longevo - apenas nove meses -, mas visto como suficiente para colocar o Athletico de volta à elite do futebol nacional em 2026.

Segundo Nadja Mauad, especialista em notícias do Furacão no ge, Freeland soube conduzir o processo de reformulação do time entre o período de rebaixamento na Série A e retomada na Série B. Fruto de um ponto central nessa história, avalia a setorista: a parceria com o técnico Odair Hellman.

Eduardo Freeland fala sobre o planejamento do Athletico após acesso à Série A

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- Depois do rebaixamento, o presidente manda fazer uma limpa no time e a questão financeira pesa muito. Rodrigo Possebon é o encarregado de montar o time pra 2025, comandado na época pelo Maurício Barbieri, e traz jogadores que financeiramente não eram tão caros, mas que estavam longe de um perfil de um Atlético na Série B para fazer uma campanha para subir.

- O Atlético manda embora Possebon, Barbieri e traz Odair e Freeland com essa responsabilidade de buscar no mercado peças que fortalecessem. E aí tem algo que foi muito diferente: Odair e Freeland trabalharam muito juntos. Odair teve carta branca para indicar jogadores e eles formaram uma dupla bacana. Tanto que o clube traz Viveros, uma indicação do Odair, traz Terans, traz Speed Mendoza, traz Benavidez.

"Então, a grande missão do Freeland na época era observar esses atletas que também não fugissem tanto da realidade e que pudessem render para frente. Freeland deixou o Atlético nesse ano, mas esteve em um momento fundamental. Você pode olhar o time do Atlético e ver que os atletas trazidos por ele e Odair são todos titulares do clube na Série A praticamente."
  • Athletico com Freeland: eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil (2025), acesso à Série A de 2026 na segunda colocação e eliminação na semifinal do Estadual desse ano.

Avaí (2023-2025)

Filipe Mattos, Eduardo Freeland, Fabiano Perri, Roberto Braga e Luciano Kowalski — Foto: Fabiano Rateke/Avaí

Para o comentarista Chico Lins, do ge Santa Catarina, a passagem de Freeland pelo Avaí pode ser resumida em três atos: a permanência na Série B em 2023, o título estadual em 2025 e, sobretudo, as críticas em torno da montagem do elenco.

Mais uma vez, o trabalho do profissional esteve diante da necessidade de fazer reformulação quase que total em um clube. No caso do Avaí, não surtiu muito o efeito esperado: Eduardo Freeland não deixou saudades em Florianópolis, define o setorista.

Torcida do Avaí coloca faixa na Ressacada pela saída de Freeland — Foto: ge

- Freeland chegou no Avaí em junho de 2023 e o Avaí estava em 19º na Série B. Ele chegou com a missão de fazer uma reformulação no time para buscar a permanência. Trouxe o Barroca (técnico) e o Avaí conseguiu o objetivo. Em 2024, ele ficou marcado por montar o time com algumas contratações polêmicas. Ele fez contratos longos com jogadores acima de 30 anos e sem muito mercado. Foi o caso de Ronaldo Henrique, João Paulo e também Nathanael, que já estava no Avaí e renovou por dois anos - comenta.

- O contrato longo foi nocivo para o Avaí porque os jogadores foram embora. Alguns rescindiram ou buscaram seus direitos na Justiça. Isso ajudou o Avaí a estar nessa situação econômica ruim que se encontra nesse momento. Mas se por um lado ele ficou marcado por essas contratações erradas, teve o título estadual de 2025. Isso também faz parte do trabalho dele - pondera.

"Aqui em Florianópolis ele não deixou muita saudade porque eu acho que o saldo do que foi contratado contra o que foi gasto em contratações e os resultados esportivos não foram ideais", conclui.
  • Avaí com Freeland: permanência na Série B em 2023 (em 13º lugar), eliminado nas semifinais do Estadual (2024), quinto lugar na Série B (2024), campeão estadual (2025) e nono lugar na Série B (2025).

Bahia (2022)

Freeland explica decisões polêmicas, celebra acesso e avalia futuro no Bahia com o City

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Freeland assumiu o departamento de futebol do Bahia após o rebaixamento do time à Série B e deu conta do recado ao fim daquela temporada. O Esquadrão vivia a transição para o controle da SAF do Grupo City e, à época, tinha no meia-atacante Ricardo Goulart um dos seus principais nomes.

Para Rafael Teles, setorista do clube no ge, o dirigente fez um trabalho "pontual" em 2022 e cumpriu com o principal objetivo da equipe, o retorno à Série A. O jornalista conta que Freeland lidou com limitações financeiras para montar o elenco e define a passagem do profissional da seguinte forma:

Marcinho (direita) é apresentado ao lado de Eduardo Freeland, diretor de futebol do Bahia — Foto: Rafael Machaddo/ EC Bahia

"Foi o último Bahia antes do Grupo City, então ele trabalhou com uma realidade bem diferente da atual. Era um clube com limitações financeiras. Ele fica menos de um ano aqui no Bahia, é um trabalho bem pontual. Ele encontra um time que tinha acabado de ser rebaixado e recebe a missão de montar o elenco para jogar a Série B e subir. E ele dá conta dessa missão".

- Dá para falar que ele também não teve muito apego aos treinadores. Foram três durante uma Série B que o Bahia nunca saiu do G-4 (Guto Ferreira, Enderson Moreira e Eduardo Barroca). Ele era o diretor quando o Bahia contratou Marcinho (ex- Botafogo, que atropelou e matou duas pessoas no RJ). Então ele tem esse perfil de não ter medo de tomar decisões. Mesmo polêmicas ou controversas - encerra.

  • Bahia com Freeland: eliminado na fase de grupos do Estadual e da Copa do Nordeste, eliminado nas oitavas de final para o Athletico- na Copa do Brasil e acesso à Série A na terceira colocação.

Botafogo (2021-2022)

Eduardo Freeland detalha o tipo de jogador que o Botafogo busca no mercado: "Queremos elevar o nível técnico da nossa equipe"

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Depois de passagem nas categorias de base de Flamengo, Cruzeiro e no próprio Botafogo, Freeland teve, em General Severiano, a primeira oportunidade enquanto gestor do profissional. Sergio Santana, setorista do clube carioca de 2017 a 2024, traz contexto à chegada do executivo ao Alvinegro, pondo em perspectiva o cenário de "terra destruída" encontrada pelo dirigente.

- Freeland chega num Botafogo completamente destroçado. O Botafogo vinha da pior campanha da sua história no Campeonato Brasileiro e mais do que os resultados em campo, era um time que tinha pouquíssimo dinheiro para contratar, pouquíssima ambição e boa parte da torcida tinha largado o time de mão. Era um cenário de terra destruída - descreve Santana, que acrescenta:

"Então, eu diria que o principal ponto do Freeland, a principal qualidade da passagem do Freeland pelo Botafogo não foi nem a questão de buscar jogador, contratar, scout, essas coisas, foi mesmo a gestão de elenco, a gestão interna. No sentido de contratações não foi perfeito. Muitos jogadores saíram, muitos jogadores entraram, e o Botafogo foi corrigindo a rota durante um ano".

John Textor Eduardo Freeland Botafogo — Foto: Vitor Silva/Botafogo

O jornalista do ge, entretanto, valoriza a capacidade de Freeland de ter "dominado a bola no peito e sair jogando" ao mencionar o sucesso do diretor, ainda no início da carreira, em conduzir o vestiário do Botafogo. Ao mesmo tempo, faz o contraponto ao mencionar que algumas decisões "impopulares" tomadas pelo profissional causaram divergências internas em uma ala da diretoria.

- Mesmo sendo, naquela época, uma pessoa nova nessa função, ele foi aquele cara que dominou a bola no peito e saiu jogando. Tirou quem tinha que tirar, trouxe quem tinha que trazer e o trabalho foi sempre pautado nisso. Em honestidade, se ele tinha que cortar alguém que foi importante para o clube em anos anteriores, só que não estava entregando, ele fazia - resgata Sérgio Santana.

"Então, ele tomava decisões impopulares e nem sempre falou a mesma língua que todos os dirigentes do Botafogo. Isso acaba sendo uma consequência da postura dele, o que faz parte. O Botafogo sobe muito tranquilo em 2021, embora a campanha não tenha sido perfeita", finaliza.

Freeland, sobre situação do Botafogo: "A gente não tá rico, mas tá bem perto de ficar um clube rico"

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Marcelo Chamusca iniciou a temporada como técnico de Freeland, depois terminou demitido. Enderson Moreira assumiu o posto, liderando a arrancada alvinegra na Série B. Em fevereiro de 2022, com a transição para a SAF e a chegada de André Mazzuco, Freeland foi remanejado para coordenar as categorias de base alvinegras. Em março, acertou com o Bahia.

  • Botafogo com Freeland: eliminado na fase de grupos da Taça Guanaraba e vice-campeão da Taça Rio, eliminado na 2ª fase da Copa do Brasil e acesso à Série A com o título de campeão da Série B.

Assista: tudo sobre o Santa Cruz no ge, na Globo e no sportv

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