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Sunday, October 25, 2026

Kassio alerta para mensagens sensacionalistas na reta final das eleições

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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, fez um alerta neste sábado (24) sobre a circulação de mensagens "sensacionalistas" e "acusatórias" na reta final das eleições.

Em pronunciamento oficial em rede nacional de rádio e televisão, o ministro pediu que os eleitores "se mantenham vigilantes" com as informações recebidas e compartilhadas, especialmente aquelas direcionadas aos candidatos ou à Justiça Eleitoral.

“Devemos nos manter vigilantes com relação às informações que recebemos e compartilhamos. Vamos elevar nosso senso crítico com mensagens eletrônicas recebidas nesta reta final, principalmente aquelas que tenham caráter sensacionalista e acusatório contra quaisquer dos candidatos ou mesmo contra a Justiça Eleitoral”, afirmou o presidente.

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Neste domingo (25), os eleitores voltam às urnas para escolher o presidente da República. A disputa é entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.

Também haverá segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins e no Distrito Federal.

Conforme mostrou a CNN, a eleição deste ano foi marcada por regras novas para o ambiente digital, decisões conflitantes sobre canais de WhatsApp, de questionamentos às ferramentas de inteligência artificial, do uso recorrente de deepfakes pelas campanhas e de uma enxurrada de ações das duas candidaturas na Justiça Eleitoral.

A decisão mais recente restringe o uso dos canais. No dia 16, os sete ministros aprovaram uma resolução que define quando um canal mantido por apoiadores deixa de ser iniciativa independente e passa a ter vínculo com uma campanha.

A mudança foi motivada pelo “Exército do Lula”, canal administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) que impulsionou a campanha do presidente após o primeiro turno.

Principal foco de embate entre as campanhas de Lula e de Flávio, o grupo gerou decisões conflitantes entre ministros da própria corte sobre a exigência de registro e os limites de seu funcionamento.

Sob o receio de um segundo bloqueio do canal, o ministro Floriano de Azevedo Marques chegou a conceder uma liminar na noite de sexta-feira (23) para impedir Kassio de bloquear o grupo sem aval do plenário da Corte eleitoral.

Outra frente envolveu a Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp. A campanha do presidente alegou que a empresa “tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação”, beneficiando Flávio. Afirmou ainda que a Meta AI, assistente integrada às três plataformas, não gera imagens de Lula, mas atende a pedidos semelhantes sobre Flávio.

Na semana passada, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral de nenhum dos dois candidatos até o fim do segundo turno. O descumprimento implica multa diária de R$ 500 mil.

Na sexta (23), Nunes Marques reuniu-se na sede do tribunal com os ministros responsáveis pela propaganda eleitoral e com representantes de Meta, X, Google, TikTok e Kwai. No encontro, foi discutido o aprimoramento dos procedimentos de análise e moderação de conteúdo, a prevenção de fraudes e a circulação de deepfakes, além do monitoramento de ataques digitais coordenados a partir de outros países.

Outros alertas

No pronunciamento em rede nacional deste sábado, Kassio também pediu aos eleitores que confiram seus locais de votação antes de sair de casa neste domingo (25).

No discurso, o ministro destacou que, apesar de o número de alterações ser pequeno, é importante verificar as informações para evitar imprevistos. Ele citou os sites da Justiça Eleitoral, o assistente virtual ChatVote e o aplicativo do e-Título como ferramentas para consultar o local de votação.

Conforme mostrou a CNN, até a tarde deste sábado, 394 seções eleitorais tiveram seus locais de votação alterados entre o primeiro e o segundo turno.

O ministro lembrou ainda que quem não votou no primeiro turno pode participar da segunda etapa da eleição. Ele destacou a importância do voto como expressão dos direitos e deveres da cidadania.

"Amanhã, a Justiça Eleitoral estará novamente mobilizada, em todo o território nacional, para assegurar a livre e espontânea manifestação da vontade do eleitorado, garantindo o mesmo clima de tranquilidade e respeito registrado no primeiro turno", disse.

Eleições 2026

Espera-se que 158.745.463 brasileiros de todo o país se dirijam às urnas no pleito deste ano, segundo informações do TSE. O número representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito anterior.

Além do voto para a Presidência, eleitores do Distrito Federal e de cinco estados também decidem o segundo turno para governador: Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Amazonas, Acre e Tocantins.

Segundo o TSE, cada turno é considerado uma eleição diferente para efeito de comparecimento às urnas, dessa forma, eleitores cujo voto é obrigatório devem comparecer às urnas no segundo turno, independente de terem votado ou não no primeiro turno.

A regra também vale para quem não votou no primeiro turno. A ausência na primeira etapa não impede a participação na segunda, desde que a situação eleitoral esteja regular e o título não esteja cancelado ou suspenso.

As seções eleitorais de todo o país abrem às 8h de Brasília e encerram às 17h, quando a votação termina e dá-se início à contagem de votos.

Para votar é obrigatório apresentar um documento oficial com foto como RG, CNH, passaporte ou certificado de reservista, sendo aceito também a versão digital desses documentos.

O título de eleitor e o e-Título também são documentos aceitos, desde que tenham uma foto do eleitor. A carteira de trabalho também é aceita, mas apenas na sua versão física, já que a versão digital não apresenta foto. Certidões de nascimento ou de casamento não são aceitas.

Para garantir uma votação sem dúvidas, é permitido levar uma "colinha" com o número do seu candidato anotado em um papel e consultá-la na cabine de votação.

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