Merz enfrenta novas pressões após duras derrotas eleitorais na Alemanha
Nesta segunda, Merz deverá analisar com a direção de seu partido o "desastre", segundo suas próprias palavras, sofrido em Mecklemburgo. O chanceler, de 70 anos, com apenas 16 meses no poder, enfrenta uma rejeição de 90% nas pesquisas.
"Assumo essa responsabilidade porque quero fazer nosso país avançar", declarou Merz no domingo, após tomar conhecimento dos resultados.
Sua declaração na televisão pública alemã, algo excepcional tratando-se de eleições regionais, foi feita para tentar consolidar sua posição, comentou o cientista político Oliver Lembcke à AFP. Trata-se de uma tentativa de "governar na defensiva, de impedir que se desencadeie um debate sobre sua pessoa", avaliou.
A rejeição de outros partidos à AfD, simpatizante dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, dificulta que o partido consiga firmar acordos para formar governo nos estados onde venceu.
O chanceler insistiu, neste domingo, que suas reformas são "o antídoto contra o veneno do autoritarismo", em referência à AfD, acusada de conivência com setores neonazistas.
"Merz confirmou claramente o rumo das reformas, vinculando ainda mais seu futuro político ao sucesso delas. Mas demonstrar determinação não substitui nem a capacidade de se impor nem resultados concretos", destacou Lembcke.
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