Protestos em França: 375 escolas afetadas esta quinta-feira

Os protestos continuam esta quinta-feira em várias cidades de França. Apesar das medidas anunciadas pelo Governo, incluindo o reforço do orçamento para a Educação, os estudantes e professores voltaram às ruas e, de acordo com os dados provisórios divulgados esta quinta-feira pelo Ministério da Educação, há aulas “total ou parcialmente suspensas” em 375 estabelecimentos de ensino do país.
Deste número, noticia o Le Figaro, 224 estão totalmente encerrados e 151 funcionam parcialmente. O ministério sublinha que 94% dos estabelecimentos do país estão abertos, total ou parcialmente, e que o número de escolas afetadas diminuiu 30% face a quarta-feira.
Os movimentos estudantis tinham apelado à continuação dos protestos depois da mobilização de terça-feira, que levou entre 266 mil e 450 mil pessoas às ruas em todo o país. A União Estudantil pediu para que esta quinta-feira se fizessem concentrações junto às câmaras municipais da região de Île-de-France entre as 12h00 e as 14h00 locais.
O Governo procura entretanto reduzir a tensão através do diálogo. O ministro da Educação, Édouard Geffray, recebe esta quinta-feira, às 15h00 (14h00 em Lisboa), as três principais associações de estudantes do ensino secundário, numa reunião que contará também com a presença de Philippe Baptiste, ministro encarregado do Ensino Superior e Investigação. O encontro tinha sido prometido pelo executivo na semana passada.
[Pela primeira vez em doze anos, Annie regressa finalmente a Lisboa. A revolução está nas ruas e Fernando Silva Pais está preso em Caxias. A filha vai fazer tudo para o tentar libertar, mas também vai aproveitar para festejar — e não só. Já pode ouvir “Uma ‘deusa’ no 25 de Abril”, o quarto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]
Em Paris, as forças de segurança tentaram dispersar um grupo de jovens representantes da Liga dos Direitos Humanos e da Federação dos Conselhos de Pais de Alunos. Os agentes retiraram ainda caixotes do lixo que tinham sido colocados no meio da estrada nas proximidades da Praça da Nação.
Ce matin, l’Institut catholique de Paris, «La Catho», est bloqué par une trentaine de personnes. Sur les trottoirs, beaucoup d’élèves confus. «Je pensais pas que ça arriverait ici !» «Il n’y a pas cours aujourd’hui», annonce un membre du personnel devant une autre porte. pic.twitter.com/pMg3CZxcqT
— Jean-Baptiste Semerdjian (@JBSemerdjian) October 8, 2026
Também há manifestações noutras cidades, relata o Le Monde. Em Nantes, estudantes do ensino secundário, universitários e representantes sindicais concentraram-se junto ao Miroir d’eau, em frente ao Castelo dos Duques da Bretanha. Em Bordéus, centenas de estudantes reuniram-se na Praça da Vitória, embora em número significativamente inferior ao registado nos dias anteriores. Representantes da CNT, CGT, FSU e FO (principais organizações sindicais de França) também estiveram presentes. Durante a concentração, um estudante agradeceu a presença dos sindicatos, mas fez questão de sublinhar: “Queremos recordar que os estudantes do ensino secundário são independentes”.
Colère des lycéens: un cortège s'élance à Nantes pic.twitter.com/mHKBjsavCB
— BFM (@BFMTV) October 8, 2026
???? Mobilisation des lycéens : manifestation prévue à 10h à Bron, plusieurs lycées lyonnais bloqués dont Edouard-Herriot à Lyon 6e
Suivez avec nous la situation en direct ➡️ https://t.co/ro61VlIx4Z#Lyon #lycéens pic.twitter.com/qdzNhIJgaX— Le Progrès Lyon (@leprogreslyon) October 8, 2026
Na região de Lyon, a mobilização concentra-se sobretudo nos estabelecimentos de ensino das periferias, considerados pelos professores como muito afetados pela falta de recursos. A manifestação desta quinta-feira começou em Bron, nos arredores da cidade. “Vemos a situação a degradar-se há dez anos, estamos na primeira linha. Os bairros populares são os primeiros a sofrer com a falta de pessoal”, afirmou Patrick Samzun, professor no liceu Marcel Sembat, em Vénissieux.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.