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Thursday, October 22, 2026

Isto nunca foi sobre habitação

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Parece ser tema central e único do debate televisivo, mas a habitação, sendo um problema de máxima importância e uma da esfera que menor resposta teve na última década, nada mais é do que um engodo para a verdadeira batalha que se vive nos acampamentos ilegais nas praças centrais das duas maiores cidades. A batalha da hipocrisia e da sobrevivência de um extrema esquerda perdida, despida de relevância eleitoral, mas que nessa onde de desespero se tornou cada vez mais selvagem e errática.

Olhamos para os vários manifestantes e percebemos o óbvio – o tema de capa è a habitação, mas o carácter de protestante profissional, que facilmente se identifica na mescla de temáticas e gritos dos mesmos, seja pela Palestina, pelo ódio ao capitalismo, pelas palavras de ordem contra a direita, os senhorios, e no fundo tudo e o seu contrário, em suma um protesto pautado por um desequilíbrio e ódio perante tudo aquilo do qual beneficiam. Sim, os anticapitalistas, que orgulhosamente o gritam aos sete ventos, são os mesmos que confortavelmente beneficiam desse sistema, e sim, os que proclamam um ódio ao modo de vida ocidental e o pretendem destruir utilizando qualquer tema como causa são os mesmo que tiram fruto da segurança de viver num país, que felizmente se afasta dos seus modelos de eleição onde um acampamento resultaria em consequências trágicas.

Mas a hipocrisia desta extrema esquerda parte da sua essência burguesa. Afinal, olhemos para o topo da sua mesma hierarquia, com nomes como Catarina Martins, proprietária de vários imóveis, Ricardo Robles que detinha alojamentos locais e beneficiava da malvada especulação, a porta-voz do PSOE em Espanha, que detém empresas no Panamá (para fugir aos impostos) e que detinha inúmeras propriedades em Espanha, inclusive despejando inquilinos, ou até mesmo o maior exemplo, o PCP, que detém centenas de imóveis avaliados em milhões de euros, só comparável com a partida mais ambiciosa e bem jogada do Monopólio. Todos estes exemplos compravam o óbvio: no mar dos slogans feitos, do provocar da agitação e tentativa de acender um rastilho social, que lhe dê nas ruas a relevância que a esmagadora maioria dos cidadãos lhes retirou nas urnas, esconde-se a sua própria essência hipócrita, que manipula os pobres de espírito crítico como pequenas marionetas das suas ações e vontades perversas contra as bases fundamentais das nossas sociedades.

As forças de segurança são o pilar da ordem e do cumprimento da lei, são por isso um dos alvos principais deste exército de pupilos cuja lavagem cerebral lhes fechou os horizontes do óbvio, e que os leva a provocar, a causar tumultos e a procurar a vitimização como via de descredibilização das forças de segurança e limitação da sua ação. Num esforço conjunto da extrema-esquerda e das suas respetivas associações e braços armados, a polícia perde credibilidade e liberdade de fazer cumprir a lei e assegurar a ordem, tudo isto enquanto a comunicação social alimenta a narrativa e encurrala a polícia no terreno minado do alcance mediático e manipulação da opinião pública.

Pior, uma ação legítima, proporcional e correta da polícia, após vários avisos face a uma ocupação ilegal e não licenciada da via pública, inclusivamente após dias de abuso consciente dos ditos manifestantes, que rapidamente se demonstraram como arruaceiros a incendiar caixotes e vandalizar estátuas, foi alvo de análises tendenciosas e tentativas de distorção e diabolização da polícia, numa total distorção da verdadeira essência de uma sociedade equilibrada, que deve em primeira instância confiar e não desconfiar da autoridade e legitimidade das forças de segurança.

No meio de tanta lama de enganos, mentiras, hipocrisia e num clima de raivas e ódios irracionais de marionetas protestantes ao serviço de uma missão de destruição da nossa sociedade e forma de vida ocidental, a verdade, a história e os factos são secundários. Saberão estes manifestantes que os mesmos partidos dessa mesma extrema-esquerda são, tal como o Partido Socialista, responsáveis pelo desprezo das políticas de habitação? Pelo desinvestimento? Pela entrada massiva de imigrantes que pressionaram todo o mercado imobiliário? Ou acham que a entrada de mais de um milhão de pessoas não entra num clima concorrencial que afeta a oferta e procura? De que vale gritar até os pulmões não aguentarem, com uma bandeira da palestina na mão e um iphone na outra, que o capitalismo é um cancro, quando a própria responsabilidade do problema que fingem se importar é dos mesmos que os financiam para fazer as tristes figuras que assistimos na televisão?

Fica claro no final de tudo. Quando a extrema esquerda se sente ameaçada, ela ataca, não diretamente, por cobardia, mas com recursos a marionetas, inconscientes do seu descartável propósito de ataque àquilo do qual beneficiam, escondendo a hipocrisia dos seus mestres, que continuam a encher os bolsos e a levar a cabo a sua agenda de destruição da própria democracia.

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