Dino levanta sigilo de caso Dark Horse e diz haver conexões com PCC
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, neste domingo, 13, a retirada do sigilo das investigações sobre a destinação de emendas parlamentares à produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Em sua decisão, Dino cita a existência de uma organização com "vínculos " com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que teria o deputado Mário Frias (PL-SP) como líder.
Os documentos que agora serão tornados públicos foram enviados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e se referem a uma investigação da Polícia Civil paulista sobre o destino de emendas parlamentares de autoria de Frias.
Dino determinou que o Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves "entregue à Polícia Federal todo o material bruto extraído dos celulares das pessoas físicas e jurídicas investigadas nos presentes autos (a investigação sobre Dark Horse), apreendidos pela Polícia Civil no mês de junho, cuja perícia foi ou está sendo realizada nos órgãos competentes do Estado".
O ministro do STF também determinou que "todos os aparelhos celulares, computadores e demais documentos" envolvidos nas investigações passem a ser custodiados pela Polícia Federal.
Em seu despacho, Dino diz que a empresa de tecnologia Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), cuja presidente é Karina Gama, também proprietária da produtora GoUP, responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro, recebeu transferências do deputado federal.
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