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Friday, September 25, 2026

7h. Combustíveis. Marcha lenta junta 400 camiões

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21 graus. Bom dia, notícias às 19h na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. Começa daqui a meia hora uma marcha lenta de caminhões que deve afetar três autoestradas, incluindo a A1. Os caminhistas protestam contra o aumento do preço dos combustíveis.

A iniciativa é organizada por empresários dos setores da extração de materiais, terraplanagem, escavação e transporte de terras. Estão previstos mais de 400 veículos. A marcha começa logo à entrada de Lordelo, da A42, segue pela A41 e depois A1, Autoestrada do Norte, no sentido norte-sul, até Coimbra. À Rádio Observador, o advogado Miguel Machado Mendes, o representante da organização deste movimento Marcha Lenta, diz que o facto dos apoios do governo não englobarem os setores em protesto, serviu como um fator extra de motivação para participar nesta marcha lenta.

O facto de na semana anterior ter sido comunicado um apoio para o setor dos transportes, deixando órfão esse setor, acaba por ser o dínamo que propiciou que estas pessoas se manifestassem. Nós efetivamente vamos ver caminhões na rua. Mas é bom notar que estes caminhões não são caminhões que fazem transportes de mercadorias que estão abrangidas pelas medidas do governo.

Miguel Machado Mendes é um dos organizadores do movimento Marcha Lenta. Em Lordelo, no ponto de partida deste protesto, está já o repórter Miguel Pinheiro Correia. Bom dia, Miguel. Ainda falta meia hora para o início marcado deste protesto. Pergunto se já há muitos caminhonistas por aí.

Apesar de faltar meia hora, já há muitos caminhonistas, tanto aqui neste ponto onde me encontro, numa rotunda perto do acesso à A42, como também noutra rotunda um bocadinho afastada daqui, mas também noutro acesso à mesma autoestrada. Há vários caminhonistas, muitos caminhões parados, tanto num lado como no outro, e os caminhistas vão-se preparando. Há pouco, no outro ponto de encontro, não neste onde me encontro, havia muitos caminhistas já a abastecer os caminhões e também a protestar ou a reclamar com os preços. E comigo eu tenho aqui Frederico Maciel, dono de uma empresa, que se sente também afetado com esta subida de preço e por isso é que também está aqui hoje a protestar.

Sim, obviamente. Estamos aqui para reivindicar ajudas na mesma medida que existe na outras empresas transportadoras, por exemplo, empresas transportadoras internacional, que façam TIR, que tenham conjuntos a partir de 35 toneladas, têm direito a gasóleo profissional. E nós, enquanto, não diretamente a empresa de terraplanagem, mas uma empresa de reciclagem, que vive também um bocado os mesmos problemas que estas empresas que estão aqui, temos carros de 19, 26, 32 toneladas, não estão abrangidas por esses pontos.

E sentem que não há esse acompanhamento para todas as áreas como a vossa.

Exatamente. Para além disso, também neste setor em concreto, existem muitas máquinas pesadas a consumir muitos milhares de litros por dia, em que estão a gastar gasóleo rodoviário, em que também não existe qualquer tipo de apoio. E aqui também fazemos um apelo a que seja criado um gasóleo industrial para máquinas que não vão, por exemplo, para a via pública. Isto pode-se aplicar, por exemplo, em empresas de terraplanagem, empresas de venda de materiais de construção, etc. Um gasóleo que possa ao menos ajudar aqui a economia.

É uma das medidas concretas que exigem estes caminhistas. Aqui Frederico Maciel, dono de uma empresa, e que neste caso, não sendo exatamente deste subsetor, também é afetado pelo aumento do preço dos combustíveis e por isso, tanto ele como muitos outros caminhistas reúnem-se aqui prontos para daqui a sensivelmente meia hora, partir nessa marcha lenta que promete condicionar pelo menos estas três autoestradas e afetar o trânsito durante a manhã.

É um protesto que vai ser acompanhado em direto pelo Miguel Pinheiro Correia. Um protesto que, como dizíamos, deve começar dentro de 30 minutos, também em protesto contra o impacto do aumento dos combustíveis. Cerca de 30 empresas de transportes de mercadorias reúnem-se hoje para discutirem medidas de luta.

O primeiro-ministro também falou sobre a escalada do preço dos combustíveis. Foi na Assembleia Geral das Nações Unidas. Luís Montenegro apela ao fim daquilo que descreve como o "masoquismo coletivo", que considera estar a causar a subida dos preços.

O chefe do governo português pede um esforço coletivo para acabar com a guerra no Irão e reabrir definitivamente o Estreito de Ormuz. Luís Montenegro repete a ideia de que esta é uma crise que não faz sentido.

Esta é uma crise insensata, porque é má para todos. E nós temos de acabar com esta espécie de masoquismo coletivo. E temos de o fazer rapidamente para encerrar este capítulo, que é um capítulo que gera um prejuízo para todos. Todos temos o dever de aprender com as lições da crise dos anos 70 e evitar o que então aconteceu. Seremos também todos julgados pela forma como formos capazes de lidar com este desafio.

Luís Montenegro, que propõe também uma reflexão sobre o mecanismo do preço de criação do petróleo. Noutros assuntos, apelou ao fim da tragédia humanitária no Médio Oriente e insistiu ser necessário caminhar para uma solução da coexistência de dois Estados, Israel e Palestina. O primeiro-ministro, que discursou numa sala quase vazia, isto porque a intervenção anterior foi a de Benjamin Netanyahu. O discurso do primeiro-ministro israelita foi recebido com muitos protestos dentro e fora da sede.Das Nações Unidas.

Mário Centeno não fecha a porta a um futuro regresso à política, mas para já, o ex-ministro das Finanças afirma que esse regresso não está nos planos.

Em entrevista ao Expresso, o antigo ministro e ex-governador do Banco de Portugal diz que não gosta da palavra nunca e admite que o futuro pode trazer outros caminhos. Para já, afirma que está focado na academia e nas intervenções públicas de partilha de conhecimento, mas não afasta um regresso à vida política ativa e diz que procura um equilíbrio.

Tão mal faz ao Estado quem o despreza ou desmantela, como quem abusa dele. Nós não podemos abusar do Estado. O Estado não chega para tudo o que objetivamente nós, quase todos, gostaríamos que ele nos desse. E é esse equilíbrio e essa fusão que eu trago.

Mário Centeno, num excerto da entrevista ao jornal Expresso, mesmo sem ser filiado no Partido Socialista, Centeno assume-se de esquerda, acredita que o PS pode recuperar, desde que apresente propostas credíveis e que não rompa com o passado. Mário Centeno deixa ainda um recado ao líder José Luís Carneiro. Diz que deve preparar uma alternativa de forma discreta, coerente e com muita paciência.

E Carla, neste momento há dois incêndios ativos em Portugal. O incêndio que mobiliza mais meios é o de Odemira, distrito de Beja.

Estão no combate 400 operacionais e cerca de 150 veículos. Dois bombeiros ficaram feridos num despiste durante o combate a um incêndio, como avança à Rádio Observador o comandante da Proteção Civil, Paulo Santos.

O incêndio mais preocupante é o de Nave Redonda, no Conselho de Odemira. Isto porque o incêndio desenvolve-se com várias frentes, ainda sem possibilidade de ser dominado. Há a registar o despiste do veículo florestal de combate a incêndios do Corpo de Bombeiros de Portimão, do qual resultaram dois feridos leves.

O comandante Paulo Santos, operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, destaca também para o incêndio em Resende, no distrito de Viseu. Estão no terreno mais de 200 bombeiros, cerca de 60 viaturas. Também aqui uma bombeira ficou ferida com gravidade durante o combate às chamas.

Emmanuel Macron nega que a CIA tenha alertado França para um possível ataque da Rússia com drones na Europa. Ainda assim, o presidente francês admite um escalar de tensão no espaço europeu face à ameaça russa.

A notícia foi avançada ontem pelo jornal El Mundo. A Rússia estará a preparar um ataque contra Espanha, França e Itália com drones lançados a partir do Mediterrâneo. Emmanuel Macron desmente e garante que os serviços secretos franceses não receberam qualquer aviso da agência norte-americana. Ainda assim, o chefe de Estado admite que as tensões estão a aumentar na Europa.

Podemos desmentir essa informação. A CIA não informou os serviços franceses sobre tal ataque, e o ministro da Defesa italiano também não. Por isso, quanto a isso, posso dizer-vos que não. Por outro lado, sim, há uma situação em que a tensão está a aumentar, o que é preocupante, evidentemente, para a Ucrânia, que se encontra em guerra direta com a Rússia, e também para nós europeus, porque especialmente nas últimas semanas, os atos hostis têm se multiplicado um pouco por toda a Europa.

O presidente francês Emmanuel Macron, numa entrevista, a negar que a CIA tenha alertado França para um possível ataque russo com drones na Europa. Emmanuel Macron admite, ainda assim, que França pode vir a ser alvo de um ataque do tipo. Lembra o recente ataque com drone contra o aeroporto de Leipzig, na Alemanha.

O tenente-general Marcos Serronha admite que Portugal também pode vir a estar na lista de alvos da Rússia. Fala numa ameaça credível e pede aos aliados europeus para que estejam atentos.

O tenente-general explica que a Rússia tem poder para levar a cabo um ataque deste gênero contra outros países europeus. Questionado sobre se Portugal também pode estar em risco, Marcos Serronha explica que qualquer país que apoie a Ucrânia pode vir a ser um alvo da Rússia.

Embora não sejamos, como sabemos, dos maiores doadores e fornecedores de dinheiro, embora tenhamos dado o nosso contributo, naturalmente, temos infraestruturas críticas, nomeadamente na questão da produção dos equipamentos militares, que possam ser alvo de algum tipo de ação dessa natureza. Não podemos descartar isso e temos que perceber também uma coisa. Um eventual ataque da Rússia à Espanha podia não ser feito diretamente a partir de águas que estão nas imediações do território espanhol. A Rússia pode utilizar trajetórias onde sabe que há menos possibilidade dos seus drones serem atingidos ou detetados. E isso leva-nos a pensar que Portugal poderá ser uma das vias, caso a Rússia pretendesse fazer isso.

O tenente-general Marcos Serronha, na História do Dia, recusa ainda assim alarmismos e pede atenção aos aliados europeus.

Este é o tema em destaque a esta hora no site do Observador. A História do Dia já está disponível na íntegra em podcast. A Seleção Nacional venceu o País de Gales por 1x0, em jogo a contar para a Liga das Nações. Foi na estreia de Jorge Jesus.

A equipa portuguesa marcou o único gol da partida à passagem do minuto 22, com João Félix. No final do encontro, Jorge Jesus afirma que o segredo do triunfo esteve no trabalho defensivo.

Como é óbvio, o resultado é sempre importante, porque toda gente faz análise pelo resultado. E eu faço análise pelo resultado, que foi importante, mas faço também uma análise, mesmo que não ganhasse, pela organização defensiva da equipa. Reparem, a gente jogou contra Gales, fez-nos um remate no gol. Um remate no gol. A equipa defensivamente conseguiu segurar esta vitória. Foi a equipa defensivamente que conseguiu segurar esta vitória.

Já o autor do único gol da partida, João Félix, admite que a exibição foi melhor que o resultado final.

A situação foi muito boa para o primeiro jogo, para dois dias de treino com o míser. Simular as ideias todas não é fácil Acho que, de modo geral, fizemos um grande jogo. Uma seleção que também não era fácil, mas soubemos controlar, soubemos pressionar, controlamos o jogo, acho que não os deixamos respirar. Inclusive, criamos inúmeras oportunidades. Não fizemos mais porque não calhou. Foi 1 x 0, mas acho que poderiam ter sido dois, três ou quatro. Mas, de modo geral, estou muito contente com a exibição e acho que todos estão.

Portugal soma assim os primeiros três pontos na Liga das Nações. A seleção volta a jogar domingo com a Noruega.

São 7h12, Carla, que outras notícias marcam esta manhã de sexta-feira?

O número de vistos gold em Portugal bateu um recorde no ano passado. O jornal Público cita os dados do relatório anual da AIMA. Foram concedidas 2685 autorizações de residência por investimento em 2025. Pelo quarto ano consecutivo, os cidadãos dos Estados Unidos lideram a tabela dos vistos gold. Seguem-se Reino Unido, Turquia e Índia. O PCP entrega hoje ao governo uma petição contra a linha circular do metro de Lisboa. Os comunistas defendem, em alternativa, a linha em laço. A petição reúne mais de 4 mil assinaturas. Esta solução em laço propõe unir a linha amarela e a linha verde numa linha única, contínua, com terminais em Odivelas e Telheiras. Já a linha circular pretende ligar a estação do Rato ao Cais do Sodré, com duas novas estações, Estrela e Santos. O Papa Leão XIV começa hoje uma visita de quatro dias a França. É a primeira visita de um papa a França desde Bento XVI, em 2008. Esta visita deve abordar uma série de temas, como a luta contra os abusos sexuais na Igreja, a inteligência artificial, a crise migratória, a defesa da vida e também a paz na Europa. E agora, uma música fresquinha.

Tudo a abanar a cabeça ao som dos U2.

É, dos U2. É óbvio.

Estão de regresso.

E não é um regresso qualquer. A banda irlandesa está a assinalar os 50 anos. Reparem, jovens.

Ai, ai.

Os jovens, mas começaram muito cedo.

É isso.

E com um novo disco.

Eu já tinha uns 15.

Mais ou menos. A segunda música do álbum foi lançada ontem e é esta, e creio que conseguiram ouvir. Chama-se "Silêncio".

E é mesmo assim, em português.

Em português.

Aliás, o próprio álbum também vai ter este nome, não é?

Também vai ter o nome em português, "Carnaval de Luz".

É isso.

Com inspiração no Brasil. Vai ser lançado a 13 de novembro, mas já está em pré-venda, já pode ser ouvido, pelo menos estas duas já estão disponíveis, e promete novidades, nomeadamente uma colaboração póstuma com Dolly Parton.

Estou curiosa para ver o resultado. Bono Vox e Dolly Parton.

Mas gravaram antes, talvez. Não, podia ser inteligência artificial e essas coisas.

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