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Monday, October 12, 2026

OE. Pior cenário pode levar a perdas de milhões de euros

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Abrimos agora a conferência de imprensa na Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou Teresa Freira, a edição de hoje é da jornalista Maria Miguel Marques. Bom dia, Maria.

Bom dia, Teresa.

Começamos pelo Jornal de Notícias. Em destaque na capa, lê-se que o Governo prevê uma perda de € 2 milhões num cenário em que a economia piora.

É uma fatura pesada que o Jornal de Notícias afirma estar escondida nas letras pequenas do Orçamento de Estado. As contas feitas pelo JN focam a possibilidade de uma travagem no consumo, com o aumento do custo de vida e menos investimento devido ao fim do programa de recuperação e resiliência. São menos 2043 milhões de euros a menos de produção que estão em causa, acompanhados de uma subida inesperada das taxas de juro, tal como aconteceu já este ano, um cenário que pode agravar o saldo das contas públicas em aproximadamente 1703 milhões de euros e assim desaparece o excedente de 0,1% anunciado pelo Ministro das Finanças.

Olhemos para o caso das gémeas, que é destaque na capa do Correio da Manhã.

Isto porque o presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo, também foi apanhado pela investigação. Em causa estará uma cunha no Hospital de Santa Maria. De acordo com e-mails que constam neste processo, Rui Santos Ivo pediu ao ex-presidente do Conselho de Administração deste hospital e ao então diretor clínico, se podiam ver uma situação que lhes encaminhava. Em causa estava um pedido feito relativamente à irmã de uma mulher a quem tinha sido diagnosticado um cancro.

Olhemos agora para a capa do jornal Público, que avança que cerca de 40% das Câmaras Municipais que não têm maioria absoluta, têm acordos com a oposição.

Das 75 câmaras municipais que saíram das últimas eleições autárquicas sem maioria absoluta, pelo menos 47 continuam a governar em minoria, enquanto as restantes 28 conseguiram fazer acordos de governação. De acordo com um levantamento feito pelo Público, 63% dos executivos que começaram o mandato em minoria continuam dependentes de negociações com a oposição para aprovar propostas. As restantes 28 autarquias encontraram soluções que lhes permitiram formar uma maioria. Entretanto, o debate sobre uma eventual alteração à lei eleitoral autárquica, que garanta a força vencedora condições de maioria no Executivo, começa a ganhar peso.

Passamos agora à imprensa internacional. O El País destaca Ceuta. O jornal espanhol revela que no dia da chegada de milhares de migrantes vindos de Marrocos, uma fragata de navios de guerra marroquinos invadiu as águas da Cidade Autónoma.

Pelo menos uma fragata e várias lanchas de patrulha da Marinha Real Marroquina navegaram sem autorização pelas águas territoriais espanholas nos dias 30 e 31 de julho. Segundo as fontes consultadas pelo El País, não se tratou de um mero trânsito ou de uma entrada acidental, mas sim de uma violação intencional e reiterada das águas territoriais, para a qual existem poucos precedentes. As incursões navais marroquinas continuaram nos primeiros dias de agosto, numa altura de tensões crescentes, e quase resultaram numa colisão entre os navios militares dos dois países.

A semanas da segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, enfrentamos a capa do jornal Estado de São Paulo, o relator no TSE mantém o canal Exército do Lula no WhatsApp.

O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral e manteve no ar o canal de apoio ao presidente. O presidente do TSE tinha afirmado que este canal transmitia a milhões de pessoas sob comando único, conteúdos que o tribunal reconheceu como inverídicos. O corregedor, porém, considerou que as provas apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro eram insuficientes para justificar a suspensão integral deste canal.

Estão vistos os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Maria Miguel Marques. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.

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