Gilmar critica quebra de sigilo feita por Mendonça: 'Recortes de diálogos'

O que hoje se franqueia aos demais Ministros são recortes de diálogos selecionados no relatório produzido por ordem do Relator, escolhidos entre várias outras conversas que não foram transcritas no referido documento. Gilmar Mendes
Gilmar ressaltou que o acesso ao material ficaria restrito. Segundo o ministro, os dados extraídos do celular de Vorcaro não devem ser divulgados e permaneceriam disponíveis apenas para acesso interno do gabinete. "Sobre o alegado risco para o êxito das investigações, suscitado pelo eminente ministro André Mendonça, registro que não se cogita de qualquer levantamento de sigilo", afirmou.
Ministros pressionam pela liberação do material antes do julgamento sobre Moraes. Na terça-feira, o plenário do STF começa a analisar a eventual abertura de investigação contra o ministro. Além de Gilmar, Cristiano Zanin e Moraes também já pediram acesso aos dados do celular.
Entenda o caso
Na começo do mês, Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF que mostra a relação entre Moraes e Vorcaro, elaborado a partir de mensagens obtidas no celular do banqueiro. Em novembro de 2025, o empresário consultou Moraes sobre o risco de prisão e a possibilidade de deixar o Brasil. "Acha que segunda já tenho que estar fora?", escreveu. O documento também expôs os contratos milionários do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF.
Mendonça afirmou que não está com o aparelho e que recebeu apenas uma cópia de segurança dos dados extraídos pela PF. Segundo ele, o material está em um HD criptografado, dentro de envelope lacrado e "intocado". O ministro disse que os documentos servem apenas como contraprova a ser utilizada em caso de necessidade, como perda ou extravio do material original.
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