CEO da Nestlé global diz que entender inteligência artificial é a habilidade mais importante hoje
Saber escrever um bom prompt não basta para quem quer acompanhar a inteligência artificial no trabalho. A avaliação é de Philipp Navratil, CEO da Nestlé global, em entrevista ao Business Insider. A EXAME reuniu o que o executivo disse e o que isso indica para a rotina de quem trabalha.
Para Navratil, entender a IA é a habilidade mais importante do profissional hoje. Ele comanda mais de 270 mil funcionários e afirma que ninguém precisa dominar os detalhes técnicos da tecnologia.
O que significa “entender a IA”
Segundo o CEO, o profissional precisa saber do que a tecnologia é capaz, quais são as tendências e como ela pode mudar a empresa onde atua. Ele afirmou que esse olhar mais amplo pesa mais para transformar um negócio com IA do que conhecer cada ferramenta.
Navratil também diz que muita gente classifica a IA apenas como ferramenta. Quando ela entra sem mudança de método, pode criar camadas extras de complexidade em vez de reduzir etapas.
Prompt é só o começo
Prompt é a instrução escrita que o usuário envia a um sistema de IA generativa, como um chatbot. Escrevê-lo bem melhora a resposta, mas não define se o resultado serve ao negócio.
Um analista de vendas, por exemplo, pode pedir ao sistema um resumo de clientes. Sem entender o que a tecnologia já faz, talvez não perceba que todo o preparo das reuniões poderia ser refeito.
Repensar processos
O CEO defende que os trabalhadores revejam como executam tarefas e eliminem passos que deixaram de ser necessários. Andrey Khusid, CEO da Miro, defendeu recentemente que empresas redesenhem o trabalho em torno da IA, em vez de apenas acrescentá-la a equipes existentes.
Como a Nestlé já usa IA
Segundo a Fortune, cerca de 100 mil funcionários da Nestlé usam o Microsoft Copilot todos os meses. O diretor de tecnologia, Chris Wright, citou ainda uma assistente virtual de vendas, criada depois que a empresa mapeou tarefas demoradas, como reunir dados de produtos e orientações para atender clientes.
Na mesma reportagem, a Fortune informa que a companhia anunciou o corte de mais de 16 mil vagas em dois anos, com foco em eficiência operacional.
Treinamento ainda é limitado
Uma pesquisa da TU Darmstadt, na Alemanha, apontou que apenas 15% dos entrevistados haviam recebido algum treinamento em IA, segundo o The Next Web. O número indica que o uso da tecnologia avançou mais rápido do que a preparação formal das pessoas.
O que o recado indica para o profissional
As declarações apontam três frentes para quem quer se preparar: entender o que a IA já faz, acompanhar as tendências do setor e revisar as próprias rotinas para cortar etapas. Nenhuma delas exige formação técnica avançada, de acordo com o CEO.
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