Medo de prisão leva Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e irrita aliados
O coordenador da campanha do PL, Rogério Marinho, visivelmente contrariado com a fuga, disse que foi pego de surpresa:
"Porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse o papel de liderança da oposição nesse momento. Então, claro, ficamos surpresos."
Flávio Bolsonaro não é considerado foragido porque não houve mandado de prisão contra ele. A apreensão do passaporte foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a partir de um pedido da Polícia Federal, que alegou risco concreto de fuga, inclusive pela presença de uma estrutura para acolher a família de Flávio nos Estados Unidos, onde mora seu irmão e onde ele deve receber o visto de permanência do governo de Donald Trump.
No pedido, os investigadores também citam uma declaração de Eduardo Bolsonaro que, em entrevista a um podcast norte-americano, chegou a sugerir a saída do irmão do Brasil caso ele perdesse a eleição.
"A decisão de Alexandre de Moraes se baseou numa frase do Eduardo de 23 de outubro. Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração", afirmou na segunda-feira o próprio Flávio Bolsonaro.
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