Organizações pedem que OMS revise limites de nitratos na água potável
No entanto, os limites atuais da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelecem uma concentração máxima de 50 miligramas de nitrato por litro ou 11,3 miligramas por litro de nitrogênio proveniente de nitratos, datam de 1958 e estão "obsoletos", alertaram as organizações.
Esse limite foi estabelecido especificamente para prevenir a chamada "síndrome do bebê azul", uma doença potencialmente fatal que reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio.
Mas a carta afirma que o limite "não foi atualizado apesar das sólidas evidências epidemiológicas" que relacionam a exposição crônica a baixos níveis de nitratos a riscos à saúde a longo prazo, especialmente "o câncer colorretal e resultados adversos na gravidez".
"Estudos agora relacionam a presença de nitratos na água potável, mesmo em níveis muito inferiores ao limite atual da OMS, ao câncer de intestino e a partos prematuros", afirmou em um comunicado conjunto o presidente da Wonca, Pratyush Kumar.
A carta foi divulgada em coincidência com o Dia de "Uma Só Saúde", uma iniciativa promovida pela OMS para destacar a interconexão entre a saúde humana, animal, vegetal e dos ecossistemas.
Os signatários alertaram que centenas de milhões de pessoas em todo o mundo estão expostas a níveis elevados de nitratos.
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