Partidos do centrão encolhem no Congresso e sinalizam apoio a Flávio

O resultado do primeiro turno, em que saiu na frente, mudou esse cenário e levou o centrão a se aproximar do senador.
"Esses partidos entenderam que o Lula era favorito ao quarto mandato, como parecia em muitos momentos durante o primeiro turno, e isso não se materializou", diz o cientista político Leandro Consentino, professor no Insper. "Dado que Flávio foi ao segundo turno como favorito, a expectativa de vitória movimenta os partidos que querem espaço em um eventual governo, que querem proximidade com quem está no poder", acrescenta.
A federação formada por PP e União Brasil decidiu rever a posição adotada no primeiro turno e anunciou apoio a Flávio nesta terça-feira (6). Na quarta-feira (7), foi a vez do Republicanos, que também havia se mantido neutro. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi o principal articulador do acordo.
MDB e PSD decidiram liberar seus filiados para escolher entre Lula e Flávio. Ainda assim, algumas lideranças das duas siglas já declararam apoio ao senador. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que terminou a eleição presidencial em quinto lugar, se encontrou com Flávio nesta semana e endossou sua candidatura. O ex-presidente Michel Temer (MDB) também manifestou apoio. Flávio ainda negocia com o Podemos e deve se reunir com lideranças do partido na manhã de hoje.
Consentino afirma que a eleição de 2026 deve alterar o equilíbrio de forças do Congresso. "As bancadas que o PL conquistou na Câmara e no Senado e os governadores que a direita elegeu em vários estados importantes já demonstram que a direita vai ter uma força inaudita desde a redemocratização. Não tem espaço para uma direita mais pragmática como era o centrão."
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