Após derrota, Augusto Cury diz que seguirá defendendo pacificação política

Ao comentar o resultado, Cury disse que tentou manter coerência com as próprias convicções durante a disputa. "Ao longo de toda esta caminhada, procurei ser fiel à minha consciência. Quem trai aquilo em que acredita contrai uma dívida impagável consigo mesmo, e nenhum cargo, nenhum poder e nenhuma vitória conseguem silenciar essa acusação interna", declarou.
O escritor também afirmou que vai continuar defendendo a pacificação do debate político. "Quero pacificar este país. Quero que um conservador consiga ouvir um progressista sem odiá-lo; que um progressista consiga conversar com um conservador sem desumanizá-lo; que possamos criticar ideias sem destruir pessoas", disse.
Propostas citadas no pronunciamento
Ao falar sobre os próximos passos, Cury retomou pontos do plano de governo que disse ter apresentado durante a campanha. Entre eles, defendeu o fim da reeleição presidencial, mandato de oito anos para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e a adoção do semipresidencialismo.
Ao encerrar, ele disse que pretende manter a atuação política e social após a eleição. "Eu plantei sementes de pacificação e de coragem. Convidei especialistas do mais alto nível, políticos sem histórico de corrupção e gestores notáveis para dirigir esta nação tão fragmentada e radicalmente polarizada. Espero que essas sementes germinem nos próximos anos e décadas", afirmou.
Lula e Flávio no 2º turno
O senador Flávio Bolsonaro (PL), 45, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80, disputarão o segundo turno da eleição presidencial de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.
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